Até o bom acaso está em falta…
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Na sexta, não use filtro solar
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Na terça, a leitura é duplamente sexy
terça-feira, janeiro 22, 2013
Toda leitura é proveitosa. E quanto mais abundante for o mergulho de rosto, corpo e alma nela, melhor a satisfação de fartura do conhecimento, E claro, melhor o deleite do mais instintivo prazer.
A leitura é sexy!
Autoajuda de segunda: quando tudo morre, você muda
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Logo após o sol dar seus primeiros toques brilhantes na parte ocidental do planeta, ele voltava para casa depois de uma noite inteira de entrega aos prazeres hedonistas e solitários.
Ao ver o brilho amarelo do gigante de hélio caindo sobre as paredes grafitadas e envelhecidas, percebeu detalhes mínimos ao seu redor até então ocultos. Nuances quase imperceptíveis da realidade que mandam mensagens matadoras somente quando a mente está desperta.
Observou, por exemplo, que tudo, até mesmo a mais dura rocha, morre um dia. Esfacela-se pelo peso do tempo, que a tudo cura e destrói.
Pensou em sua cafeteira de marca duvidosa. Ela o acompanhou todo santo dia por muitos anos. Mas infelizmente, “morreu” ao seu modo. Ou mesmo seu bicho de estimação velho demais, cansado demais e que quis morrer. Naquele dia, beijou docemente aquela cabeça peluda que tanto sonhou, na esperança infantil de vê-la, quem sabe, em um mundo pós vida.
Além disso, seus poucos amigos foram embora para um lugar distante. Ele os seguiu. A festa deveria continuar em qualquer lugar.
Licenças poéticas a parte, continuou andando pela rua cinza brilhante de amanhecer, a única realidade que dispunha. Sabia que sua gata agora era só um fantasma negro de tudo o que foi e nunca mais será novamente, que todos os barcos foram queimados. E levava consigo um último pensamento antes de cair no sono da manhã e acordar de ressaca:
“O momento certo é uma fábula”.
Rumskib – You´re My Japan
Django Unchained: sangue, chicote e diversão
sexta-feira, janeiro 18, 2013
Holy (shit) Motors
quarta-feira, janeiro 16, 2013
(Primeiramente, leiam esta crítica e depois voltem pra cá: http://www.blogdoims.com.br/ims/holy-motors-e-a-ficcao-radical/)
Tenho uma teoria: invente um nome composto, pomposo, imaginativo, repleto de referências a qualquer coisa. Ponha-o em um prato culinário simplório. Ponha-a na decoração brega de sua sala. Ponha-o nas suas camisetas velhas, esburacadas por traças. Ponha-o nos erros grosseiros de ortografia do seu poema.
É uma maneira eficiente de dar uma áurea elevada, inteligente, sofisticada para uma comida, uma moda ou decoração.
Não elaborei esse pensamento sozinho. Ele partiu primeiramente de uma tia bonachona, que fala pelos cotovelos. Depois de assistir na tv uma reportagem sobre algumas peculiaridades da arte, ela disse: “Cague em uma tábua, mantendo o coco em pé. Dê um nome à sua obra, exponha-a e venda por milhões”.
Radical, mas não de toda errada.
A breve introdução foi apenas para dizer que ninguém pode garantir que Holy Motors, do diretor Leos Carax, é um filme bom ou ruim. Alias, os inteligentes podem, afinal, com “tamanhas referências, né?”
Na verdade, a obra é inominável. E com mais ironia, me arrisco com alguns termos pedantes: “Beleza Artística Confusa”. “Revival Cinematográfico Surrealista”. “Fluidez de Gêneros”.
Mas me aquieto com a minha pessoal e intransferível impressão: “Estouro Escrotal Contínuo Por Duas Horas e Trinta”.
Você não é obrigado a concordar comigo. Sou apenas contra uma película que preza mais por suas ótimas influências do que ela mesma. Pois até mesmo a loucura mais pura tem uma mágica nonsense, um “porque” dentro da própria confusão.
Este é um filme para masturbadores mentais que se ouriçam com sua capacidade de encontrar referências. E me peguem na esquina quem não gostou do comentário!
Tolstói para corações adolescentes
sexta-feira, janeiro 11, 2013
“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”.
Teve problemas graves? Chame o Anonymous!
Uma adolescente de 16 anos é levada, completamente bêbada, de festa em festa, para servir de espetáculo público: estuprada diversas vezes, aos gritos de euforia dos seus colegas que divertem-se com a cena. Um filme adolescente-catástrofe-vingança, no melhor estilo Carrie, a estranha? Sim. Mas pena ser sido a mais dura realidade.