Diversos ângulos de um mesmo show
domingo, fevereiro 16, 2014
Kali Uchis: Lana Del Rey do hip-hop
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
Ok. Fui maldoso neste título. Uma injustiça comparar a senhorita Uchis, tão simples e ainda povoando o underground (graças a deus) com a internacional Lana, que até já emplacou algumas canções em novela da Rede Globo. Foi justamente para chamar a sua atenção, caro leitor, que cometi o disparate.
Na verdade, há realmente algo em comum entre as duas moças: Kali também produz seus próprios clipes e canções, só que ainda com menos recursos e muito, mas muito mais groove e personalidade.
Isso fica evidente em seu debut “Drunken Babble”, uma produção caseira, feita em seu próprio computador. São colagens até grosseiras (mas não ruins: vide “Rolling Up”, totalmente chupada de “Save a Prayer, do Duran Duran), de batidas rap com músicas antigas, que ganham um charme especial de sua voz preguiçosa, gostosa de se ouvir, ótima para relaxar, ver o mundo em câmera lenta.
A faixa “Table for Two” é o exemplo destas suas características tão peculiares, que evocam o seu jeito “cool”, tomando vida no clipe da canção.
Caso você dê o play no vídeo abaixo, aviso que irá cair de amores pelo som, pela letra e por dona Uchis, uma garota nascida em Virginia (EUA), crescida na Colômbia até os 07 anos, e que agora tenta ganhar a América (não tão agora, o álbum é de março de 2013).
Alguém por aí já profetizou: “Stay tuned for something, something in the future with Miss Uchis” (Fique atento para alguma coisa, alguma coisa no futuro com a Miss Uchi).
Vamos ver onde isso vai dar.
p.s: baixe o disco completo gratuitamente. Dona Uchis é generosa e sem frescura: http://www.kaliuchis.com/#!mixtape/c1wc6
+ http://www.kaliuchis.com
Japão ganha três faixas exclusivas do Ringo Deathstarr
terça-feira, dezembro 17, 2013
Está é a icônica capa de “Gods Dream”, novo álbum do Ringo Deathstarr. Particularmente, a interpreto como o som da banda: por trás da violência da arma, do impacto que ela causa, uma certa delicadeza feminina, a dualidade amor/ódio, beleza/feiura que a vida sempre proporciona.
Com seis músicas ao total (nove para o Japão), é mais um EP que eleva o grupo como um dos mais interessantes da atualidade, com o mérito de, apesar de não criarem nada de novo (e afinal, quem cria?), constroem uma sonoridade própria moldada nas bases do My Bloody Valentine e Jesus and Mary Chain.
De toda essa estória, acredito ser meio bobo, em tempos de globalização, mercado aberto, e mp3 compartilhável, instituir que apenas determinado país terá direito a algumas exclusividades.
Estratégias de marketing à parte, pela web, já roda “Flower Power”, uma das faixas que estará apenas na versão japonesa.
Ouça:
Pixies em “Another Toe In The Ocean”
segunda-feira, dezembro 09, 2013
O Pixies lançou nesta segunda-feira (09/12), mais um clip do álbum EP-1. Dessa vez é a faixa “Another Toe in The Ocean”, uma animação criada pelo designer romeno Liviu Boar, que apresenta três personagens: a infância, a fase adulta e a velhice (De Frank Black? De todos nós? Não sei).
Vale lembrar que eles tocam no Brasil em 2014, exatamente no dia 06/abril, dentro da programação do festival Lollapalooza, em São Paulo.
A data caí em domingo, o que significa que muita gente vai acordar com o corpo todo quebrado, mas com um grande sorriso no rosto em plena segunda-feira.
Assista:
Cachorros, grooves e Mayer Hawthorne
quinta-feira, dezembro 05, 2013
A melhor (ou pior) entrevista do Jesus and Mary Chains de todos os tempos
quinta-feira, outubro 03, 2013
Miss Kittin: electroclash das estrelas
Ontem, quando comecei a assistir (finalmente) a série Orange is The New Black, do Netflix, fiquei com uma pulga atrás da orelha com a personagem Alex, a “international drug-runner” que colocou a protagonista da história numa grande enrascada e a levou para a cadeia.
Achei bastante parecida com Caroline Hervé, mais conhecida como Miss Kittin,a diva do electro europeu, que , em parceria com o DJ The Hacker, gravou First Album em 2001, com músicas como "1982" e "Frank Sinatra", verdadeiros hinos da cena electroclash.
Mas não era.
Tratava-se da atriz Laura Prepon, que apesar das semelhanças, olhando de modo mais atencioso, percebemos que passa longe do charme frio da francesa. Foi então que me perguntei: por onde anda Miss Kittin? Me lembrei que tinha o blog dela em alguma pasta do meu feedreader e fui lá conferir alguma novidade.
E tinha.
A menina lançou em abril deste ano “Calling From The Stars” (Juno Records), álbum duplo, de faixas longas, envolventes, às vezes dançantes. Tudo parece soar distante dos seus primeiros trabalhos com sonoridades mais simples, low tech (não que isso fosse ruim), provando que o tempo passa, mas que está lhe fazendo muito bem.
Gostei bastante de “Maneki Neko", "Calling From The Stars" e “See You”, todas bem climáticas, carregadas de sinths, digamos, “Kraftwerkianos”. Legal também a cover inusitada de "Everybody Hurts", clássico do R.E.M
Foi uma grata surpresa, movida pelo acaso, e que caiu de bandeja nas minhas mãos. Talvez não seja tão bom para as pistas, mas é uma ótima trilha para “andar por aí pela cidade”, seja lá o que esse adjetivo signifique para você.
Ouça:
P.S
Miss Kittin a direita, Laura Prepon à esquerda. Viu que é fácil confundir?
É doce morrer com Mazzy Star
terça-feira, setembro 24, 2013
Como podemos perceber, o grupo não teve pressa para mandar ao mundo mais uma coleção de embalos sombrios e tristes, sempre muito bem acompanhado por paisagens áridas e estradas obscuras.
Junto com ela, a sua trupe de cowboys tristes e empoeirados, tocando os sons das dores do coração, matam a sede de seus saudosos fãs “anosnoventista”.
TEMAS MUSICAIS PARA saudosistas pós-punks
quarta-feira, setembro 18, 2013
Não há nada de novo debaixo do sol, já dizia o Eclesiastes. E preocupar-se com o novo é mania do mercado capitalista que se renova para encher os bolsos constantemente, algo que, sem ofensas, “me cansa os bagos”. O que se deve combater não é o “mais do mesmo”, mas o “pior do mesmo”. Enquanto o bom se manter, está tudo certo. A roda está aí pelo mundo até hoje e fundamenta o meu argumento.
É mais ou menos assim o som do duo nova-iorquino Minks: um mergulho no passado recente que ouvidos de bom trato não cansam de escutar.
Bom para os tristes ou alegres dias.
Minks - Weekenders
Minks – Funeral Song
+ http://capturedtracks.com/artists/minks-3/
Ricky Nelson Lives Again
segunda-feira, agosto 26, 2013
…neste sleeveface maneiro. E eu nunca me canso de seus eternos hits adolescentes reverberando em minha mente que, apesar de nunca ter vivido nos 50´s, está repleto de nostalgias nunca vividas.
Só ele salva
sábado, julho 27, 2013
Culto ao vinil é o que há.
FreakGeeks Festa da Toalha Setlist
sexta-feira, maio 31, 2013
Anhangabaú da Felicidade
segunda-feira, maio 06, 2013
Não canso de propagar que, a melhor característica da velha sampa, é essa vontade linda que muitos coletivos culturais possuem de tomarem as ruas e fazerem dela um espaço de diversão, arte e alegria.
O AnhangaBaú da FelizCidade foi um compêndio de palcos, soundsystems, shows, festas, performances, projeções, artes visuais... Enfim, mais um evento “financiado apenas pela disposição de muita gente sem tempo de esperar a Feliz Cidade chegar”.
Fotos oficiais do Coletivo Fora do Eixo: http://www.flickr.com/photos/94532471@N02/sets/72157633430467058/
E mais um Storify que fiz:
Tom Zé no Record Store Day
terça-feira, abril 23, 2013
Sábado (20.04), Tom Zé fez um pocket show gratuito no deck de madeira da Livraria Cultura (Conjunto Nacional), acompanhado dos músicos Daniel Maia e Jarbas Mariz. A apresentação foi parte da programação do Record Store Day, data criada em 2007 para celebrar a cultura do vinil e das mais de 700 lojas de discos espalhadas pelo mundo.
Só vendo pra crer!
Diego Stocco: um dueto de folhas e turntables
sexta-feira, abril 19, 2013
O produtor e sound designer Diego Stocco esta fazendo algo inusitado: tirando ruídos de folhas e árvores, monta sons fantásticos, cheio de grooves e viradas sensacionais.
Um dos processos é bem simples:
1 – Pega uma folha qualquer e posiciona em cima de uma pick up;
2 - Instala um microfone no indicador;
4 – Alterna toques com a folha nos espaços da pick up;
5 – Faz uma pós produção dos sons em seu hardware;
6 – E eis o resultado:
Diego Stocco - Duet for Leaves & Turntable from Diego Stocco on Vimeo.
Ouça e baixe outras experiências do projeto “Music from a Tree”:
http://www.behance.net/gallery/Music-from-a-Tree/263872
The Raveonettes: She Owns The Streets
quarta-feira, março 06, 2013
My Blood Valentine, faixa a faixa
segunda-feira, março 04, 2013
Thom Yorke: entrevista e mixtape na Dazed & Confused
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
A descoladíssima Dazed & Confused, trouxe em sua edição de fevereiro de 2013, uma longa entrevista com Thom Yorke, centrada principalmente no lançamento de Amok, primeiro álbum de sua banda Atoms For Peace (juntamente com Flea, Nigel Godrich, Joey Waronker e Mauro Refosco).
Além disso, nesta mesma edição, Thom Yorke deixou disponível uma mixtape com alguns de seus experimentos eletrônicos, que vem sendo elogiada por críticos e fãs.
No mix, encontramos material solo inédito, além de faixas do novo projeto, como versões remixadas de Radiohead e Liars.
Ouça e confirme o burburinho!
[Faixas]
01. Cycles MK 3 [Thom Yorke]
02. You Wouldn't Like Me When I'm Angry (Unfinished mix) [Atoms For Peace]
03. Mali: Kono, the Sacred Bird [Mali Musicians]
04. Proud Evolution (Thom York 500quid rmx) [Liars]
05. I Don't Need An Excuse (Unfinished) [Thom Yorke]
06. Bloom (Treatments) [Radiohead]
07. Morning Shiver Down The Back Wood River [Anstam]
08. Give Up The Ghost (Thom Yorke rmx) [Radiohead]
09. The Grind [Average Joe] vs Unless [Atoms For Peace]
O significado exato da expressão “This Boy Is A Bottom”?
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
CarnaFreak Playlist
Como diz a clássica canção carnavalesca de Caetano Veloso, “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. E como não somos (ainda) mortos-vivos, resolvemos fazer ao modo FreakGeeks, uma versão da folia de Momo no Baixa Augusta, mais precisamente no já conhecido e agradável Dex Bar.
As fotos muito bem traduzem, foi uma noite em que pessoas deixaram-se levar “sem eira nem beira”, “sem lenço ou documento”, pelos mais variados estilos musicais, indo do soul ao indie, do rock ao samba, do electro até as marchinhas de carnaval.
Sim, foi exatamente o que você está pensando: uma esbórnia musical que deixou todos que estavam presentes tontos de diversão e claro, cerveja, gin e a típica cachaça brasileira. Uma reunião de pessoas legais que sempre acrescenta ainda mais adjetivos (muito bons, diga-se de passagem).
Tudo isso, como sempre, sob o signo da loucura boa que são as festas FreakGeeks, espaço temporário de sorrisos e boa gente, onde amigos se encontram e desconhecidos se tornam best friend forever.
Veja todas as fotos do CarnaFreak: http://bit.ly/11LlIdZ