Pela TV não é a mesma coisa...Mas tá valendo.
Devendra "Simpatia" Banhart
sexta-feira, novembro 15, 2013
Pela TV não é a mesma coisa...Mas tá valendo.
Perdido em meu celular, mais uma pérola do #dexbar
Perdido em meu celular, mais uma pérola do #dexbar
Barulho rosa na manhã de sábado
sábado, outubro 26, 2013
#ringodeathstarr
Luis Arturo Aguirre. “Desvestidas”. #photospaña
sexta-feira, outubro 25, 2013
Luis Arturo Aguirre. “Desvestidas”. #photospaña
#Giganto Terminator
domingo, outubro 20, 2013
#Giganto Terminator
Fascination Street
sábado, agosto 10, 2013
Só ele salva
sábado, julho 27, 2013
Culto ao vinil é o que há.
Lucrécia Bórgia mijou aqui
quinta-feira, julho 25, 2013
Autor desconhecido. In Museu do Banheiro do Dex Bar.
Anhangabaú da Felicidade
segunda-feira, maio 06, 2013
Não canso de propagar que, a melhor característica da velha sampa, é essa vontade linda que muitos coletivos culturais possuem de tomarem as ruas e fazerem dela um espaço de diversão, arte e alegria.
O AnhangaBaú da FelizCidade foi um compêndio de palcos, soundsystems, shows, festas, performances, projeções, artes visuais... Enfim, mais um evento “financiado apenas pela disposição de muita gente sem tempo de esperar a Feliz Cidade chegar”.
Fotos oficiais do Coletivo Fora do Eixo: http://www.flickr.com/photos/94532471@N02/sets/72157633430467058/
E mais um Storify que fiz:
Festival Baixo Centro: ruas para dançar
terça-feira, abril 09, 2013
A arte toma de assalto o grande centro urbano de São Paulo, e você vê pessoas invadindo espaços como o Minhocão para curtir bandas, espetáculos teatrais, entre outras manifestações.
Na verdade, o Baixo centro é um movimento colaborativo, horizontal, independente e auto-gestionado, organizado por uma rede aberta de produtor@s interessad@s em ressignificar esta região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz.
E quando dizem que é independente, são de fato, já que não tem apoio ou financiamento da prefeitura, empresas privadas ou leis de incentivo, sendo bancado com o dinheiro de 1.914 pessoas, que contribuíram pela web com valores a partir de R$ 10. A arrecadação final superou em R$ 10 mil a cifra esperada, de R$ 62 mil.
Um ótimo exemplo para outros estados e cidades, mostrando que é possível fomentar a cultura em espaços públicos sem a ajuda burocrática de editais de cartas marcadas ou tetas de políticos parasitas.
Imagens em ordem: Maracatu no Minhocão, banda Engrenagem Urbana (http://www.myspace.com/engrenagemurbana).
Flickr oficial do Festival: http://www.flickr.com/photos/baixocentro
Teste mobile
sexta-feira, março 15, 2013
Breve transformação do He-Man em SP
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
CarnaFreak Playlist
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Como diz a clássica canção carnavalesca de Caetano Veloso, “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. E como não somos (ainda) mortos-vivos, resolvemos fazer ao modo FreakGeeks, uma versão da folia de Momo no Baixa Augusta, mais precisamente no já conhecido e agradável Dex Bar.
As fotos muito bem traduzem, foi uma noite em que pessoas deixaram-se levar “sem eira nem beira”, “sem lenço ou documento”, pelos mais variados estilos musicais, indo do soul ao indie, do rock ao samba, do electro até as marchinhas de carnaval.
Sim, foi exatamente o que você está pensando: uma esbórnia musical que deixou todos que estavam presentes tontos de diversão e claro, cerveja, gin e a típica cachaça brasileira. Uma reunião de pessoas legais que sempre acrescenta ainda mais adjetivos (muito bons, diga-se de passagem).
Tudo isso, como sempre, sob o signo da loucura boa que são as festas FreakGeeks, espaço temporário de sorrisos e boa gente, onde amigos se encontram e desconhecidos se tornam best friend forever.
Veja todas as fotos do CarnaFreak: http://bit.ly/11LlIdZ
Samba no Arouche
terça-feira, janeiro 22, 2013
Notícias do front
terça-feira, novembro 13, 2012
O concreto vai bem, obrigado. E aos poucos se mistura a este sangue de água de coco. Os sonhos com a Bahia ainda perduram. E são sempre os mesmos: os pés enterrados na areia morna, o corpo relaxado sobre uma decrepita cadeira amarela de plástico, o sol queimando a pele, a visão se turvando ao ritmo de ondas ruidosas e da cerveja que esquenta rapidamente.
Mas como disse, no concreto está tudo tranquilo. A riqueza cultural (ou etílica?) me faz esquecer os espetáculos diários do entardecer. E já não me recordo de tantas coisas mínimas. Para reativar essas lembranças, faço algo meio medíocre: mato saudades das ruas sujas onde vivi com o Google Street View.
Uma mania irrecuperável essas nostalgias. Sofro tanto desse mal que, se um dia for acorrentado e chicoteado por 10 anos seguidos, tenha certeza que ao ser libertado, terei saudades do meu carcereiro.
Sigo em frente, pois novas esquinas precisam ser descobertas, vividas. Mesmo que as novas me lembrem das antigas. Para esquecê-las, me apego às paredes. Nelas há arte de rua que sempre evoca uma liberdade surreal impossível na vida, mas bem lógica nos sonhos. E como costumo acreditar, para sonhar não é necessário dormir. É só estar bem consciente. Basta abrir os olhos, e lá estão os pequenos detalhes mágicos que todos ignoram.
Exercito essa ideia ao acordar. Vejo e ouço a sinfonia de carros, pessoas e helicópteros que sobrevoam nossas cabeças a cada instante. Ruídos desconexos da urbe que se unem aos ruídos desconexos de pássaros cantantes que vivem nas parcas árvores que ainda teimam em viver na mixórdia sintética do asfalto. O concreto me seduz e seus maiores representantes são os prédios antigos.
Vejo-os como gigantes vivos e sonolentos. São velhos decadentes que parecem observar com suspiros no olhar. Eles têm certo enfado por ter vivido plenamente dias melhores. Mas gosto deles mais do que os novos. Tanto que estou morando em “um senhor bem antigo” que “uiva como fantasmas de castelos europeus”, tamanho é a força da corrente de vento que assobia entre as janelas. De quebra e se bem concentrado, dá para sentir a vibração dos acontecimentos do passado.
Como disse em outro momento, foi fácil encarar tudo. Na verdade, foi fácil porque tenho incutido na mente essa ideia mágica de que os lugares amontoados de gente de todos os cantos clamam pela minha presença.
Desvendei um clichê: o termo “selva” é real. Não pelo lado selvagem, mas pela quantidade de “espécies” e “floras” de pessoas. Rostos dos mais diversos, dos mais acentuados, narigudos, triangulares, peles opacas, morenas e negras. Ruivos sardentos de crespo cabelo. Índias bolivianas de pernas curtas. Negras altas e charmosas. Asiáticas de pupilas negras e olhos rasgados.
A cidade se mostra em múltiplas culturas e crenças, mas muitos a desprezam. Principalmente os que se proclamam “abastados”. Estão cegos pelo trabalho, pelos seus problemas e até pelo preconceito descabido por sua própria cidade (além de outros estados, lógico).
Os que assim pensam, mesmo os jovens, são velhos decrépitos que desprezam seus próprios semelhantes. Mas não é isso que gostaria de me apegar, pois minha função é desvendar histórias e contá-las do meu modo. Descobrir os segredos da cidade conhecendo pessoas, saindo às ruas, não perguntando ao Google. Essa é a meta.
Aqui, a vida é de vidro e passa sem ruído do outro lado da janela. Tudo é uma paisagem que nasceu nas mentes de ricos descendentes de europeus e postas de pé pelas mãos calejadas de nordestinos descendentes da mãe África. As luzes sintéticas iluminam os sonhos consumistas. Apesar de tudo isso, existe amor em SP. O que não existe são estrelas.
***
Do front, mando boas notícias, apesar dos muitos reveses. E só não desisto porque vim para morrer e renascer logo em seguida, dia após dia, indo além da negação e do medo, que me fará sobreviver ao fim. Há muitas provações, mas também há muitas recompensas neste caminho pedregoso. E é apenas o começo...
Dub São Caetano do Sul
segunda-feira, setembro 24, 2012
“Enquanto trabalhavam, Case deu-se gradualmente conta da música que vibrava sem cessar. Chamavam-lhe dub e era um mosaico sensual, produzido a partir de várias coleções de discos de pop digitalizados. Molly dizia que se tratava de adoração e sentido de comunidade. (...) Zion (a nave espacial rastafári flutuando na órbita terrestre) cheirava a vegetais cozidos, humanidade e erva...”
William Gibsons, em Neuromancer.
No dia 07 de julho deste ano, cheguei à São Caetano do Sul embebido em uma pneumonia que me fazia contestar a realidade de tão forte. Entre tosses e espirros, no ponto de ônibus, vi este cartaz e concluí que o som do “grande gigante vagaroso” tinha tomado conta até desta parte cinza do Brasil. E pensava em um semi-delírio torto: “Não, não. Reggae e frio não harmoniza”.
Comendo em pé na República
domingo, julho 15, 2012
Na preguiça das 11h de um domingo que pendulava entre os 16 e 13º Celsius (temperatura suficiente para castigar as pontas dos dedos e desejar comprar um par de luvas), foi o momento de conhecer a famosa feira de artesanatos, bijuterias, camisetas, objetos de decoração “hippie”, tempurás gigantescos, pasteis e coisinhas mil que somente no sétimo dia da semana tomam vida na Praça da República.
A feira, (não somente esta, qualquer uma), é uma pequena celebração de viver em comunidade, na cidade, entre tantas pessoas de tantas ramificações do mundo. A da Praça da República é um exemplo bonito aos olhos e estômago. Dizem que ela começou com um único homem, J.L. Barros Pimentel, no final dos 50, um filatelista que vendia selos raros, o que atraiu colecionares de moedas, depois vendedores diversos até chegarem os “hippies”.
A cada passo, a diversidade te concede o prazer de comer bons doces, salgados e quitutes inconfundíveis de lugares do Brasil e do mundo.
São esses elementos que atraem as pessoas, que borbulham comprando e comendo, aglomerando-se, desfrutando o dia, do pouco sol e do ar um pouco mais puro. Deve ser a falta de uma praia próxima que provoca isso, essa coisa da cidade olhar mais para dentro de si, sabendo usar de uma forma mais eficaz dos seus espaços urbanos.
E o urbano reina porque não tem o grande inimigo da bela natureza, de praias que se deitam lindas sob o sol vigoroso. Claro que isto é também beleza e que muito prezo, pois não suporto ver grandes lugares, tais como os incríveis cenários de Salvador, desperdiçados. Mas valorizar a urbe é tão importante quanto à natureza, já que passamos muito mais tempo no concreto que na terra propriamente dita.
Por isso, que ainda ando e não me canso, pois nada melhor que degustar “um concreto de qualidade”, que te enche de proteínas e cultura.

