Mostrando postagens com marcador cibercultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cibercultura. Mostrar todas as postagens

Idiots

quarta-feira, novembro 27, 2013

IDIOTS from BLR_VFX on Vimeo.

Observando as ações desses simpáticos robôs, podemos perceber nossa própria idiotice em curso.

Diluindo pensamentos com Undo

quarta-feira, novembro 13, 2013

cyberzazen2
 
Há uma tendência que caminha junto aos bits e bytes, como uma simbiose invisível que paira no ar. A tecnologia avança e, na mesma proporção, a espiritualidade. O Zen Budismo, por exemplo, serve-se dos dados que transitam via wi-fi/3G para ensinar a humanidade sobre a grandeza do agora.

Para entender melhor essa “viagem”, faça uma busca por aplicativos de iOS ou Android com o termo “Zazen” (a “base da prática Zen Budista”, em outras palavras, sentar-se calmamente, em alerta, sobre os calcanhares ou em Lótus, deixando a mente livre, focado no agora, sem apegos aos pensamentos). São diversos os programinhas que auxiliam pessoas a se encontrarem por meio da meditação, relaxamento e concentração.

Um dos mais interessantes é o Undo (desenvolvido pela empresa Weimpact). A promessa é facilitar a prática para o maior número de pessoas ao redor do mundo. A qualquer hora e em qualquer lugar, todos podem conectar-se ao Zazen. A ideia é tornar as "nuvens" da rede uma aliada para ajudar a todos a "desfazerem-se" do fluxo intenso dos pensamentos.

A ferramenta faz jus a um antigo Dharma: “Aprender o caminho de Buda é aprender sobre si mesmo. Aprender sobre si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo no mundo. Ser iluminado por tudo no mundo é deixar quedar-se no próprio corpo e na própria mente”.
O vídeo abaixo dá explicações detalhadas de como praticar o Zazen auxiliado pelo Undo, que pode ser baixado gratuitamente. Aprenda devagar, relaxe, esvazie a mente e em seguida, volte para a correria diária.
 



+ http://www.higan.net/feature/2011/02/undoenglish.html







Copiar para criar

quinta-feira, setembro 26, 2013

 
 
 
 
Você não é criativo: apenas copia, transforma e combina bem as ideias dos outros. E não há problema algum nisso.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A cultura do “Faça Você Mesmo” dentro da esfera da moda

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

                                              

 

 

 

 

.

SMSlingshot

quinta-feira, agosto 18, 2011

Eletrônica, Tecnologia, Informação, Comunicação, Intervenção Midiática, Arte ou apenas um estilingue?
         TTM_149-large                                          
TTM_148-large

Saiba neste vídeo:

                               


E mais neste link: http://moma.org/interactives/exhibitions/2011/talktome/objects/146401/?utm

Fox News Ticker Hacked!!!!

terça-feira, maio 31, 2011

 

Coisa linda de se ver!

"Na noite passada eu invadi o ticker de notícias FoxNews na 6th Avenue, em Nova York. Aqui está o vídeo. Se você gostaria de saber o porquê, basta ler a mensagem na hack.

Acessei o ticker Fox basicamente para chamar sua atenção. Também porque a Fox merece isso: eles são o bocal 24 / 7 da ala direita. Eles são perpetuadores enorme de uma grande mentira.

Este país não está quebrado. A pergunta é: onde está indo o dinheiro? Os americanos têm o direito de conhecer seus bolsos estão sendo espoliados por empresas e incentivos fiscais para os ultra-ricos e não podemos mais tolerar o engano FoxNews se perpetuando.

Para que conste, eu não estou conectado a anônima ou qualquer um dos mais recentes ataques na PSN, PBS, Nasdaq ou So-net. Estamos sendo enganados e você não pode parar americanos de lutar pela verdade. Desculpe meu amigo é um pouco irritante entusiastas do vídeo, mas é um dos melhores hacks na memória recente, assim, diminuir-lhe uma pausa ".

Um Digerati!

quarta-feira, maio 18, 2011

 

deniac glitch art

 

Daniel Quirino (vulgo Deniac Deckard) acredita que o termo “jornalismo” está defasado. Apesar da paixão pela antiga arte da escrita e da notícia diária regida pela cronomentalidade, o rapaz adere ao que considera mais adequado aos dias atuais (e aos futuros): “Sou um Digerati*!”.

Escreve com as pontas dos dedos em teclas negras com crostas de resíduos das mãos. Redige com uma tinta de pixels via cabos telefônicos de cobre e redes wi-fi invisíveis, em pulsos elétricos tão rápidos quanto o mais rápido pensamento. Escreve com áudio, illustra com vídeos, faz poemas com fotos, cria novos ambientes com códigos de máquina e distribui conhecimento via links.

Desde o ano de 1999, vive em uma realidade em que as ferramentas vão além do lápis, da caneta, da máquina de escrever ou do editor de texto. Está em um novo tempo, exercendo novas formas de escrita, executando novas formas de leitura.

Jornais, revistas, rádio, TV, podcast, blog e internet mixam-se ao seu cérebro. Tudo está no mesmo caldeirão comunicacional. Por isso, Quirino acredita que não há mais sentido em tratá-los como se fossem setores ou segmentos autônomos, estagnados e separados.

Aliando o digital ao literário, transforma-se em Digerati, pois simplesmente tem a consciência do direito instintivo e absoluto em querer ser tudo o que lhe apetece.

“Somos poderosas antenas de transmissão, mas não querem que saibamos disso. Eu não quero estar na fronteira. Eu quero ser a fronteira. Morte ao Lead. Morte aos "profissionais" cegos de espirito. Morte a rotina, inimiga da sabedoria!”.

 

 

* Fundindo as palavras "digital" e "literati", a primeira menção do termo foi usado por George Gilder na lendária USENET, em 1992, em um artigo de sua autoria que apontava uma certa “elite cibernética" de pensadores e escritores com uma enorme influência sobre a revolução das comunicações emergentes.

Alex Primo: existe um Jornalismo para iPad e Kindle?

quinta-feira, abril 28, 2011

Muito se tem falado sobre novas tecnologias e como elas reconfiguram o jornalismo. Inúmeras previsões indicam que nada será como antes. Mas neste vídeo, Alex Primo mostra que a produção de periódicos jornalísticos para iPads e Kindle parecem estar voltando no tempo: “Enquanto os jornais para web desenvolveram uma linguagem própria, adequada à leitura on-line, muitos periódicos para iPad simplesmente oferecem versões digitalizadas de seus originais impressos”.

Assista. O rapaz manja!

 

 

 

 

 

 

 

Brinquedo sofisticado para djs

segunda-feira, março 28, 2011



Vandalismo é Arte

quarta-feira, janeiro 19, 2011


(Texto baseado num ensaio do filósofo de Andrew Stillman e publicado na revista Adbusters, 2000.)

No silêncio de uma cidade sob Lei Marcial, a galeria pós-captalista está aberta.


Aqui as janelas quebradas de uma loja da Warner Bros, cada estilhaço desaparecido na invisibilidade. Ali, um Mc Donald’s fechado com compensados. Isolado de uma hora para outra e exposto em seu estacionamento vazio, no meio de uma rua, um carro de polícia abandonado, despojado de sua autoridade por duas palavras pichadas em spray: “NÓS VENCEMOS”. Em todos os lugares existem bandeiras decoradas com novos símbolos, pilhas de jornais transformadas em barricadas – dezenas de atos de destruição, cada um cheio de importância estética e social. Atos de arte. Atos que chamaríamos normalmente de “VANDALISMO”.



Como foi dito nos noticiários de TV, o vandalismo ditou as regras no dia 30 de novembro de 1999, quando dezenas de milhares de manifestantes fecharam a Organização Mundial de Comércio e criaram um estado de emergência na periferia de Seatle, EUA.

 Vandalismo é uma violação intencional, a desfiguração de algo considerado valioso pelos outros. Mas sabemos, também, que pode ser uma forma de expressão. Vandalismo é também jovens amantes cravando seus nomes nos troncos das árvores, um moleque deixando seu nome escrito na parede de uma um hotel quatro estrelas, anarquistas chutando as janelas da nikelândia.
 
 
O que poderia ser uma expressão mais completa do desesperado cinismo da decadência pós-moderna que essa chicotada catártica, primal? Será que alguma forma de arte de nossa era pode oferecer qualquer sombra de esperança de escape sem confrontar-se diretamente com a propriedade, o valor real ao redor do qual cada um de nós é levado a construir sua noção de ser?
 
 
Vandalismo é um tipo de parasitismo nascido na essência da civilização ocidental.em nossa cultura atual estamos triturados, manipulados pela tecnologia e por interesses comerciais. Marketeiros de plantão colocam sentido no vestir de roupas, carros, móveis, até mesmo na comida nós escolhemos nossos significados através dos produtos, simultaneamente criando e erradicando nossa noção de nós mesmos. Somos projetos comerciais. Somos hospedeiros e a cultura da comodidade é o nosso parasita. Somos objetos vandalisados-tortos, deformados, cobertos de marcas que não podemos honestamente dizer que escolhemos por vontade própria. Sugados da comunidade e humanidade, somos levados a acreditar que dependemos do nosso parasita para nossa identidade.
 
 
O que conhecemos como “VANDALISMO” é na verdade a rejeição da dependência do consumo. O vândalo mina o sentido comercial. A cultura do consumo cria um lodo sobre nós e é vulnerável em suas próprias raízes rasas. Ela teme toda reflexão. Cidadãos vivendo dentro dela estão em estado permanente de evasão pessoal, evitando a contemplação pelo medo de confrontar a realidade da completa falta de sentido em que vivemos ou, pior, a desvantagem competitiva e exclusão social.
 
 
Vandalismo é uma expressão dessa psicologia de fuga e a compreensão de que a existência se tornou uma atividade criminosa. Vandalismo é arte quando a arte não pode mais resgatar o sentido do absurdo esmagador das condições materiais atuais. Numa sociedade que valoriza o mito da total escolha, a escolha mais crucial se tornou criminosa: a habilidade de criar novos sentidos. O ponto onde o mito e a realidade se encontram é na intersecção política e arte, na ameaça do vândalo , no agitador cultural, no anarquista. E foi nessa intersecção que as barricadas se levantaram em 30 de novembro de 1999.
 

Prevendo o futuro com William Gibson

terça-feira, janeiro 04, 2011

 

O programa Fantástico, na edição do dia 02.01.2011, exibiu uma interessante reportagem sobre um show da diva japonesa Hatsune Mikuo, personagem bastante cultuada por lá, que leva à loucura milhares de fãs por todo o país e com um adendo bastante singular: ela é uma cantora totalmente virtual.

Neste evento, uma tecnologia (não revelada) holográfica 3D, permitiu que ela aparecesse “em carne e osso”. Mas o que me surpreendeu na verdade, foi a sensação de deja vú que me tomou, graças, mais uma vez, ao escritor canadense William Gibson.

Em seu livro Idoru, Gibson conta a história de Rei Toei, cantora também totalmente feita de pura “informação digital”. Como Mikuo, “Rei Toei é formada por arranjos de informação extremamente complexos e sofisticados, que conferem a ela uma ‘existência’ original, meio humana e meio nada (coisas típicas de histórias futuristas de ficção científica)”.

Do mesmo modo, vi certa semelhança na primeira graphic novel de 1990 totalmente computadorizada, chamada “Batman: Digital Justice”, de Pepe Moreno. Lá, há uma imagem futurística de uma cantora pop-holográfica que ficou marcada em minha memória, algo que, neste vídeo, tornou-se real.

Inteligência artificial, cyborgues, peles sintéticas, realidade virtual. Ficção imitando realidade ou realidade imitando ficção? Sei apenas que tudo o que devorei de ficção científica “cyberpunk” do mestre e profeta Gibson, vem se tornando realidade. Tudo o que foi imaginado, está aos poucos, tornando-se real. Façam suas apostas, pois o futuro é agora.

Pendure a bandeira preta na ponta do mastro!

quinta-feira, dezembro 10, 2009



Aprenda porque a Pirataria é legal com os personagens do programa infantil Lazy Town.

     “Faça o que quiser pois um pirata é livre, você é um pirata! 
    Yar - har - fiddle-dee-dee, ser um pirata é certo pra mim!
 
    Faça o que quiser pois um pirata é livre, você é um pirata!

    Você é um pirata! (yay!)   

    Começamos com um mapa (um mapa!) para nos levar a caixa escondida, que está trancada por cadeados (por cadeados!) e enterrado bem longe.

    Nós escavaremos até a caixa ( a caixa!) e encontraremo-a cheia de prêmios

    Abriremos os cadeados, e então diremos "hooray!"
 
    Yar - har - fiddle-dee-dee,     Se você ama navegar o mar, você é um pirata!   

    Ancora pesada!

    Yar - har - fiddle-dee-dee, ser um pirata é certo pra mim!
 
    Faça o que quiser pois um pirata é livre, você é um pirata!
 
   
Arr - yarr - ahoy and avast dinky-dink-dink - a - dinkadefast!

    Pendure a bandeira preta na ponta do mastro! você é um pirata!

    Ha ha ha (yay!)

    Navegamos afastados (baixar a maré!), a aventura espera em cada costa!

    Baixar a maré e exploramo-lo(ya-har!) e corra e pule todo o dia (yay!)

    Nós flutuamos em nosso barco (nosso barco!) até sua hora de abaixar a ancora, pendure então nossas roupas (aye-aye-aye!) até que nós navegaremos outra vez!

    Yar - har - fiddle-dee-dee,
 
    Se você ama navegar o mar, você é um pirata!   
 
    Terra ho!

    Yar - har - fiddle-dee-dee, ser um pirata é certo pra mim!
 
    Faça o que quiser pois um pirata é livre, você é um pirata!
 
    Yar har vento atrás de você, onde quer que você vá.
 
    Céu azul acima do oceano azul abaixo, você é um pirata!

    Ha ha ha!
 
   
Você é um pirata!”

Tutorial Linux pra crianças

terça-feira, outubro 27, 2009




Conheça Yuti, o menino de 05 anos fissurado em seu Ubuntu 9.04. O pirralho do software livre!


High-Definition Blues

sexta-feira, outubro 09, 2009




O grande mal das tecnologias de áudio e vídeo digital, é que momentos únicos de nossas vidas serão eternizados em high-definition. E quanto maior for o número de pixels, maior será a fidelidade com o real. E quanto maior for a fidelidade, maior será a dor da lembrança.


Wi-fi para quem?

quinta-feira, setembro 17, 2009



É o que imagino, quando vejo twitters com seus efusivos comentários de aquisições tecnológicas.

Via @carlosaraujo

Hoje, na Folha de São Paulo.

Um desejo: camisa pós-cyber.

terça-feira, setembro 08, 2009





Um mostro eletrônico com milhões de cabeças nos observa e oprime sem ferir. Conhece nossos passos, nossas rotas, nossos gostos, nos "guarda" da maldade inerente do ser humano. Mais que uma estampa, um grito de liberdade cool!

Uma dica de @kr3st0

As novas formas de produção da música eletrônica

quarta-feira, setembro 02, 2009


Estava clicando por aí, no que talvez Kerouac chamava de "seguir os livres desvios (associações) da mente por entre ilimitados percursos em um oceano de pensamentos", quando vi esse vídeo do programa "Espaço Aberto" da GloboNews, que foi ao ar no dia 31/08.

A pauta dessa reportagem, está sobre o fato de como muitas bandas abandonaram os instrumentos tradicionais e incorporaram ao seu som, computadores e videogames para criar composições que vão além das limitações da música. Aqui, as novas formas de produção da música eletrônica tomam forma.





Por que é legal ver a reportagem? Instrumentos tocados por Joysticks do Wii e uma ótima idéia criada pelo (Blerg!) Tico Santa Cruz, o "Sarau Eletrônico". Vale a pena!

O som do futuro

terça-feira, julho 07, 2009




Mind In A Box. Esse é o nome mais apropriado para quem deseja ouvir o som de um hipotético futuro cyber. Suas canções são na verdade monólogos e trechos de conversas telefônicas, como conversações que se combinam umas as outras para contar uma história que atravessará todos os álbuns.





Cada faixa é uma pista para compreender este quebra-cabeça que o levará numa emblemática aventura sci-fi. O estilo é Future-Pop com envolventes ambientes tecnológicos e cyberpunks. O Mind.In.Box é um duo austríaco que traduz em áudio todo um imaginário de ficção cientifica e fantasia em ambientações tech-noir com formidável perfeição.

As letras estão espalhadas pela web ou no site oficial, mas quem usa o winamp, é só baixar o plugin de letras. Confira abaixo o som da banda/historia nas imagens dos filmes Natural City e Immortel, respectivamente.

Escape


Change








Saiba mais, aqui

Ciber.Comunica 4.0: 06/05. Noite

quinta-feira, maio 07, 2009




Depois de um dilúvio que castigou, lavou e enxaguou os pecados de Salvador, o Ciber.Comunica em sua versão 4.0 teve seu inicio adiado para hoje (06/05/2009). Fui na segunda parte (noite) deste primeiro dia e cheguei ao evento sob densas nuvens negras que gotejavam timidamente.

Parece que o céu ficou nervoso e desaguou novamente, mas aí eu já estava protegido dentro do auditório Zélia Gattai, nas dependências da Unijorge para conferir as palestras de Yuri Almeida e Paulo Góes.

A apresentação de Yuri transcorreu de forma leve, informativa e cativante. Uma suave introdução ao tão discutido e controverso tema "Redes Sociais, Tecnologias e Jornalismo Colaborativo", abordando pontos pertinentes sobre Sociedade de massa e Sociedade em Rede, ubiqüidade, escrita coletiva, levantando questionamentos como “redes socias ajudam os jornalistas?” ou mesmo “o que os jornalistas podem aprender como o twitter?”. Mas ao meu ver, sua abordagem ao hiperlocalismo como potencialização do dialogo e seu caráter social, foi o ponto mais interessante e crucial de sua conferência.

Em seguida, Paulo Góes, Jornalista e tradutora radicada em Londres, participante do projeto Global Voices, faria uma videoconferência sobre “As rotinas produtivas no Global Voice “ mas sua conexão falhou e o áudio estava inaudível (algo como ruídos borbulhantes de afogamento ).

Abaixo, um trecho do evento, após a palestra de Yuri, quando começou (e como muito bem pontuou o blog do evento), “um tímido, mas bom debate”.


Cyberpunk do Subúrbio

domingo, março 22, 2009




Ao sabor de uma brisa quente em plena noite, desço do ônibus. Indo para casa. Uma caminhada de dez minutos através de ruas, pessoas e objetos suburbanos dignos do rótulo Cyberpunk. Uma precária iluminação com suas enormes e pontiagudas silhuetas negras, dáo toque sombrio. O cheiro das descargas de chaminés do conglomerado petroquímico, a menos de 10Km de distancia, dá o cheiro grotesco a cena. Fábricas de negro-fumo, industrias de benzeno, derivados fétidos de celulose. Um pequeno exemplar de inferno sintético para evitarmos futuros pecados.

Como sempre, tenho nos ouvidos um universo sonoro que me separa do que vejo. Como que protegido por uma bolha (de sons, pensamentos, ícones obscuros da industria cultural), que não me contamina com a rua viva, pulsante, rápida. Um vírus correndo e corroendo rápido por dentro das veias apodrecidas de uma cidade doente.

Mas isso não é ficção cientifica.

Está é a realidade onde fetiches e obsessões surgem ao comando de um deus que projeta novos prazeres para almas vazias e ávidas por sentido. E nessa realidade esse deus inventou felicidades vãs que se esvaem tão velozes como uma gota de éter que se dissipa ao pingar no chão. Uma de suas grandes criações são os paraísos artificiais. Líquido, pó ou fumaça: muitos são os portões que levam à simulações de mundos de estados perfeitos da mente. Aqui e ali, pequenos grupos, recostados em muros com muitas estórias, sorvem discretamente os diversos meios de chegar a Shagri-La. A primeira viagem virtual de boas sensações da humanidade.

Ao longo do caminho, uma outra criação: o ardor por corpos que expelem desejo. Doze, treze, quatorze, quinze anos. Aprendizes de luxuria em roupas mínimas que destacam seus corpos inflados de hormônios mutantes. Meninas que conheceram o desejo através de músicas onde a sensualidade hipnotiza sob a influencia de antigos toques de tambores advindos da mãe-áfrica. Pequenas usuárias da diversão de corpos, que necessitam do prazer como força dominadora. E a rua está cheia delas.

E nas ruas também estão as necessidades que não precisamos . São representados pelos grandes bocados de lixo, banquete dos cães pulguentos. Um manjar para seus estômagos dilacerados pela fome. Servem-se também aqueles que transformam caixas de tv´s LCD em dinheiro. Emprego sem chefe e sem horário. Recicladores de objetos urbanos. Inconscientemente, têm na mente a certeza que toda grande novidade, toda grande novidade da moda, qualquer tecnologia de ponta, um dia, estará em qualquer esquina.

Um dia será lixo.

E assim caminho entre aqueles que consomem um mundo de terceiro mundo. Carne, I-phone, grifes. Churrasquinho de gato, Mp9, óculos clones vendidos nas praias. Uma versão pobre e suja de um mundo que desponta para um futuro informacional sem precedentes. Aqui, o futuro está nas mãos de um camelô.

Curtir