Exploro

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

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Caminho por ruas ainda não marcadas na memória. Abro torneiras com a mão esquerda, apesar de destro. Como a energia do açúcar. Medito sobre o nada. Leio sobre tudo. Faço conexões improváveis para criar algo novo. Crio tempo. Planejo a semana. Projeto um milagre que teima em não acontecer.

Exploro. Me perco. Não encontro.
 
E mesmo assim, não consigo parar.

 

Ilustração: “Explore”, de Jazz Berry Blue

 

+ http://www.jazzberryblue.com/

As tatuagens de Analogic Love

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

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Tatuagem é coisa séria. Precisa ser bem feita e ter um significado (pelo menos neste universo de poucos centímetros quadrados em que orbitam os pensamentos imundos do meu cérebro).

Acredito que esses preceitos sejam necessários por dois motivos: 1) aguentar passar algumas horas sentindo dor na epiderme, 2) para não enjoar da arte que irá ficar marcada pelo resto da vida em seu corpo.

Mesmo assim, há alguns adendos que desmitificam o que acredito, e um deles é o motivo deste post, ou seja, a mão do artista. Gente como Maria Fernanda/Arthur, os “Analogic Love”.

Com traços belos e precisos, nada parece ser desenhado sem ser claramente pensado. Tudo se transforma na mais pura arte na pele, e mesmo sem grandes significados para a vida, qualquer um ostenta o estilo deles com orgulho.

No vídeo produzido pela cerveja Desperados, podemos conhecer melhor o Projeto Analogic, que “une técnicas perfeccionistas de tattoo com a tela em branco que são as paredes”.

 

 

Depois, veja as imagens a seguir que não me deixam mentir:

 

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+ http://instagram.com/analogiclove

     http://www.analogic.com.br/

Tudo é uma questão de libertar o cérebro

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

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Abra as portas da prisão mental. Lá estará o que realmente você é e quer, uma característica adormecida na grande maioria da humanidade.
 
Talvez não acredite, mas você e eu, além de sermos descendentes de antiquíssimas estrelas mortas, somos prodígios capazes de realizar sonhos incríveis.
 
Não fazemos por preguiça. E só.
 
Ilustração: “Over and under the sea”, de Andrew Lyons.
 

Kali Uchis: Lana Del Rey do hip-hop

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

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Ok. Fui maldoso neste título. Uma injustiça comparar a senhorita Uchis, tão simples e ainda povoando o underground (graças a deus) com a internacional Lana, que até já emplacou algumas canções em novela da Rede Globo. Foi justamente para chamar a sua atenção, caro leitor, que cometi o disparate.

Na verdade, há realmente algo em comum entre as duas moças: Kali também produz seus próprios clipes e canções, só que ainda com menos recursos e muito, mas muito mais groove e personalidade.

Isso fica evidente em seu debut “Drunken Babble”, uma produção caseira, feita em seu próprio computador. São colagens até grosseiras (mas não ruins: vide “Rolling Up”, totalmente chupada de “Save a Prayer, do Duran Duran), de batidas rap com músicas antigas, que ganham um charme especial de sua voz preguiçosa, gostosa de se ouvir, ótima para relaxar, ver o mundo em câmera lenta.

A faixa “Table for Two” é o exemplo destas suas características tão peculiares, que evocam o seu jeito “cool”, tomando vida no clipe da canção.

Caso você dê o play no vídeo abaixo, aviso que irá cair de amores pelo som, pela letra e por dona Uchis, uma garota nascida em Virginia (EUA),  crescida na Colômbia até os 07 anos, e que agora tenta ganhar a América (não tão agora, o álbum é de março de 2013).

Alguém por aí já profetizou: “Stay tuned for something, something in the future with Miss Uchis” (Fique atento para alguma coisa, alguma coisa no futuro com a Miss Uchi).

Vamos ver onde isso vai dar.

p.s: baixe o disco completo gratuitamente. Dona Uchis é generosa e sem frescura: http://www.kaliuchis.com/#!mixtape/c1wc6

+ http://www.kaliuchis.com


Pauso, não nego…

segunda-feira, janeiro 27, 2014

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…mas volto com tudo em uma semana.

As manchas vivas de Borondo

sexta-feira, janeiro 17, 2014

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Não tenho muitas informações sobre Borondo, artista espanhol que esteve por aqui no ano de 2013, participando do Concreto - Festival Internacional de Arte Urbana

Felizmente, o que pode se perceber claramente, são as suas criações, imagens marcadas por uma certa liquidez borrada, como uma mancha de parede que toma vida.

Sobre a ilustração acima, feita em Fortaleza, no Museu de Arte Contemporânea do Ceára, ele comenta a obra.

“Em Fortaleza, é mantida viva uma tradição cultural antiga chamada Maracatu, que refere-se aos escravos africanos que chegaram durante a colonização.

A intervenção foi feito no exterior do centro de cultura “Dragão do Mar", onde o museu está localizado.

Usei algumas características muito simbólicas, típicas dessa tradição, para contar a história da região e do período da colonização do continente”.

 

+ http://borondo.blogspot.com.br/?m=0

The Newsroom: aula de jornalismo para estagiários, focas ou veteranos

segunda-feira, janeiro 13, 2014

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Mariposas tontas apaixonadas, orientadas não pelo brilho da lua, mas pela luz artificial dos postes. Acredito que essa possa ser a metáfora mais próxima para estudantes de jornalismo, seres oriundos do mundo de Morpheus, bobos e sonhadores por natureza.

Falo com ganho de causa, afinal, fui assim. Aliás, sou assim. Mas tenho consciência. Pago, literalmente, muito caro por isso. O peso dessa insistência em certos aspectos da profissão, cai pesadamente sobre os ombros.

Mas, como para quase tudo há uma cura (até mesmo o devaneio em questão), será que existe uma receita que ajuda contra esse doce feitiço que sempre ataca os olhos puros dos infantes?

Sim. Acredito que The Newsroom seja o balde de água fria (no bom sentido) necessário para tirar as remelas secas de quem segue o caminho. Estrelada por Jeff Daniels e escrita Aaron Sorkin (ganhador do Oscar pelo roteiro de “A Rede Social”), os acontecimentos da série se passam nos bastidores de um telejornal americano.

Além de roteiro formidável, The Newsroom é aula de um jornalismo que jamais chegaremos a ver. Uma utopia sensata, um norte, um guia para estudantes ou até mesmo profissionais calejados, para tentarmos nos espelhar no que ali é mostrado.

No enredo, há dois pequenos pontos que, apesar de divergentes, são o cerne da coisa toda: as grandes decisões, com apurações acertadas e, “tchan nam nam nam”, os grandes erros que ali são cometidos.

 

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Ah, esses fabulosos equívocos que nos fazem suar frio, gaguejar até revirar os olhos ou sujar as calças. O salgado gosto de errar no jornalismo e suas dimensões inimagináveis.

Quem viveu um grande engano nesse meio, sabe as consequências drásticas. Dentro desse universo tão amplo, complicado e egóico, em que âncoras e colunistas são deuses de um panteão superior aos dos gregos, um mínimo deslize pode tomar proporções gigantescas.

E na série, isso não é deixado de lado. É o que faz ser tudo tão genial. Mas não ache que sou um pessimista, pois nem tudo são ardores d´alma, meus queridos.

O faro dos personagens para encontrar notícias, lapidá-las e transformar tudo em show, é impressionante. São lições que jamais teremos na escola, que proporciona deleite ao telespectador a cada fim de episódio.

Claro que pode haver exageros de minha parte. É apenas uma opinião rasa de tudo. Em caso de você conferir in loco, e achar que fui errônea em minhas palavras, ao menos perceba que a série pode ser um portal para um nível de pensamento superior. Ou, como bem disse o Matheus Souza, de O Globo, “The Newsroom’ me dá vontade de ser uma pessoa melhor”.

Por isso, meus caros coleguinhas, assistam The Newsroom. Reforcem seus votos de fé nesse grande engodo que chamam de dom, nessa deliciosa arapuca que sabemos que poderemos cair e nos espatifar, mas que, mesmo assim, fechamos os olhos e curtimos numa boa.

Não estou sozinho nesta. Segundo o grande Duda Rangel, há 10 razões para ainda se acreditar no jornalismo. Uma delas é esta: “vejo muitos jovens com um puta tesão de resgatar os bons valores e ideais do jornalismo. Sim, há esperança. Com fé, em pouco tempo o Galvão Bueno se aposenta. Isso também já vai ajudar muito”.

Delírios à parte, por favor, fiquem firmes.

Vamos todos nos esquecer da parte ruim que nos circunda. Vamos todos juntos mergulharmos na desgraça, nos deixar seduzir pelo maldito canto da sereia.

Depois, o pior que pode acontecer é ouvir as vozes de nossas mães ecoando fantasmagoricamente em nossos pensamentos: “Eu te avisei que engenharia seria melhor”.

É isso, assistam The Newsroom.

 

 

+ http://www.episodioscomentados.com.br/search/label/The%20Newsroom

Como escolher um vinho com um fluxograma

quinta-feira, janeiro 09, 2014

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Amplie a imagem com o botão direito em “Abrir link em uma nova guia”.

Acredite, para cada ocasião, há sempre um vinho ideal. A premissa é verdadeira, e foi posta à prova pelo pessoal da Wine Folly.

Eles desenvolveram esse fluxograma detalhado, fácil de usar, que inclui vinhos para celebrações como aniversários ou réveillons, ou mesmo momentos solitários, em que você queira apenas enfiar o pé na jaca.

Ainda prefiro uma outra cartela, também feita por eles, por ser bem mais direta, simples. Mas essa, se bem estudada, pode lhe ajudar a escolher a garrafa certa para fazer o momento perfeito.

Bon appétit, cher!

+ http://winefolly.com/update/how-to-choose-wine/

Neil Gaiman, como Charles Dickens

quarta-feira, janeiro 08, 2014

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Na tarde do dia 14 de dezembro de 2013, o celebrado autor Neil Gaiman caracterizou-se como outro imortal, Charles Dickens, para recitar o conto “A Christmas Carol”.

Ao lado de Molly Oldfield, autora de “The Secret Museum”, a leitura transcorreu por cerca de 86 minutos.

A ação foi promovida pela New York Public Library, que disponibilizou as fotos e o áudio do evento.

Ouça:

           

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