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Sobre quem não bebe em churrasco

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Allan-Sieber

(clique para ampliar a imagem)

Ok, não são todos. Mas digamos que uma “boa maioria”.

Grande sacada do Allan Sieber

Memórias do futuro

quinta-feira, setembro 26, 2013

tetralogia-monstro

 

Não costumo, aqui neste blog, comentar sobre o que não tive completo acesso. Sempre tenho o cuidado de ler, ver e sentir na pele os “produtos” que experimento na tentativa de passar aos meus amigos, o meu olhar sobre algo.

Não é o caso desta HQ, “Tetralogia Monstro”, um lançamento da Nemo (um dos selos da Autêntica), escrita pelo iugoslavo Enki Bilal, que “me pegou pelos chifres” já na primeira página de degustação, disponibilizado pela editora, e que você pode dar uma bisbilhotada logo abaixo.

Qualquer manual defende a ideia de que, o pretenso profissional de escrita, deve despertar o interesse do leitor nas primeiras linhas de uma narrativa. Não vou nem me ater ao traço fantástico de Enki ou sua intrigante ficção futurista, mas a apropriação feita pelo artista da célebre frase do poeta (também) iugoslavo Abdulah Sidran, definindo logo de início o desenrolar da trama:

"De manhã, ao emergir dos meus sonhos, sou o mais feliz dos anjos. (...) Deito-me à noite, um verdadeiro filho da puta.”

Qual o pobre assalariado cheio de broncas para enfrentar na vida e que se perde nas mais loucas ficções em casa para aliviar as tensões do dia, não vai gostar de uma obra que começa com uma verdade tão absoluta?

Enfim, meus caros, que compartilham as mesmas dores e delícias desta correria que chamamos viver, “Tetralogia Monstro” é um beco escuro que acredito valer a pena se perder.

 

 

 

+ http://grupoautentica.com.br/nemo/tetralogia_monstro/975

Trabalhos poéticos

terça-feira, maio 07, 2013

Se você acha que todos os grandes escritores viveram apenas de suas prosas, está muito enganado. Ralar em trabalhos maçantes foi, por alguns anos, a sina de alguns gênios que marcaram eternamente a literatura mundial. O talentoso cartunista estadunidense Grant Snider, mostra em sua tira “Day Jobs of The Poets”, o que eles faziam para sobreviver antes de serem imortais.

 

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+  http://www.incidentalcomics.com

Daytripper, o poder positivo da morte

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

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Memento Mori. Saiba que vai morrer. Lembre-se de que você é mortal. Lembre-se da morte. Memento Mori: devíamos tatuar no braço. Devíamos aceitar, relaxar, aproveitar, viver. Esses ensinamentos estão por toda parte em Daytripper, pérola rara dos quadrinhos modernos criada pelos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá.

A história é sobre Brás, escritor de obituários e os diferentes momentos de sua vida. Rendeu aos gêmeos os prêmios Eisner e Eagle, além de ter sido indicada ao Harvey e ao Shel Dorf Awards, ficando duas semanas na lista de coletâneas em quadrinhos mais vendidas do The New York Times. É a HQ brasileira de maior sucesso que já se viu no exterior. Também, pudera, um conto que começa nas águas do Rio Vermelho só daria em boa coisa.

Demorei de ler porque sentia que não era a hora. Sabia misteriosamente que não devia tocá-lo antes do tempo. Mas no momento certo, na hora certa, o livro foi lido e acolhido pelo coração. Foi água fresca em garganta seca. Foi resposta divina caridosa para crente penitente. Foi melancolia afogada em alegria. Quase o sentido da vida para ateus convictos.

Ao fim da leitura, a sensação é de um estranho estado mórbido-positivo, com a certeza que tudo pode dar certo, mas sabendo que, uma hora ou outra, o tudo será nada. Ironicamente, é isso que deve impulsionar nossa experiência, sempre sem medo ou receios, pulando de cabeça na vida que pulsa bem diante dos nossos olhos.

Daytriper é um aviso, uma forma doce e melancólica de nunca deixarmos de acreditar em nossos sonhos.

Por isso corra para a vida, sempre há tempo!

 

 

 

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+ http://web.hotsitepanini.com.br/vertigo/fabio-moon-e-gabriel-ba/

Quadrinhos rasos

terça-feira, novembro 29, 2011

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De Minas Gerais (mais precisamente das cabeças de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garro), a sensacional ideia de transformar letras de músicas (mesmo as mais bobas) em estilosos quadrinhos.

 

 

+    http://www.quadrinhosrasos.com

           Entrevista para a Revista Fraude: http://www.revistafraude.com/?p=1355

Memórias de um jovem velho

terça-feira, outubro 11, 2011

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Gosto de ler meus livros na cama. É um vício bom, agradável, que me conduz ao relaxamento. Limpa as ideias antes de cair no sono, até me esquecer de tudo. Leio de modo sereno, no silêncio da noite, absorvendo detalhes e palavras, criando imagens na tela da mente. É como um boi que mastiga e rumina o capim bem devagar, na tentativa de sugar todos os nutrientes possíveis.

O resultado imediato desse “método” é que a obra vai direto para o coração. De lá, junta-se ao sangue, percorre todo o corpo. Deixa pelo caminho trechos da história lida e não demora muito para misturar-se à alma. Eterniza-se nos confins inconscientes, a ponto de confundir as minhas e as memórias lidas. Assim, autor e personagens passam a ser íntimos, em uma estranha simbiose que é difícil de descrever.

Por isso, o quadrinista Caeto, através do seu “Memória de Elefante” (Quadrinhos na Cia., 2010), tornou-se um amigo próximo; compartilhamos juntos algumas garotas, a vida noturna paulistana, a falta de grana, os empregos medíocres, as dormidas em espeluncas fétidas, além de criar um cachorro louco (mas amigo) e ver um pai sendo pouco a pouco ser desconfigurado pelo vírus HIV.   

Caeto dividiu comigo e com o resto dos leitores, momentos delicados/particulares da sua vida e de sua família. Desnudou-se por completo, como se tudo o que viveu fosse um abismo no qual se joga sem medo e pudores.

Escreve/desenha com vontade, transformando sua vivência em arte de ler, ver e sentir. Como uma espécie Charles Bukowski das HQ´s, é ríspido no traço, mas a poesia é latente e impossível de não ser vista por olhos mais sensíveis.

Saiba que, se um dia você for ler “Memória de Elefante”, terá nas mãos mais do que um calhamaço de papel, mais do que páginas impressas, mais do um grande livro de capa dura que pesa um pouco na mochila.

Você terá nas suas mãos nada menos que o peso da vida de Caeto, um cara real que enfrenta seus monstros com a sua melhor habilidade: a arte de contar histórias em quadrinhos de modo visceral e sincero, as melhores “tintas” para um artista transformar significativamente sua própria vida.

 

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  p.s: na última sexta (07/10), eu e Jéssica participamos na Livraria Cultura (Teatro Eva Herz) do Bate-Papo "Quadrinhos Biográficos", com Caeto, Toni Rodrigues e Laudo Ferreira. Lá, aproveitamos o ensejo e praticamos a milenar arte da tietagem.

 

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Um dia ruim..

quarta-feira, setembro 28, 2011

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...Pode ser resolvido de diversas maneiras!

 

 

Uma assustadora tira do polaco http://eldahast.deviantart.com/

Os gatos e os quadrinhos de Yasmine

terça-feira, março 29, 2011

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Tchutchuco. Cutecute. Chaninho. Uma fofura!

Todos os nomes com quilos de dengos carinhosos são quase impossíveis de serem catalogados quando o assunto é gatos e o amor de alguns humanos devotos a eles.

Quem permite que bichanos felpudos entrem em sua vida, sabe o quanto é prazeroso ter a companhia dessas criaturas cheias de indolência e charme.

Criar gatos, é uma divertida e estranha experiência, já que eles possuem hábitos distintos, bem diferentes dos cães, nos quais humanos sem sensibilidade, se pegam para fazer comparações esdrúxulas, chegando a tacha-los injustamente de frios e calculistas.

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Guardado os devidos preconceitos, essas verdadeiras “decorações vivas” de um lar, tem uma energia especial, uma intimidade singular com seus donos, que com seu modo silencioso e discreto, demonstram sempre muito carinho e afeto por aqueles que os amam.

A cartunista Yasmine, vive com “três gatos, um cachorro e um marido”. Seu amor por estes bichos é tão grande, que ela acabou criando um webcomic maravilho, intitulado Cats vs Human.

Como vocês devem ter percebido, as tirinhas são super engraçadas, certamente inspiradas em seu dia a dia. Quem cria gatos, já viveu todas essas situações. Muitas delas são divertidas, mas também há aquela bagunça típica feita por eles, algo que a artista não escondeu.

Uma definição perfeita para Yasmine e seu blog está em um dos comentários, por sinal anônimo: “É como se Shakespeare decidisse fazer tirinhas sobre gatos. Alguém poderia mandar para ela um milhão de dólares”.

Sim, ela merece!

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http://catversushuman.blogspot.com

As gatinhas de Adam Hughes

terça-feira, janeiro 25, 2011

Como pode uma  Mulher-Gato, de arrancar suspiros dos marmanjos tal qual essa...

 

 

 

...sair da mente de um gordinho-nerd como esse?

 

Ah, sorte a dele, que pode sonhar, dar vida e ainda ganhar uma grana, desenhando gracinhas de uniforme! Grande Adam Hughes, transformando heroínas velhacas em pin ups super sexys desde 1967!

 

P.S: inspirando-se na Audrey Hepburn, a coisa fica fácil!

 

http://www.justsayah.com

Gourmet: quadrinhos com sabor

quinta-feira, dezembro 09, 2010

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Já se sabe: leitura é um prazer solitário. Um momento entre você, as páginas, as letras e tudo o que se passa dentro da mente. E leitura não é só passar os olhos por infinitos grupos de caracteres. Não é só ler frases e frases, empanturrando-se de letras como se o cérebro fosse um estômago, crescendo em perspicácia.

Leitura é também ver. Sentir no cotidiano cada minúscula coisinha despercebida pelo senso comum. Ler os movimentos de tudo o que tem ao redor ou mesmo àquilo sem vida mas movimentado pelo o que a possui. E claro, também pode-se ler imagens.

De quadros em museus até pichações nas ruas, toda imagem pode passar pela degustação dos olhos, dando-nos novas idéias ou apenas se acomodando no fundo do inconsciente para futuras sinapses criativas. 


Em suma e sem delongas, sou da turma que acredita  na “literariedade” das citadas imagens e principalmente, das histórias em quadrinhos. Fábio Moon, um dos mais aclamados quadrinistas do Brasil, pode explicar melhor:

Pois bem, por isso defendo as HQ´s com unhas e dentes, mantendo um preconceito explicito e exacerbado por quem acha que é fissura nerd ou babaquice de adultos mal crescidos.

Tenho cá na estante, meus calhamaços de Graphic Novels lado a lado com os grandes clássicos da literatura, sem qualquer distinção. E orgulho-me de ver esses dois universos límpidos e pueris que sempre me levam à uma viagens fantásticas pelos caminhos do pensamento. Assim como outros títulos, do mesmo modo foi com Gourmet.

Só que este em especial, teve algo que pula das páginas. Quem quiser degustar a obra, tem que ter um interesse por outro consumo solitário: a culinária. Aqui tem que saber ler pelas papilas degustativas. Bem estranho, admito, mas verdade. E pessoalmente, quase senti os cheiros de cada refeição.

A obra é um sonho gastronômico sem começo e fim, com um personagem de nome oculto que se dá por suas atitudes discretas e pensamentos avaliativos de pessoas, comidas e restaurantes. É ainda um breve guia para conhecer costumes particulares e peculiaridades da cultura japonesa que só alguém que lá sempre viveu poderia relatar.



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Não é uma grande aventura, não é um amontoado de sequências explosivas, não é nada de extraordinário. É apenas obra de arte em quadrinhos que castiga o estomago através da descrição minuciosa dos alimentos apreciados pelo personagem. E voltando ao princípio, nele há solidão. Há resquícios de um relacionamento falido. E claro, as lembranças nostálgicas das pessoas que um dia amou associado aos lugares.

Um banco de praça, uma escada, um elevador, um parque, uma praia, uma calçada, uma avenida. Os objetos urbanos que são parte de sua trajetória quando associa acontecimentos à ele. Solitária também são as ruas, aqui exibidas como um fluxo de pessoas que passam, como um rio de almas cada uma com seu enredo de vida.

Em Gourmet, a grande companhia é o paladar e o grande barato é não imaginar cenas, já que elas se dão em ilustrações, mas sim imaginar cheiros e gostos exóticos de 18 pratos que muitos de nós talvez nunca chegaremos a experimentar.



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Infância das coisas perdidas.

quinta-feira, junho 17, 2010

Bookseller

Meus 32 anos batem à porta, os primeiros cabelos brancos surgem e as responsabilidades da vida adulta se amontoam. Mas nada, absolutamente nada dessas peculiaridades do viver AINDA (e se Deus quiser nunca) me fizeram esquecer ou me impedir de viajar nas águas doces e envolventes da narrativa em quadrinhos.

Nesse mundo em que imagem e leitura se complementam, posso dizer categoricamente que adquiri meu repertório cultural e até mesmo o meu caráter (sim, mesmo este sendo duvidoso), nesta inesgotável fonte de fantasias contidas em quadradinhos e balões de palavras.

E na eterna “randomicidade” da web, conheci hoje, entre o pós-banho e a pré-janta, a história “Mister Bookseller", obra dos croatas Darko Macan e Tihomir Celanovic, que fala sobre um livreiro dono de uma loja em que  todos os livros do mundo estão presentes. Todos menos um.

E é neste “menos um” que se concentra a força de atração desta fábula moderna, que exalta o amor pelos tesouros sem preço adquiridos na infância e a angústia de perdê-los nas transições de nossa existência.

Para os adoradores de HQ´s, um achado. Para os mais sensíveis, um momento de reencontro com a própria infância.

Leia. É de graça!

Onde?

Aqui, uma versão traduzida do croata para o inglês.
Aqui, uma versão traduzida do inglês para o português.

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Literatura barata para as massas.

quarta-feira, junho 09, 2010

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I-pad, I-Touch ou similares: Tablets nasceram para a literatura fantástica, para os quadrinhos independentes e undergrounds. É o novo pulp fiction!

Baixe aqui.

E.T de Varginha em quadrinhos… Na França!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Eis um tema que poderia facilmente dar pano pra manga, no que se refere a ficção cientifica. Infelizmente, por falta de recursos ou criatividade, pouca coisa (ou nada) foi feita.

Mas se artistas brasileiros não exploraram o tema, alguém tinha que faze-lo... E o autor francês Philipe Augier não titubeou, foi lá e fez... E com qualidade, diga-se de passagem!

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"O.V.N.I. L'affaire Varginha" é o nome da produção e ainda não tem previsão de lançamento para o Brasil. 

+ Infos

Por que eu gosto de Fábio Moon e Gabriel Bá?

domingo, outubro 04, 2009


Porque eles são os gêmeos e os gênios das Hq´s independentes brasileiras.


http://10paezinhos.blog.uol.com.br/


Só por isso!



Seja Cool!

quarta-feira, setembro 23, 2009




Seja cool: Consuma as Hq´s independentes do Brasil!


Y - The last man e DMZ: quadrinhos para despertar

terça-feira, agosto 05, 2008




Passar a maior parte do tempo de uma cidade para outra, entre um ônibus e outro, deixando o tempo escapar pelos dedos de forma ociosa, é sem duvida uma perda de energia sem precedentes. Ter uma vida social/cultural concentrada em outra cidade dá nisso. 

Por isso, as rápidas viagens de 70, 90 minutos não podem passar em branco, tenho que ler. Mas desde o colegial, minha mãe adverte sobre os males da leitura em movimento. Do quão perigoso é ler em carros e ônibus, da possibilidade horrenda de ter um descolamento da retina

Foi nesses momentos de enfados de ir e vir, de estar cansado da mesma estrada, da mesma janela com as mesmas paisagens, que resolvi comprar a edição nº16 da Pixel Magazine. Uma feliz aquisição, certamente arranjada pelas forças do destino. 

Como explicar que as historias ali contidas viriam a reacender um fogo, uma esperança de que algo no mundo pessoal da minha imaginação e fantasia não estavam perdidos? Como entender que justamente nessa edição, eu pude me re-conectar nas antigas crenças do que era minha idealização sobre o jornalismo?

Refiro-me aqui a duas coisas que me chamaram a atenção: "Y- O ultimo homem" e a crônica/apresentação da saga DMZ, escrita pelo editor-chefe da revista Set (Rodrigo Salem) intitulada "Cinzas da bandeira americana". 

Em "Y", temos a surpreendente constatação de uma estranha doença que extermina todos os machos do planeta, deixando apenas um rapaz e seu macaco de estimação como sobreviventes. Um mundo inteiro de mulheres, de fêmeas a sua disposição? Não mesmo. A suposta sorte tem mais é cara de maldição. Constatação essa que certamente o jovem Yorick encontrará nas próximas edições. 

Escrita por Brian K. Vaughan, um dos vários roteiristas de Lost, "Y- O ultimo homem", entrou na minha corrente sanguínea, e já visualizo as possibilidades dessa estranha realidade e que tipos de acontecimentos isso pode levar. Desde já, me vejo viciado e preocupado com mais uma coleção que certamente torrará meus bolsos e deixará um pouco longe do sonho do meu primeiro milhão (nos EUA durou por 60 edições e aqui no Brasil, cada revistinha custa R$10,90).

E em DMZ, o que temos? Bem, temos os EUA numa guerra civil que dividiu o pais. Temos o cara que está no centro nervoso desse inóspito acontecimento futuro, o fotojornalista Matthew Roth. Temos ainda o seu medo da morte, sua frustração perante um conglomerado de noticias que o oprime e sacaneia. Há também Brian Wood, o criador dessa bomba maravilhosa que nos acorda para esse mundinho dito moderno que vivemos, de controle disfarçado e quase imperceptível. O texto do Rodrigo Salem, ao final do episódio, é de levantar defunto da cova.

Sael escreve com força e raiva necessária que colegas de faculdade não costumam ter. Um jornalismo que se perde devido a essa mesma disciplina que paira sorrateira sob e sobre nossas cabeças. De professores que não mais nos despertam a nada. Do próprio sistema que nos domestica como gatos gordos e felpudos, nos alimentam sem parar, dando o conforto que escraviza.

Aprendi com o Rodrigo: pense em Google. Pense em Facebook. Pense em Twitter. Grandes empresas travestidas de livre-arbítrio. Gosto de rebeldia, da agressividade nos textos, de mexer nas entranhas do pensamento e fazer pensar por dentro. É isso onde eu queria chegar, onde quero me apegar: aprender a pensar com o coração, com a mente e com o punho.

Ah, claro: e escrever estórias incríveis como as destes quadrinhos.



Sade, de Senno Knife

quinta-feira, agosto 24, 2006


Comprei ontem. Comecei a lê-la no ônibus. Tive que parar e guardar. As pessoas começaram a reparar na estranha revistinha preto e branco, com desenhos bonitinhos de garotas em posições grotescas, amarradas, sendo torturadas. 

Não quis me passar por trabalhador japonês pai de família que lê mangá no metrô.

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"Sade é totalmente desenhado no estilo shoujo (mangá para garotas), com cenas de erotismo e de sadomasoquismo. A edição, disponível nas bancas, é dividida em cinco partes: A Noite do Baile de Máscaras, Uma História Trágica e Justine, todas inspiradas em contos de Sade; A Casa das Atrocidades, dos Irmãos Grimm, e A História de “O”, de Pauline Réage".


The Dead Boy Detectives

segunda-feira, junho 05, 2006


Dead Boys Detective Sandman

Mais uma da senhorita Jill Thompson:

"Edwin Paine e Charles Rowland se conheceram após a morte. Em Sandman - Estação das Brumas (Conrad, 2005), a Morte foi buscar Rowland, ele exigiu que seu amigo fosse junto. Isso não foi possível e ela ficou de voltar para pegá-los mais tarde. Desde então, para adiar o reencontro com a Morte, a dupla se mete em aventuras. Agora eles abriram sua própria agência de detetives.

Em Dead Boy Detectives Rowland e Paine são contratados para investigar o misterioso desaparecimento de uma garota num internato feminino. Quando as outras alunas perguntam dela, os professores agem como se ela nunca tivesse existido. Conforme a dupla vai juntando as provas, fugindo das confusões e evitando a Morte pelo caminho, o sumiço da jovem vai chegando perto de ser desvendado. A conclusão da história é surpreendente.

Esta é a terceira vez que Jill Thompson - uma das grandes estrelas femininas da HQ atual - recebe do criador de Sandman, Neil Gaiman, a chance de adaptar os personagens da série para um traço influenciado pelos quadrinhos japoneses. Dead Boy Detectives tem tudo para agradar tanto os fãs de mangás como os fãs de Sandman".

Autor:

Jill Thompson é autora de histórias em quadrinhos eilustradora. Ela colaborou com vários títulos da DC Comicse do selo Vertigo, como Mulher-Maravilha, Monstro do Pântano, Livros da Magia e Os Invisíveis. No entanto, Thompson é mais conhecida por ter criado a série The Scary Godmother e por seu trabalho com os personagens da série Sandman - é uma das artistas preferidas pelos fãs. Além de ter desenhado vários números de Sandman, ela temcriado releituras especiais de seu universo: Pequenos Perpétuos, Morte - A Festa, que lhe valeu o Will Eisner Award de 2004, e Dead Boy Detectives."

Comprar?

O que as pessoas fazem na rua até tão tarde?

segunda-feira, maio 29, 2006




Pensava o mesmo quando criança... O Zé da Silva sabe das coisas.


+ http://wp.clicrbs.com.br/zedassilva/

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