Antes e Agora. Principalmente agora…
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A arte toma de assalto o grande centro urbano de São Paulo, e você vê pessoas invadindo espaços como o Minhocão para curtir bandas, espetáculos teatrais, entre outras manifestações.
Na verdade, o Baixo centro é um movimento colaborativo, horizontal, independente e auto-gestionado, organizado por uma rede aberta de produtor@s interessad@s em ressignificar esta região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz.
E quando dizem que é independente, são de fato, já que não tem apoio ou financiamento da prefeitura, empresas privadas ou leis de incentivo, sendo bancado com o dinheiro de 1.914 pessoas, que contribuíram pela web com valores a partir de R$ 10. A arrecadação final superou em R$ 10 mil a cifra esperada, de R$ 62 mil.
Um ótimo exemplo para outros estados e cidades, mostrando que é possível fomentar a cultura em espaços públicos sem a ajuda burocrática de editais de cartas marcadas ou tetas de políticos parasitas.
Imagens em ordem: Maracatu no Minhocão, banda Engrenagem Urbana (http://www.myspace.com/engrenagemurbana).
Flickr oficial do Festival: http://www.flickr.com/photos/baixocentro
Não sei se não vida real uma menina põe um chapéu Panamá, short e sandalinha preta para ler um calhamaço no meio do bosque.
Só sei que ela sabe que a leitura é sexy e se aproveita disso.
Sabe algo muito difícil de fazer, por mais simples que seja, e que, ainda por cima, pode te render uns bons trocados para sair em uma sexta-feira a noite e torrar com o que bem entender?
Pensar de forma improvável.
Pessoas como o holandês Jochem van Wetten podem te ajudar a tirar a tampa que fecha a sua mente.
Medo é sempre é uma constante. E quando o que se pretende parece escorregar das mãos, a sensação se acentua, o coração palpita, o futuro é negro. Mas não tem jeito, ele vai estar presente sempre que caímos na tentação de uma mudança drástica. É o peso que equilibra na corda bamba das incertezas.
Ajudar pessoas a continuar caminhando até a materialização de seu sonho íntimo, mesmo sob incertezas, é o trabalho essencial da web série documental “Continuecurioso”, projeto que nos incentiva através de “pessoas que se desprenderam de um jeito convencional de levar a vida, pra caminhar em direção ao desconhecido”.
thiago frias cc from continuecurioso on Vimeo.
Charlotte, sentada em um táxi e com seu olhar triste, sente-se perdida nas luzes de Tóquio. Cena clássica de Lost in Translation.
Já o clip “Primadonna”, de Marina and The Diamonds, tenta recriar esse mesmo clima, com um enquadramento muito parecido.
A questão não é só parecer um plágio. Não é uma acusação. Depois dessa produção da Sofia Coppola, ficou difícil não se repetir quando o assunto é mostrar saudade ou melancolia em um grande centro urbano.
Quer dizer, acho, né…
O ilustrador Kainã Lacerda, “numa lapada só”, desconstruiu a velha obsessão “cool-indie”, em que uma pessoa é mais perfeita quando seleciona uma playlist “underground”, ou talvez vista a camiseta do “Unknow Pleasures”.
Acredito que estamos nos baseando demais em personagens fictícios, esquecendo que, na real, a seleção natural da aceitação vai bem além de nomes de bandas, filmes cults e afins.
Estes itens, infelizmente, não tornam ninguém melhor. São só coisas frívolas que podem estar te afastando do amor da sua vida.