Um talento aos 21

sexta-feira, abril 26, 2013

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“O que de surpreendente fiz aos 21 anos”? Ou a pergunta mais sensata seria “é realmente preciso fazer algo de surpreendente aos 21”? Questões desse tipo me tomam a mente quando vejo um trabalho prodigioso, de jovens que parecem expelir pelos poros uma produção artística ou profissional de excelente qualidade. Não invejo os prodígios, mas que eles me fazem sentir como uma lesma sem imaginação, isso eles conseguem.

 

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Não sei se esse é o problema de consumir culturas em demasia (percebam o plural para mostrar que não faço separações nesse quesito, ok?), saber das últimas tendências, estar bem informado e “antenado” (argh!) com tudo. O fato é que, particularmente, não consigo limitar-me a apenas ver os outros produzirem conhecimento ou inovações de cair o queixo. Também queria fazer parte desta elite juvenil, contribuindo com algo surpreendente para o mundo.

 

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Só que o tempo passa, rugas dizem “olá”, e os olhos não brilham como 10 anos atrás. Então, você lembra de que nem tudo acontece como imaginamos, ou que lampejos de genialidade não caem como a chuva. E há uma infinidade de fatores que não podemos controlar: o lugar onde se cresce, o incentivo das pessoas ao seu redor, a fagulha divina (?) que inspira a bons destinos.

 

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Deus do céu, quando lembro que aos 21, estava dentro de uma indústria ruidosa sujando as mãos de graxa, suando como porco sujo e dilacerando os nervos do punho em esforços repetitivos, ficando por anos nessa situação para ajudar em casa, pagar estudos, comprar uns livros de bolsos baratos na banca, enfim, sobreviver, me perdoo. Eu não tinha obrigação nenhuma em ser genial.

 

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É difícil encarar isso de frente. Olhar finalmente no espelho, admitindo que seu poder criativo não é tão significante para o mundo, mas corajoso o suficiente para aceitar-se uma pessoa comum, de talentos comuns, com anseios comuns.

 

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Orgulho-me de ser versado em bobagens que fazem rir, em saber cutucar corretamente um formigueiro de saúvas, plantar abacateiros, matar pulgas de cachorro com uma lupa em dias de muito sol, ou preparar um prato de cuscuz com leite e achocolatado em pó, talvez meu maior talento, algo que me faz único no universo.

Pode ser pouco para você, mais muito rico para mim.

 

* As incríveis fotografias surreais, mágicas e outonais que ilustram esse post, é do americano Kyle Thompson. Ele é um artista autodidata, sem nenhum treinamento formal, que começou sua carreira aos 19. Hoje, ele tem apenas 21 anos.

 

+ http://www.kylethompsonphotography.com/

A leitura é agradavelmente sexy na grama…

terça-feira, abril 23, 2013

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…E no Dia Internacional do Livro também!

;-D

Tom Zé no Record Store Day

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Sábado (20.04), Tom Zé fez um pocket show gratuito no deck de madeira da Livraria Cultura (Conjunto Nacional), acompanhado dos músicos Daniel Maia e Jarbas Mariz. A apresentação foi parte da programação do Record Store Day, data criada em 2007 para celebrar a cultura do vinil e das mais de 700 lojas de discos espalhadas pelo mundo.

Na ocasião, Tom aproveitou para lançar algumas canções do seu novo álbum, o polêmico 'Tribunal do Feicebuqui', o qual o artista disponibilizou algumas faixas neste link: http://www.tomze.com.br/tribunal_do_feicebuqui.zip

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No show, o Tom Zé de sempre: uma festa de muito surrealismo, de “Catártico”, no sentido clássico de “purificação da alma por meio de uma descarga emocional provocada por um drama”, propriedade rara nos artistas atuais, principalmente nos que deveriam levantar a bandeira da rebeldia.

Em outras palavras, Tom consegue evocar uma loucura saudável, criativa, transformando tudo em uma poesia que questiona o cotidiano, fazendo perguntas aparentemente obvias, mas que surgem apenas quando incorporamos aquele “eu lírico” que só vem quando estamos doidões.

Só que Tom Zé não precisa estar louco para nos mostrar o que vê. Ele faz esse trabalho naturalmente, de cara limpa, interpretando a realidade à sua maneira. Ou seja, com graça e delírio, ele conquista até quem não gosta da sua música.

 
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Só vendo pra crer!









Compartilhando a felicidade na segunda

segunda-feira, abril 22, 2013

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“Milhares de velas podem ser acesas de uma única vela, e a vida da vela não será encurtada. Felicidade nunca diminui ao ser compartilhada”.

Diego Stocco: um dueto de folhas e turntables

sexta-feira, abril 19, 2013

 O produtor e sound designer Diego Stocco esta fazendo algo inusitado: tirando ruídos de folhas e árvores, monta sons fantásticos, cheio de grooves e viradas sensacionais.

Um dos processos é bem simples:

1 – Pega uma folha qualquer e posiciona em cima de uma pick up;

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2 -  Instala um microfone no indicador;

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4 – Alterna toques com a folha nos espaços da pick up;

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5 – Faz uma pós produção dos sons em seu hardware;

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6 – E eis o resultado:

 

Diego Stocco - Duet for Leaves & Turntable from Diego Stocco on Vimeo.

 

Ouça e baixe outras experiências do projeto “Music from a Tree”:

http://www.behance.net/gallery/Music-from-a-Tree/263872

 

+ http://www.diegostocco.com/

Bates Motel: Jiao's Story

quarta-feira, abril 17, 2013

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Outro dia, comentei aqui mesmo neste blog, sobre a série Bates Motel, que mostra o jovem Norman antes de cometer seus crimes que o deixaram famoso.

Ela está ótima, e vem crescendo em termos de suspense, prendendo a atenção do espectador, deixando aquela vontade de assistir o próximo episódio. É Bom lembrar que a produção não é fidedigna ao filme, tanto que se passa no tempo presente, o que não faz muita diferença. Mas não é sobre isso que quero falar.
 
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Quem acompanha, viu que Norman achou um caderno de sketchs de desenhos, embaixo do carpete de um dos quartos do motel. O conteúdo do livrinho é bem peculiar, para não dizer bizarro: uma espécie de mangá chinês, com garotas amordaçadas, escravizadas, em sessões de tortura.

Norman, juntamente com o seu colega Emma Decody, começam a investigar a história por trás dos esboços, descobrindo que muito daquele conteúdo realmente aconteceu, ou melhor, está acontecendo em algum lugar.
 
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O legal disso tudo é que os fãs podem baixar gratuitamente via iTunes e ler em seus iPhones, iPads ou iPod touchs. E para os pobretões (como eu), que não possuem esses gadgets, o pessoal gente boa do http://batesmotel.wikia.com fez o favor de disponibilizar para ler no computador.
 
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Vão lá e mergulhem ainda mais na história.
 
+   Facebook.com/BatesMotelAETV
       Twitter: @InsideBates
      #BatesMotel
      BatesMotel.com
 
 

















O que prevemos raramente ocorre…

segunda-feira, abril 15, 2013

biscoito da sorte

…O que menos esperamos geralmente acontece”.


A frase do escritor e político britânico, Benjamin Disraeli, estava dentro de um destes biscoitos da sorte, vendidos em fast foods.

Carregada de uma verdade que teimamos em não aceitar, o dito me aparece de modo aleatório, como um tapa na cara, já que tudo o que tenho planejado, se realiza não de modo contrário, mas de maneiras que jamais teria imaginado.

Mesmo assim, acho que devemos insistir em pequenos planos. Pois, assim como velejar, planejar também é preciso. Afinal, mesmo que não sirva para nada, ao menos podemos fazer umas cócegas em deus.
 
 

Braking Bad nos Simpsons

  

Mais uma homenagem dos Simpsons ao mundo das séries. A abertura em forma de homenagem foi ao ar ontem  (14/04), nos Estados Unidos.


Meditando

quarta-feira, abril 10, 2013

 

Antes e Agora. Principalmente agora…



+ http://www.artofliving.org/br-pt

Festival Baixo Centro: ruas para dançar

terça-feira, abril 09, 2013

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 Domingo (07.04.2013), fui dar uma olhada rápida no Festival Baixo Centro, evento independente que promove em 10 dias seguidos, 530 eventos culturais entre música, dança, debates e intervenções.

A arte toma de assalto o grande centro urbano de São Paulo, e você vê pessoas invadindo espaços como o Minhocão para curtir bandas, espetáculos teatrais, entre outras manifestações.

 

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Na verdade, o Baixo centro é um movimento colaborativo, horizontal, independente e auto-gestionado, organizado por uma rede aberta de produtor@s interessad@s em ressignificar esta região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz.

E quando dizem que é independente, são de fato, já que não tem apoio ou financiamento da prefeitura, empresas privadas ou leis de incentivo, sendo bancado com o dinheiro de 1.914 pessoas, que contribuíram pela web com valores a partir de R$ 10. A arrecadação final superou em R$ 10 mil a cifra esperada, de R$ 62 mil.

Um ótimo exemplo para outros estados e cidades, mostrando que é possível fomentar a cultura em espaços públicos sem a ajuda burocrática de editais de cartas marcadas ou tetas de políticos parasitas.

 

Imagens em ordem: Maracatu no Minhocão, banda Engrenagem Urbana (http://www.myspace.com/engrenagemurbana).

 

Flickr oficial do Festival: http://www.flickr.com/photos/baixocentro

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