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The Newsroom: aula de jornalismo para estagiários, focas ou veteranos

segunda-feira, janeiro 13, 2014

thenewsroom

 

Mariposas tontas apaixonadas, orientadas não pelo brilho da lua, mas pela luz artificial dos postes. Acredito que essa possa ser a metáfora mais próxima para estudantes de jornalismo, seres oriundos do mundo de Morpheus, bobos e sonhadores por natureza.

Falo com ganho de causa, afinal, fui assim. Aliás, sou assim. Mas tenho consciência. Pago, literalmente, muito caro por isso. O peso dessa insistência em certos aspectos da profissão, cai pesadamente sobre os ombros.

Mas, como para quase tudo há uma cura (até mesmo o devaneio em questão), será que existe uma receita que ajuda contra esse doce feitiço que sempre ataca os olhos puros dos infantes?

Sim. Acredito que The Newsroom seja o balde de água fria (no bom sentido) necessário para tirar as remelas secas de quem segue o caminho. Estrelada por Jeff Daniels e escrita Aaron Sorkin (ganhador do Oscar pelo roteiro de “A Rede Social”), os acontecimentos da série se passam nos bastidores de um telejornal americano.

Além de roteiro formidável, The Newsroom é aula de um jornalismo que jamais chegaremos a ver. Uma utopia sensata, um norte, um guia para estudantes ou até mesmo profissionais calejados, para tentarmos nos espelhar no que ali é mostrado.

No enredo, há dois pequenos pontos que, apesar de divergentes, são o cerne da coisa toda: as grandes decisões, com apurações acertadas e, “tchan nam nam nam”, os grandes erros que ali são cometidos.

 

thenewsroom3

 

Ah, esses fabulosos equívocos que nos fazem suar frio, gaguejar até revirar os olhos ou sujar as calças. O salgado gosto de errar no jornalismo e suas dimensões inimagináveis.

Quem viveu um grande engano nesse meio, sabe as consequências drásticas. Dentro desse universo tão amplo, complicado e egóico, em que âncoras e colunistas são deuses de um panteão superior aos dos gregos, um mínimo deslize pode tomar proporções gigantescas.

E na série, isso não é deixado de lado. É o que faz ser tudo tão genial. Mas não ache que sou um pessimista, pois nem tudo são ardores d´alma, meus queridos.

O faro dos personagens para encontrar notícias, lapidá-las e transformar tudo em show, é impressionante. São lições que jamais teremos na escola, que proporciona deleite ao telespectador a cada fim de episódio.

Claro que pode haver exageros de minha parte. É apenas uma opinião rasa de tudo. Em caso de você conferir in loco, e achar que fui errônea em minhas palavras, ao menos perceba que a série pode ser um portal para um nível de pensamento superior. Ou, como bem disse o Matheus Souza, de O Globo, “The Newsroom’ me dá vontade de ser uma pessoa melhor”.

Por isso, meus caros coleguinhas, assistam The Newsroom. Reforcem seus votos de fé nesse grande engodo que chamam de dom, nessa deliciosa arapuca que sabemos que poderemos cair e nos espatifar, mas que, mesmo assim, fechamos os olhos e curtimos numa boa.

Não estou sozinho nesta. Segundo o grande Duda Rangel, há 10 razões para ainda se acreditar no jornalismo. Uma delas é esta: “vejo muitos jovens com um puta tesão de resgatar os bons valores e ideais do jornalismo. Sim, há esperança. Com fé, em pouco tempo o Galvão Bueno se aposenta. Isso também já vai ajudar muito”.

Delírios à parte, por favor, fiquem firmes.

Vamos todos nos esquecer da parte ruim que nos circunda. Vamos todos juntos mergulharmos na desgraça, nos deixar seduzir pelo maldito canto da sereia.

Depois, o pior que pode acontecer é ouvir as vozes de nossas mães ecoando fantasmagoricamente em nossos pensamentos: “Eu te avisei que engenharia seria melhor”.

É isso, assistam The Newsroom.

 

 

+ http://www.episodioscomentados.com.br/search/label/The%20Newsroom

Um tweet que vale um post: escreva de porta fechada

sexta-feira, novembro 22, 2013

Espancando professores

quarta-feira, outubro 02, 2013

 

O artigo “Espancando professores se destrói um país!” me inspirou o título deste Storify.

Um junho inesquecível

domingo, julho 14, 2013



O mês de junho de 2013 ficará para sempre na memoria de diversas capitais brasileiras. A noção de que o poder está nas mãos do povo parece ter sido compreendida, vindo rápido e fulminante como uma coqueluche generalizada, algo fundamental para as pequenas, mas decisivas mudanças que vieram depois da manifestação dessa força, por muitas vezes, fluida de modo aleatório.

Um dos maiores movimentos da história teve o auxilio das novas tecnologias, transformando cada participante em uma antena transmissora de informações.

Facebook e Twitter foram de suma importância, auxiliados ainda por aplicativos de smartphones como o WhatsApp, que fizeram uma cobertura à parte dos engessados grandes meios midiáticos.

Assim como todo esse contingente de pessoas, também participei munido de um smartphone, contribuindo para essa torrente de dados com pressão igual ou até maior do que a das ruas.

Não entrando no debate sobre partidarismos, conspirações sobre golpes militares ou até mesmo a legitimação de pessoas taxadas de “classe média branca brincando de revolução”, o fato inegável é que nossos governantes, querendo mostrar trabalho, puseram-se a fazer o que deveriam ter feito desde sempre: trabalhar em uma sexta-feira.

No vídeo, imagens do 5º ato, no dia 17 de junho, uma segunda-feira de um junho inesquecível.




Teve problemas graves? Chame o Anonymous!

sexta-feira, janeiro 11, 2013

anonymous-deniac

Uma adolescente de 16 anos é levada, completamente bêbada, de festa em festa, para servir de espetáculo público: estuprada diversas vezes, aos gritos de euforia dos seus colegas que divertem-se com a cena. Um filme adolescente-catástrofe-vingança, no melhor estilo Carrie, a estranha? Sim. Mas pena ser sido a mais dura realidade.

Vejam este artigo completo lá no FreakGeeks: bit.ly/RC2fr8

Olhando para o azul do mar

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Um corredor polonês de minorias

quarta-feira, novembro 07, 2012

Texas-Town-Get’s-‘Romney’-Road-Sign-Painted-Over-With-‘Obama’

 

Um imbecil dito “cristão” que expele pela boca a frase “Deus criou os EUA para dominarem o mundo”, merece o que?

Um corredor polonês de todas as minorias que ele é contra.

 

+ http://goodlawd.com/texas-town-gets-romney-road-sign-painted-over-with-obama/

“Jornalismo é a arte de sujar os sapatos”

segunda-feira, julho 23, 2012

Se hoje sou um chato, que não se contenta com a média de comunicadores que sempre se transformam em pura mediocridade (e eu posso estar nesse meio, mas estou cônscio e luto contra ela), a culpa é de Gay Talese, que me abriu os olhos para o caminho da escrita cotidiana que pode ser transformada em eterna.

E analise com cuidado o título deste post, pois saiu da mente dele e pode mudar o seu futuro, caso você optou por esta arte tão nobre, em que vencem os de talento nato ou o que mais baba os enrugados e peludos sacos escrotais dos donos do poder.

Haiti: dois anos depois da tragédia

quinta-feira, janeiro 12, 2012

HAITI-QUAKE/ Swoan Parker / Reuters

 

Hoje (12.01.2012) é o segundo aniversário do devastador terremoto que matou cerca de 300.000 pessoas no Haiti. E se você acha que as coisas mudaram por lá, está muito enganado. Somente metade do entulho foi limpo e a “reconstrução” perdura até hoje.

Enquanto os noticiários alardeiam sobre a “crise” na Europa (colapso de europeu deve ser viver sem geléia nas torradas ou um bom pinot na adega), um relatório divulgado esta semana pelo presidente Michel Martelly, diz que cerca de 4,5 milhões sofrem com a escassez de alimentos, 60% da população estão sem trabalho, 800 mil vivem sem eletricidade, 500 mil continuam sem saber ler nem escrever e 08 entre 10 pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia. Miséria, meu irmão, muita miséria!

A tragédia originou um fenômeno de imigração em massa ao Brasil que pode ser comparado aos êxodos do início do século 20. O Ministério da Justiça calcula que, nestes dois anos, cerca de 4.000 haitianos tenham cruzado a fronteira de países vizinhos ao Brasil e alcançado municípios dos Estados do Acre e do Amazonas.

De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, há cerca de 4 mil haitianos no Brasil e cerca de 1,6 mil já estão em situação regular. A situação será definida por resolução do Conselho de Imigração do Ministério do Trabalho. Quem chegar depois da edição da resolução não será beneficiado.

O que me preocupa é que, em um país como o nosso, onde os próprios brasileiros rejeitam brasileiros, imagina o que esta pequena multidão não vai sofrer?

Sei que não posso fazer muita coisa daqui por esse povo, mas não custa lembrar que o país continua desolado e que ainda há um caminho e tanto para percorrer nos seus esforços de recuperação. Vamos ver se a grande mídia ainda lembra desse fato e desperte algum sentimento em quem realmente tem o poder nas mãos.

Na sequência, imagens disponibilizadas por agências de notícias:

 

508072874                                                                      Thony Belizaire / AFP / Getty Images

 

 

HAITI/

Swoan Parker / Reuters

 

HAITI

Swoan Parker / Reuters

 

Uma mentira sobre Salvador

quinta-feira, setembro 29, 2011

 Nesta semana, em sua coluna semanal no periódico A Tarde, o jornalista Chico Castro comentava sobre uma banda de rock baiana (Bestiário), que estava disponibilizando um CD para download gratuito.

Em seu texto, era para ser apenas uma leve introdução ao clima do grupo, de como eles externavam na música o que vivenciavam nas suas vidas, fazendo com que o leitor entendesse melhor do que se tratava.

Mas sem querer (ou querendo), Chico expôs em pouquíssimas linhas, o real retrato da Salvador atual, bem distante da manjada “terra da alegria” ou do “sorria você está na Bahia”, slogans amplamente divulgados país afora e que, infelizmente, para nossa tristeza, é tudo mentira!

 

Leia:

 

deniac_chicocastro

 

 

 

A barbarie é aqui!

Jornalista que não gosta de ler

terça-feira, setembro 06, 2011










Um texto do louco Duda Rangel em seu “Desilusões Perdidas”: http://desilusoesperdidas.blogspot.com/2011/08/para-gostar-de-ler.html



Jornalista que não gosta de ler tem uma dificuldade danada de escrever.
Jornalista que não gosta de ler se expressa com a fluência de uma Luciana Gimenez.
Jornalista que não gosta de ler é o que mais protesta contra o preço alto dos livros.
Jornalista que não gosta de ler perde o senso crítico. E do ridículo.
Jornalista que não gosta de ler engole qualquer merda que escuta de um entrevistado.
Jornalista que não gosta de ler só sabe falar das fofocas da redação na mesa do bar.
Jornalista que não gosta de ler passa parte da coletiva de imprensa com a cabeça na lua.
Jornalista que não gosta de ler fica a reunião de pauta inteira rabiscando seu caderno.
Jornalista que não gosta de ler adora reclamar que está perdendo espaço no mercado de trabalho.
Jornalista que não gosta de ler é igual a atriz pornô que não gosta de sexo”.




E eu acrescento esta alfinetada: jornalista que não gosta de ler pode nem ter assistido, mas deveria reconhecer esses dois filmes (ao menos isso!).

Há notícias que nunca morrem no final do dia...

terça-feira, agosto 23, 2011

Tribuna da Bahia – 23.08.2011

 

Clique na imagem para ampliar e ler.

 

 

 

 

CUCETA - A Cultura Queer de Solange Tô Aberta

segunda-feira, junho 27, 2011

 

Meu caríssimo, antigo e eterno professor de ciberjornalismo, Claudio Manoel, produziu recentemente, um Webdocumentário tratando "dos bastidores do show, ideias e a filosofia queer do duo Solange tô Aberta", de Salvador, Bahia, Brasil.

A sinopse do vídeo, dispensa as minhas palavras: "Seriedade, sarcasmo, ironia, anarquia e cultura gay. A defesa do corpo livre, sem formato social".

 

 

 

Assista sem preconceitos!

Três parágrafos para o bom jornalismo

sexta-feira, fevereiro 18, 2011


TaleseGay_b


“Acho que o jornalismo, e não o Times, está sendo ameaçado pela internet. E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim, Barcelona ou Nova York...

Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua.

O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar.

Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida”.

Gay Talese

O Jornalismo e a questão fundamental.

quinta-feira, julho 30, 2009



Dos inúmeros personagens do livro "O Guia do Mochileiro das Galáxias" há um em especial que tem o peculiar nome de "O Pensador Profundo". Ele nada mais é que um megacolossal computador projetado por seres hiperintelingentes (no caso, ratos) para resolver a "Questão fundamental da vida, o Universo e tudo o mais". Após 15 milhões de anos, a resposta é dada.
 
E essa é um simplório "42". Fulos da vida, os seres hiperinteligentes dizem que essa não era a resposta da pergunta. O computador retruca que o que eles não sabem é a própria pergunta. Ele afirma que a resposta (42) só poderá ser entendida quando eles souberem a pergunta.

E é por saber a pergunta correta que o artigo de Ronaldo Lemos intitulado "Jornalismo em um mundo em transição", publicado na Folha de São Paulo do dia 28 de Junho de 2009, merece a marca do "relevante'. Nele, o fundador do Overmundo destilou uma perspicaz visão dos rumos que o jornalismo está tomando devido as interferências de descentralização da noticia que redes sociais como Twitter, Facebook, YouTube, blogs e celulares estão proporcionando. Cita o blog/tablóide TMZ na cobertura da morte de Michael Jackson e de como ele se valeu dessas novas mídias para chegar primeiro na conclusão da morte do cantor e lançar a noticia nos quatro cantos do mundo. O TMZ passou assim, a ser sinônimo da "morte de Michael" e este talvez seja um eterno troféu do tablóide.

Ao meu ver, o artigo tem fundamental importância não por dar respostas de um possível futuro do jornalismo, mas sim por fazer a pergunta mais correta: "Como reinventar não só as formas de participação, mas também uma ética nova para a rede, uma ética que não seja nem ingênua nem obsoleta? E que não seja imposta, mas sim construída?"

Se tivéssemos "O Pensador Profundo" ao nosso dispor, certamente ele nos daria a resposta correta e não apenas um confuso "42"!

Quer ler o artigo? Bem aqui

Ilustração do dia: Jornalismo cidadão

quinta-feira, maio 21, 2009





Uma pausa na monografia, para pensar sobre os novos tempos.
...Ou para rir deles!


Revista Lupa nº05

quinta-feira, abril 16, 2009





Pode abrir (clicar?). É de graça!


Y - The last man e DMZ: quadrinhos para despertar

terça-feira, agosto 05, 2008




Passar a maior parte do tempo de uma cidade para outra, entre um ônibus e outro, deixando o tempo escapar pelos dedos de forma ociosa, é sem duvida uma perda de energia sem precedentes. Ter uma vida social/cultural concentrada em outra cidade dá nisso. 

Por isso, as rápidas viagens de 70, 90 minutos não podem passar em branco, tenho que ler. Mas desde o colegial, minha mãe adverte sobre os males da leitura em movimento. Do quão perigoso é ler em carros e ônibus, da possibilidade horrenda de ter um descolamento da retina

Foi nesses momentos de enfados de ir e vir, de estar cansado da mesma estrada, da mesma janela com as mesmas paisagens, que resolvi comprar a edição nº16 da Pixel Magazine. Uma feliz aquisição, certamente arranjada pelas forças do destino. 

Como explicar que as historias ali contidas viriam a reacender um fogo, uma esperança de que algo no mundo pessoal da minha imaginação e fantasia não estavam perdidos? Como entender que justamente nessa edição, eu pude me re-conectar nas antigas crenças do que era minha idealização sobre o jornalismo?

Refiro-me aqui a duas coisas que me chamaram a atenção: "Y- O ultimo homem" e a crônica/apresentação da saga DMZ, escrita pelo editor-chefe da revista Set (Rodrigo Salem) intitulada "Cinzas da bandeira americana". 

Em "Y", temos a surpreendente constatação de uma estranha doença que extermina todos os machos do planeta, deixando apenas um rapaz e seu macaco de estimação como sobreviventes. Um mundo inteiro de mulheres, de fêmeas a sua disposição? Não mesmo. A suposta sorte tem mais é cara de maldição. Constatação essa que certamente o jovem Yorick encontrará nas próximas edições. 

Escrita por Brian K. Vaughan, um dos vários roteiristas de Lost, "Y- O ultimo homem", entrou na minha corrente sanguínea, e já visualizo as possibilidades dessa estranha realidade e que tipos de acontecimentos isso pode levar. Desde já, me vejo viciado e preocupado com mais uma coleção que certamente torrará meus bolsos e deixará um pouco longe do sonho do meu primeiro milhão (nos EUA durou por 60 edições e aqui no Brasil, cada revistinha custa R$10,90).

E em DMZ, o que temos? Bem, temos os EUA numa guerra civil que dividiu o pais. Temos o cara que está no centro nervoso desse inóspito acontecimento futuro, o fotojornalista Matthew Roth. Temos ainda o seu medo da morte, sua frustração perante um conglomerado de noticias que o oprime e sacaneia. Há também Brian Wood, o criador dessa bomba maravilhosa que nos acorda para esse mundinho dito moderno que vivemos, de controle disfarçado e quase imperceptível. O texto do Rodrigo Salem, ao final do episódio, é de levantar defunto da cova.

Sael escreve com força e raiva necessária que colegas de faculdade não costumam ter. Um jornalismo que se perde devido a essa mesma disciplina que paira sorrateira sob e sobre nossas cabeças. De professores que não mais nos despertam a nada. Do próprio sistema que nos domestica como gatos gordos e felpudos, nos alimentam sem parar, dando o conforto que escraviza.

Aprendi com o Rodrigo: pense em Google. Pense em Facebook. Pense em Twitter. Grandes empresas travestidas de livre-arbítrio. Gosto de rebeldia, da agressividade nos textos, de mexer nas entranhas do pensamento e fazer pensar por dentro. É isso onde eu queria chegar, onde quero me apegar: aprender a pensar com o coração, com a mente e com o punho.

Ah, claro: e escrever estórias incríveis como as destes quadrinhos.



Pensata

quarta-feira, maio 16, 2007


"Se, por outro lado, aplico algum ceticismo e exijo provas, evito dar uma de palhaço, mas corro o risco de ser devorado por um bicho à espreita. Ver agentes-fantasmas por todo canto ao lado de outros módulos cerebrais como atribuir causalidade a tudo e projetar-se no lugar de outros é o que basta para transformar o gênero humano numa espécie amedrontada, supersticiosa e pronta a crer em todo tipo de ser imaginário --terreno fértil para as religiões."


Memeplexos, religiões e Bento 16. Mais um ensaio certeiro de Hélio Schwartsman

VII Global Marijuana March

domingo, abril 15, 2007




Mesmo quem não gosta, tem ao menos um amigo, um parente ou uma pessoa próxima que faz uso. A maioria dos usuários de Cannabis desenvolvem padrões seguros e não-prejudiciais de consumo, ainda que uma parte desses usuários se torne abusadores e tenham problemas decorrente disso. 

No entanto, se você acha que a proibição faz mais mal a essas pessoas do que a maconha, junte-se a essa causa para tentar reivindicar políticas públicas e legislações mais adequadas à realidade social.



Maconha na Roda:
Políticas públicas em diálogo com a sociedade civil
Evento integrado à rede mundial GMM - VII
Global Marijuana March www.globalmarijuana march.org
1 a 5 - maio de 2007


Global Marijuana March / Marca Mundial pela Normalização da Cannabis
OQUE: Reunião para realização da GMM edição Salvador
QUANDO: sábado, dia 21/04, às 10hs
ONDE: Faculdade de Filosofia e CIências Humanas
http://giesp. blogspot. com/
http://gmm-salvador .blogspot. com/
http://noticiascana bicas.blogspot. com/
http://www.growroom .net/blog/

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