Chuva

quinta-feira, maio 31, 2007


As noites de chuva estão de volta. Como sempre, trazem o "frio não tão frio" típico do nordeste. Trazem também o barulho reconfortante e calmo dos milhares de pingos que estalam nos telhados. 

Estar na cama é bem mais prazeroso, bem mais onírico: abraçado ao bichano, simulando aquela pessoa que tanto queremos bem.

A sinfonia de bolso do Air

sexta-feira, maio 25, 2007



Momento terrível: um abismo, um vazio. Ocasião aterradora derivada da clássica falta do que escrever. Esse momento em que o branco da tela do editor de textos nos maltrata com nada mais do que seu branco infinito e, lógico, vazio.

Como seria melhor se inventassem um "pano de fundo para páginas do Word". Pense bem, escrever sobre o céu, uma paisagem paradisíaca, sobre a galaxia, a lua. Tenho certeza que o ato da escrita fluiria tão mais fácil, tão mais suave. Ainda mais para quem a presença divina da inspiração é tão rara quanto às aparições da Virgem de Fátima.

Mas, valha-me deus, é só começar a ouvir Air que tudo muda.

Na verdade, procurava palavras para descrever as sensações que venho experimentando com o novo "disco", apropriadamente intitulado de "Pocket Symphony". Apropriado porque nesses tempos de miniaturização tecnológica, tudo é permitido levar no bolso. E como é bom ter essa pequena sinfonia retro futurista em nossos bolsos. Levar conosco pequenos universos transcendentais na palma da mão. Portas dimensionais para mundos alternativos de nossa mente. Portas sonoras para mundos de calma, de paz lisérgica e infinita.

Todas as 12 faixas são novas, mas o deja vú, a sensação de que já conhecíamos a canção de algum lugar, é inevitável. E não estou dizendo com isso que eles estão se repetindo, que não conseguem produzir novos clássicos. Conseguem ter a habilidade rara de construir sonoridades que "colam" imediatamente em nossos tímpanos. Daí vêm essa sensação de "onde eu conheço isso?"

Por exemplo ouça "Napalm Love" e vai entender o que estou falando. Com simples frases, constroem uma sonoridade grandiosa, como se as palavras cantadas fossem um instrumento. 

Todo o álbum parece ter sido feito para Charllote, personagem de Lost in Translation. A começar pelas inserções de instrumentos típicos japoneses, como o koto e o shamisen. O site oficial, mostra uma sala ampla, com janelas panorâmicas, igualzinho ao filme. Além de objetos com design estilo 60´s, mostrando a influencia desse "futuro do passado", marca registrada do Air.




Uma livre interpretação de It´s Personal, do Radio Depart.

terça-feira, maio 22, 2007




Nesses dias de muitas chuvas, a alma flutua pelo ar frio. Voa leve, devagar, buscando aromas desconhecidos. Voa de olhos fechados, sendo guiada por ventanias bondosas, deixando seu destino ser decidido por elas, através de aparentes caminhos estranhos.

Contudo, os fluxos que a levam ao lugar correto são certos, verdadeiros. Levam minha alma docemente pelo céu cinza e amedrontador, me faz pousar no mais quente e aconchegante lugar: o teu coração.

E lá, minha alma vai ao centro do teu magnético amor, onde há uma sala perfumada por todas as mais belas rosas do mundo, colhidas pelas mãos de crianças que ainda não nasceram.

Na sala, há uma cortina de seda, rubra, que, por instinto, sei que devo abrir. Mas a cortina não leva a lugar nenhum. Só escondia um espelho enorme, onde vejo meu próprio reflexo.

Esboço um sorriso. O espelho faz o mesmo. Por instantes não entendo. Mas não demora muito para perceber... Simplesmente... Eu sou você.



Sozinho no espaço com Above and Beyond

sexta-feira, maio 18, 2007

full on morning vocal trance



Admito que não sou profundo conhecedor da tão mundialmente famosa cena trance. Ouvi apenas algumas vertentes, como o "Full on morning" ou o "vocal trance". 

Um dos grandes nomes nesse estilo é o Above&Beyond, projeto formado em 2000 pelos produtores Jono Grant, Paavo Siljamäki e Tony McGuinness.

"Alone Tonight", é uma dos hits do grupo. O clip - um lançamento de um ônibus espacial e imagens sensacionais de surf-, passa exatamente o que a letra sugere: a necessidade de estar sozinho numa noite confusa, de literalmente pedir para o mundo parar e descer do planeta.




Pensata

quarta-feira, maio 16, 2007


"Se, por outro lado, aplico algum ceticismo e exijo provas, evito dar uma de palhaço, mas corro o risco de ser devorado por um bicho à espreita. Ver agentes-fantasmas por todo canto ao lado de outros módulos cerebrais como atribuir causalidade a tudo e projetar-se no lugar de outros é o que basta para transformar o gênero humano numa espécie amedrontada, supersticiosa e pronta a crer em todo tipo de ser imaginário --terreno fértil para as religiões."


Memeplexos, religiões e Bento 16. Mais um ensaio certeiro de Hélio Schwartsman

sexta-feira, maio 11, 2007




Se eu te dissesse coisas que eu fiz antes
Te dissesse como eu costumava ser
Você iria junto com alguém como eu?
Se você conhecesse minha história palavra por palavra
Tivesse toda a minha história
Você iria junto com alguém como eu?
Eu fiz antes e tive minha quota
Eu não guiei em lugar nenhum
Eu iria junto com alguém como você.
Não importa o que você tenha feito.
Com quem você estivesse amarrado
Nós poderíamos ficar por aí e ver esta noite inteira.

E nós não nos importamos com os jovens
Falando sobre o estilo jovem
E nós não nos importamos com os velhos
Falando sobre o estilo velho também
E nós não nos importamos com suas próprias faltas
Falando sobre nosso próprio estilo
Tudo o que nós nos importamos é com conversas
Conversando somente eu e você.

Geralmente, quando coisas iam longe
As pessoas costumavam desaparecer
Ninguém irá me surpreender a menos que você o faça

Eu posso dizer que há algo acontecendo
Horas parecem desaparecer
Todos estão partindo, eu ainda estou com você

Não importa o que façamos
Onde nós iremos também
Nós poderíamos ficar por aí e ver esta noite inteira.

E nós não nos importamos com os jovens
Falando sobre o estilo jovem
E nós não nos importamos com os velhos
Falando sobre o estilo velho também
E nós não nos importamos com suas próprias faltas
Falando sobre nosso próprio estilo
Tudo o que nós nos importamos é com conversas
Conversando somente eu e você.

E nós não nos importamos com os jovens
Falando sobre o estilo jovem
E nós não nos importamos com os velhos
Falando sobre o estilo velho também
E nós não nos importamos com suas próprias faltas
Falando sobre nosso próprio estilo
Tudo o que nós nos importamos é com conversas
Conversando somente eu e você.
Conversando somente eu e você.
Conversando somente eu e você.
Conversando somente eu e você.