Trilha para jardins imaginários, viagens extra-sensoriais, mergulhos slow-motion em oceanos de sensações sintéticas. Álbum de dormir do dia : Boards Of Canada - Trans Canada Highway.
domingo, agosto 16, 2009
Trilha para jardins imaginários, viagens extra-sensoriais, mergulhos slow-motion em oceanos de sensações sintéticas. Fluxos do dia.
sexta-feira, agosto 14, 2009

Permitindo ser levado pelo sopro do sono sem fim, com meus átomos desprendo-se do corpo tal qual areia fina de praia, desmaterializo-me para lugares estranhos que nunca nos recordamos ao acordar.
O dia se foi rápido com todo o seu fluxo de acontecimentos sem sentido e agora,sedosa como nunca, a cama me atrai. E com os olhos revirando-se para os confins da minha mente, penso: "Só mesmo as palavras e os adjetivos para dar vida aos objetos inanimados!".
Assim, durmo agora, mas não para sempre.
Amanhã em meus headphones: The Golden Filter - Solid Gold
quarta-feira, agosto 12, 2009
Amanhã, em meus headphones: Collapse Under The Empire
terça-feira, agosto 11, 2009
"Collapse Under The
Empire", é uma super banda de post-rock alemã. Até aqui, novidade nenhuma.
Mas o que mais me chamou atenção, foi o preparo e a boa intenção dos caras
nesse "admiravel mundo novo" que nos encontramos.
Ao baixar o álbum, havia uma pasta
com códigos para widgets de áudio e vídeo (como no exemplo acima), para que
pessoas comuns como eu divulgassem o trabalho deles em seus blogs pessoais e em
suas redes sociais. Havia ainda, informações adicionais, como detalhes das
canções, entrevistas, os sites onde a banda hospeda suas músicas, reviews de
discos e algumas entrevistas em publicações especializadas. Enfim, um
super-clipping para não restar nenhuma dúvida do que se está ouvindo. Valor
agregado para um simples download de arquivos mp3.
Aqui, um belo exemplo de como uma
banda independente deve encarar os novos tempos da indústria cultural: dispor
seu trabalho para que todos, de qualquer lugar da Terra possam ter o direito de
ouvir suas composições, aumentando assim sua horda de fans. Como um vírus de
cultura e informação, contaminando o ouvido do planeta com suas guitarras
espaciais.
E amanhã, estarão nos meus
headphones!
Sonhos de segunda
domingo, agosto 09, 2009
À Deriva

Não sou crítico de cinema, nem nada que chegue próxima a isso. Mas como esse blog é o meu REEDP (Revista Eletrônica de Entretenimento e Divagações Pessoais), sinto-me em plena vontade para tecer quaisquer comentários que meus olhos consomem. De música à filmes, de livros à guloseimas de rua. Portanto, sinto-me também na obrigação de dizer aos que me seguem e que creditam sua atenção ao meu gosto pessoal, que o filme "À Deriva" é a produção mais tocante que eu já vi no atual cinema brasileiro.
Muito mais que um filme em que se aborda a traição de um pai de família, "À Deriva" é 'aquele' momento delicado de nossas vidas. O exato lugar onde descobrimos nossos desejos, e o pior, quando descobrimos que nossos pais também cultivam desejos outros que vão além do seio familiar. Talvez esse mesmo desejo é o que desconstroi uma família sólida. O mesmo desejo que nos acompanha quando jovens, naquele período aparentemente eterno, que nos dá uma áurea de potência revigorante. Este, é o mesmo que destrói nossos sonhos de criança.
De tão bem feito, o filme nos passa a angústia dessa perda em família. Um nó na garganta que nos segue por algumas horas, mesmo depois que saímos da sala de projeção. Me atrevo a dizer, com minhas falhas de construção linguística e do total desprerado numa ideal descrição das cenas, que o final dessa produção é o melhor! Uma das sequencias mais lindas e mágicas que o cinema mundial já produziu.
Site Oficial: http://www.aderivafilme.com.br/
O Mussum Day...
terça-feira, agosto 04, 2009
...Na visão de http://twitter.com/bioQuirino
Olhar periférico.

Iatã Cannabrava e as periferias: Uma prova de
que um olhar inovador faz a diferença.
Momento Roland Barthes: A mentira da imagem.
segunda-feira, agosto 03, 2009

Ilustração típica da cultura pop japonesa, em realces ultra ambíguos que, através de uma simples maçã em corte, nos remete às colinas voluptuosas da carne. Um engôdo, uma ilusão, talvez o mesmo signo usado pela serpente no longínquo paraíso, ao qual a primeira mulher, sedenta de curiosidades e quiça desejos, deixou-se ludibriar em um encanto que, de mágico nada tinha. Tão somente era a técnica,está arte simplória usada na manipulação de palavras e imagens, em um momento único da história humana em que destinos de homens, mulheres e crianças foram traçados até chegar aos negros vestidos da morte.
Aqui, a única certeza é a imagem que tudo é, ludibriando o cérebro contaminado pelo sabor do ir e vir, pelo atrito quente das moléculas carnais e por tudo que remeta a objetos banhados em líquido denso, frutos do mais ardente amor, que só se completa nas viscosidades do prazer. Viscoso e pegajoso como o início da concepção de qualquer ser que um dia venha à andar sobre a Terra.
Ilustração do dia: O perigo de manter uma identidade secreta.
quinta-feira, julho 30, 2009
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