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Uma esquina qualquer de Tóquio

terça-feira, março 20, 2012


Dê o play na vida!

 

Porque qualquer coisa dentro de uma moldura e exposta ao público, é arte.

Momento Roland Barthes: A cura

quinta-feira, outubro 13, 2011

The Cure from shootmefashion.net .

 

Vídeo da marca de roupas turca Shoot Me Fashion em que, através de uma produção conceitual, expõe suas criações. É como uma espécie de comercial de alto nível, que seduz, logicamente, pela imagem: uma garota, como se doente, agoniza em cama de hospital. Sua enfermidade? A nudez!

Na medida que é medicada, sara. Peças vão surgindo no seu corpo a cada tomada e pouco a pouco ela se compõe, como em um strip às avessas. Então, é nesse ponto que se percebe o momento mais fantástico: o que a roupa esconde, de imediato se cria o desejo!

Não à toa e consciente disso, o semiótico que dá título à esse post, Roland Barthes, um dia falou: "Nudez, vestuário natural da mulher!".

 

 

O que me resta a fazer se não apenas concordar!

 

 

 

Momento Roland Barthes: transformando um elefante em Pelé

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Dando sentido a tudo que o que o rodeia, o homem definiu o signo como "aquilo que está no lugar de alguma coisa". O signo existe para remeter  algo fora dele mesmo, ou melhor, para representar o que não é dele próprio.

O artista inglês Paul Trevillion,  foi a um programa da Sky Sports e transformou um desenho de um elefante em um retrato de Pelé. Sem querer (ou querendo), provou que os signos refletem e refratam a realidade visada pela representação.

Ou seja, qualquer coisa pode representar qualquer outra coisa, bastando apenas inventar um sentido.

 

Saca?

Momento Roland Barthes: A bolsa.

terça-feira, setembro 29, 2009




Nas superfícies dos oceanos Denotativos, apenas uma bolsa aberta. Nos subsolos úmidos do mundo Conotativo, uma bolsa aberta, rósea e aveludada.

Momento Roland Barthes: A mentira da imagem.

segunda-feira, agosto 03, 2009



Ilustração típica da cultura pop japonesa, em realces ultra ambíguos que, através de uma simples maçã em corte, nos remete às colinas voluptuosas da carne. Um engôdo, uma ilusão, talvez o mesmo signo usado pela serpente no longínquo paraíso, ao qual a primeira mulher, sedenta de curiosidades e quiça desejos, deixou-se ludibriar em um encanto que, de mágico nada tinha. Tão somente era a técnica,está arte simplória usada na manipulação de palavras e imagens, em um momento único da história humana em que destinos de homens, mulheres e crianças foram traçados até chegar aos negros vestidos da morte.

Aqui, a única certeza é a imagem que tudo é, ludibriando o cérebro contaminado pelo sabor do ir e vir, pelo atrito quente das moléculas carnais e por tudo que remeta a objetos banhados em líquido denso, frutos do mais ardente amor, que só se completa nas viscosidades do prazer. Viscoso e pegajoso como o início da concepção de qualquer ser que um dia venha à andar sobre a Terra.

Momento Roland Barthes: um olhar poético sobre o signo fotográfico.

quarta-feira, julho 15, 2009



Fotografia adquirida sob a égide da era da reprodutibilidade técnica, mais exatamente no Tumblr do usuário @jorai, grande apreciador das mais refinadas artes originadas dos antiquíssimos grottos romanos.

É uma foto premeditada, como um crime, basta reparar no arranjo das roupas e dos cabelos, a palma da mão como um sensor cognitivo da alma e do desejo libertador da uma alma feminina. De cócoras, como uma versão humana da frase de tinta negra na parede branca, uma icônica invasão bárbara aos domínios rígidos e ilusoriamente imaculados do macho dominante: o homem.

Há aqui um claro objetivo: escarrando de modo cômico na sociedade que almoça o fast food da hipocrisia via retwittes que mais se assemelham a vírus letais, tudo está à espera da eternidade digital.

Sabe-se que após o clique, a cena se desfez na rue de Rome e a vida voltou a fluir imperfeita, mas agora repleta de satisfação corpórea, mas isso a foto não captou, pois foto é a pose em suspensão no tempo, agora meras manchas de pixels em preto e branco.

Mas eis que o seu olhar encontra o dela, que ali de cócoras e abrindo seu instrumento de ascensão ao gozo sem pudores, do fundo de nossa certeza de morte, de repente olha e se enrijece.

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