1.Cults - High Road (4:29) 2.Scott and Charlene's Wedding - Lesbian Wife (2:57) 3.Avocadoclub - Too Much Space to Walk Away (4:12) 4.Pseudomyn 'Wave of Mutilation' (Pixies Cover) (2:20) 5.Frank Black - Adda Lee (2:00) 6.Loveninjas - Keep Your Love (3:33) 7.Au Revoir Simone - Crazy (2:58) 8.WE ARE TWIN - Keep On Lovin' You (3:22) 9.Holden - Sur le pavé (3:21) 10.The Cure - Catch (2:44)
Está é a icônica capa de “Gods Dream”, novo álbum do Ringo Deathstarr. Particularmente, a interpreto como o som da banda: por trás da violência da arma, do impacto que ela causa, uma certa delicadeza feminina, a dualidade amor/ódio, beleza/feiura que a vida sempre proporciona.
Com seis músicas ao total (nove para o Japão), é mais um EP que eleva o grupo como um dos mais interessantes da atualidade, com o mérito de, apesar de não criarem nada de novo (e afinal, quem cria?), constroem uma sonoridade própria moldada nas bases do My Bloody Valentinee Jesus and Mary Chain.
De toda essa estória, acredito ser meio bobo, em tempos de globalização, mercado aberto, e mp3 compartilhável, instituir que apenas determinado país terá direito a algumas exclusividades.
Estratégias de marketing à parte, pela web, já roda “Flower Power”, uma das faixas que estará apenas na versão japonesa.
Cairei na mesma ladainha de todas as semanas? Reclamarei do passado, dos atos insanos meus e do mundo, da repetição de agruras e não dos milagres que pipocam a cada segundo a pouco mais de alguns milímetros de minha pele?
O que me prende a essa corrente invisível de opressão criada pelos outros, mas com grande participação da minha mente selvagem?
O inimigo está nas ruas à espreita ou sou o meu maior opositor, a terceira pata traseira do demônio?
O Pixies lançou nesta segunda-feira (09/12), mais um clip do álbum EP-1. Dessa vez é a faixa “Another Toe in The Ocean”, uma animação criada pelo designer romeno Liviu Boar, que apresenta três personagens: a infância, a fase adulta e a velhice (De Frank Black? De todos nós? Não sei).
Vale lembrar que eles tocam no Brasil em 2014, exatamente no dia 06/abril, dentro da programação do festival Lollapalooza, em São Paulo.
A data caí em domingo, o que significa que muita gente vai acordar com o corpo todo quebrado, mas com um grande sorriso no rosto em plena segunda-feira.
O Shangaan Electro tem uma definição simples: uma atualização da tradicional música do povo Shangaan, com a introdução de elementos eletrônicos.
Desenvolvida pelo produtor Nozinja, o som chamou a atenção de muitos Djs europeus, loucos por uma boa novidade. O movimento também interessou pessoas influentes do meio artístico, como por exemplo, Damon Albarn, a ponto de, no ano de 2010, produzir a compilação seminal “Shangaan Electro”.
A música é super divertida, e a dança, um espetáculo à parte.
Só hoje fui ler a interessante reportagem do Reinaldo José Lopes, da Ilustríssima, sobre os livros do americano Jesse Bering e do britânico John Maynard Smith, que trouxeram ao público, descobertas significantes no campo sexual.
Um trecho:
“…Porque a glande tem esse curioso formato de cogumelo? Durante a pré-história da nossa espécie, quando camisinhas eram item inexistente, estava armado o cenário para uma competição de espermatozoides entre os moços - a não ser que a glande em forma de cogumelo do segundo parceiro servisse como uma espécie de vassoura, armazenando debaixo de si o sêmen do rival e puxando-o para fora da vagina durante o coito”.
Boquiaberto? Eu também, parceiro. Mas você não viu nada. Leia o restante do artigo:
Stanley Kubrick povoa minhas lembranças há anos. E estas, ficam “bem ali” na seção das memórias infantis. Mas por favor, não se assuste. Não é uma questão de Q.I elevado ou daquelas genialidades diabólicas que, às vezes, se manifestam nas crianças. Simplesmente fui exposto muito cedo aos seus filmes.
Na verdade, tenho uma pequena culpa nesse processo: o meu atrevimento em não obedecer as ordens de minha mãe para dormir cedo.
Por vezes, com insônia, sorrateiramente ligava a TV, na total escuridão, assistindo a programação da madrugada. E foi nesse ambiente, digamos, propício, que alguns dos seus clássicos repetiram-se como ecos em vales gigantescos, tanto na tela, quanto na minha mente.
Desnecessário comentar o pavor sem nome, quando meus pequenos olhos assustados consumiram O Iluminado. Ou mesmo as bizarras cenas de violência de Laranja Mecânica. Diferente do encantamento com os ruídos de 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Acho que por isso adoro noise, shoegaze e outros sons experimentais. Era minha reprise predileta, apesar de ter dormido em vários momentos. Deve ter repetido umas quatro vezes para conseguir ver completamente e, claro, não entender nada. Alias, não entendo o final até hoje. Mas, na boa, quem entende? De qualquer modo, achava um barato.
Devido a essas pequenas peculiaridades, quando recentemente fui à Exposição Stanley Kubrick, no MIS, significou algo realmente importante.
Estar lá, vendo de perto as anotações, os roteiros, os objetos de cenas, foi como ir a uma celebração religiosa. Uma espécie de retorno para essa infância de pequenas descobertas grandiosas de um mundo peculiar, desconcertante.
Entrei em minhas próprias memórias, caminhei nos cenários onde eram gravados os meus próprios sonhos.
Este é o meu Lifestreaming. Aqui documento e compartilho, de maneira contínua e pessoal, fragmentos da minha vida, pensamentos, descobertas e experiências em uma linha do tempo digital. E tudo isso, em algum momento (ou não), vira post para o meu site oficial: WWW.DENIAC.COM