Espancando professores

quarta-feira, outubro 02, 2013

 

O artigo “Espancando professores se destrói um país!” me inspirou o título deste Storify.

Copiar para criar

quinta-feira, setembro 26, 2013

 
 
 
 
Você não é criativo: apenas copia, transforma e combina bem as ideias dos outros. E não há problema algum nisso.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Memórias do futuro

tetralogia-monstro

 

Não costumo, aqui neste blog, comentar sobre o que não tive completo acesso. Sempre tenho o cuidado de ler, ver e sentir na pele os “produtos” que experimento na tentativa de passar aos meus amigos, o meu olhar sobre algo.

Não é o caso desta HQ, “Tetralogia Monstro”, um lançamento da Nemo (um dos selos da Autêntica), escrita pelo iugoslavo Enki Bilal, que “me pegou pelos chifres” já na primeira página de degustação, disponibilizado pela editora, e que você pode dar uma bisbilhotada logo abaixo.

Qualquer manual defende a ideia de que, o pretenso profissional de escrita, deve despertar o interesse do leitor nas primeiras linhas de uma narrativa. Não vou nem me ater ao traço fantástico de Enki ou sua intrigante ficção futurista, mas a apropriação feita pelo artista da célebre frase do poeta (também) iugoslavo Abdulah Sidran, definindo logo de início o desenrolar da trama:

"De manhã, ao emergir dos meus sonhos, sou o mais feliz dos anjos. (...) Deito-me à noite, um verdadeiro filho da puta.”

Qual o pobre assalariado cheio de broncas para enfrentar na vida e que se perde nas mais loucas ficções em casa para aliviar as tensões do dia, não vai gostar de uma obra que começa com uma verdade tão absoluta?

Enfim, meus caros, que compartilham as mesmas dores e delícias desta correria que chamamos viver, “Tetralogia Monstro” é um beco escuro que acredito valer a pena se perder.

 

 

 

+ http://grupoautentica.com.br/nemo/tetralogia_monstro/975

O corpo dos livros

terça-feira, setembro 24, 2013

christine

 

Esta é Christine. Ela gosta de uísque, vinho, café e tequila. Têm dois gatos, um Chihuahua, diversos pares de sapatos e um Kindle. Na foto, despiu para o Naked Reading Day (comemorado sempre no dia 05 de julho em todo o mundo), acumulando os seus poucos livros físicos para dar um melhor efeito à composição.

Sem querer, Christine nos mostra que livros não podem ser apenas compostos de caracteres digitais com seu frio âmago de zero e um, mas sim, ser tátil, com formas, para que se possa, além de ler, sentir, tocar e cheirar o belo corpo da publicação.

Por isso, meus amigos, que a leitura é sexy.

 

+ http://audreial.tumblr.com/post/59147745025/i-realise-3-pictures-might-be-a-bit-excessive-i

É doce morrer com Mazzy Star

MazzyStarSeasonsOfYourDay
 
Depois de longos 17 anos, Mazzy Star lança o álbum “Seasons Of Your Day” (Rhymes Of An Hour Records), gravado entre os anos de 1997 e 2012. 

Como podemos perceber, o grupo não teve pressa para mandar ao mundo mais uma coleção de embalos sombrios e tristes, sempre muito bem acompanhado por paisagens áridas e estradas obscuras.

É uma grata notícia saber que Hope Sandoval, finalmente, nos agracia com sua doce voz repleta de sentimentos reverberando em nossos ouvidos. 

Junto com ela, a sua trupe de cowboys tristes e empoeirados, tocando os sons das dores do coração, matam a sede de seus saudosos fãs “anosnoventista”.
 

Mazzy Star – California
 
 






Na segunda, mergulhe no agora da sua xícara

segunda-feira, setembro 23, 2013

Beba, se ligue, e caia fora

 

Na segunda-feira, tudo é sempre igual. Estamos bêbados de sono, do ontem, da utopia de uma vida boa e sem trabalho, das bagunças desconexas dos nossos desejos. Resta-nos cair na realidade, antes que ela nos devore sem clemência, nos protegendo com a melhor bebida que um bom cérebro merece.

Acorde, o futuro não tarda, e ele se constrói no agora. Enfrentar a balburdia do concreto, enfrentar as mentes maléficas, enfrentar máquinas que nos levam para lugares distantes, enfrentar você mesmo e seus defeitos que te fazem tropeçar, é bem mais útil, é bem mais relaxante, é bem mais revigorante e audacioso com uma considerável dose deste líquido negro que nos inspira, que nos eleva ao melhor que podemos ser e fazer.

 

 

 

 

A dor que te marca

quarta-feira, setembro 18, 2013

Tattoo-Cat

 

A dor está inclusa em todas as escolhas, em todas as conquistas e, claro, em todas as perdas. É dor para nascer, dor para viver, dor para morrer.

Ficar bonito também a inclui. E não precisa ser masoquista para pagar por ela. Vide o sucesso das academias de musculação e estúdios de tatuagem.

Ok, confesso: o texto só foi uma desculpa esfarrapada para postar a imagem.

;-D

TEMAS MUSICAIS PARA saudosistas pós-punks

band_minks

 

Não há nada de novo debaixo do sol, já dizia o Eclesiastes. E preocupar-se com o novo é mania do mercado capitalista que se renova para encher os bolsos constantemente, algo que, sem ofensas, “me cansa os bagos”. O que se deve combater não é o “mais do mesmo”, mas o “pior do mesmo”. Enquanto o bom se manter, está tudo certo. A roda está aí pelo mundo até hoje e fundamenta o meu argumento.

É mais ou menos assim o som do duo nova-iorquino Minks: um mergulho no passado recente que ouvidos de bom trato não cansam de escutar.

Bom para os tristes ou alegres dias.

 

 

Minks - Weekenders

 

Minks – Funeral Song

 

+  http://capturedtracks.com/artists/minks-3/

 

 

 

 

                  

      

Autoajuda de segunda: palavras e erros

segunda-feira, setembro 16, 2013

Dispenso as imagens, mas não dispenso as palavras, mesmo sabendo que a primeira vale por mil. Prefiro, neste momento, os códigos-fonte que mudam as perspectivas da alma humana.

Posso estar errado, mas de erros (e um belo punhado de acasos) se construíram colossos da ciência moderna. De erros desconcertantes, nasceram histórias magníficas. Eles são o atrito que nos fazem caminhar e ir em frente.

Kevin Hayes: humanidade sem filtros

sábado, agosto 31, 2013

kevin hayes17

 

Apesar de ter uma conta no Instagram, não me agrada muito a ideia corrente dos nossos tempos do “envelhecer fotos é cool”. Para piorar, há um incomodo interior por gostar dessa coisa do “vintage”, das saudades de tempos nunca vividos.

Sim, participo ativamente, mas tenho consciência que é só uma moda, uma brincadeira coletiva com amigos e desconhecidos. Tenho ciência que tudo isso vai ser visto no futuro como as calças bocas de sino dos anos 70, ou os shortinhos de lycra masculinos dos 80. Sei que envelhecer fotos é deixá-las datadas, típicas da era smartphone. Ao final vamos rir disso tudo no futuro. Em conversas de churrasco de quintal, em fins de semana, com nossos filhos ao colo, vamos dizer: “Quão ridículos nós fomos”. 

Fotografias realmente clássicas, daquelas que vivem no subconsciente da humanidade, aproveitam o que a realidade emite, sem muitos efeitos, na pura e simples necessidade de captar o momento como ele se dá.

Pode ser dos anos 20 ou 60, mas elas foram imortalizadas pelo olhar do operador da câmera e luz, muita luz, seja do sol ou do flash mesmo. E em termos de foto, gosto do luz, do flash revelando as pessoas e seus defeitos.

Por estas razões, me maravilho com a beleza bruta exibida nas fotos do fotógrafo estadunidense Kevin Hayes. Ele preza o humano sem recortes ou efeitos, elevando o cotidiano (e até o que se convencionou chamar de feio), ao patamar da arte.

Ruas, crianças, senhoras nuas, mulheres gordas, strippers, desconhecidos (sóbrios e bêbados), objetos, cantos despercebidos... Para Hayes, todas as coisas tem vida, tudo é motivo de inspiração, tudo é sagrado.

 

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+ http://thedirtiestlittlerainbow.blogspot.com.br

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