Quando o "eu" não está no corpo

domingo, fevereiro 01, 2009



Suécia, 02/12/2008
A pesquisadora Valeria Petkova posa com o manequim usado na pesquisa




Mudar de corpo. Ver-se como um estranho. Uma possibilidade antes só imaginada no vasto território da imaginação à serviço da ficção cientifica. Foi esse o resultado de um estudo apresentado esse ano por neurocientistas do Instituto Karolinska de Estocolmo. Voluntários usando óculos de realidade virtual experimentaram a ilusão da troca de corpo com um manequim ou com outra pessoa. Uma experiência única que poderá ser aplicada em pesquisas sobre distúrbios de auto-imagem ou mesmo usada no desenvolvimento de jogos de computador.

Mas, só isso? E sobre observar-se ao longe, com a sensação de estar em outro corpo, que novos tipos de emoções ou vontades surgiriam? Imagino um futuro em que poderemos ter qualquer tipo de corpo. Sermos qualquer tipo de objeto solitário. Essa seria a verdadeira liberdade da condição humana? A ultima grande libertação? A imortalidade da alma/mente preservada em Hard Disks de memória inimagináveis? O inicio da grande fuga para fora de si mesmo!





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Um comentário:

Tatiana disse...

Ainda acho tudo isso muito estranho!