Django Unchained: sangue, chicote e diversão

sexta-feira, janeiro 18, 2013

 
OK confesso: assisti Django Unchained em casa, naquela versão em DVDscreener que bombou dia desses na web. Mas não me levem a mal, força$ $uperiore$ me impediram de assistir essa nova pérola do Quentin Tarantino no escuro do cinema, na grande tela de imersão dos melhores sonhos que já tive.
 
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Desde já adianto, sem spoilers: Tarantino nunca perde a majestade. Continua sua senda única de contar histórias surpreendentes, manchadas de muito sangue e violência. Todas elas justificáveis, por favor. Afinal, só ele consegue nos fazer rir, babar, desejar a morte de um personagem da maneira mais hedionda possível.
 
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Como hábil psicopata que é, transforma nossos olhos, fazendo-nos ver diversão em estouros de cabeça ou espirros de sangue. Faz-nos ter simpatia por homens sem caráter, vilões nojentos que se conhecêssemos na real, cuspiríamos na cara.

Enfim, sempre é bom ver um filme de Tarantino e entrar em seu universo. Um dos poucos universos, diga-se de passassem, no qual podemos nos deliciar, por exemplo, vendo um escravo dar uma surra de chicote memorável em seu capataz.
Pura arte!
 
 














Holy (shit) Motors

quarta-feira, janeiro 16, 2013

holy motors

 

(Primeiramente, leiam esta crítica e depois voltem pra cá: http://www.blogdoims.com.br/ims/holy-motors-e-a-ficcao-radical/)

Tenho uma teoria: invente um nome composto, pomposo, imaginativo, repleto de referências a qualquer coisa. Ponha-o em um prato culinário simplório. Ponha-a na decoração brega de sua sala. Ponha-o nas suas camisetas velhas, esburacadas por traças. Ponha-o nos erros grosseiros de ortografia do seu poema.

É uma maneira eficiente de dar uma áurea elevada, inteligente, sofisticada para uma comida, uma moda ou decoração.

Não elaborei esse pensamento sozinho. Ele partiu primeiramente de uma tia bonachona, que fala pelos cotovelos. Depois de assistir na tv uma reportagem sobre algumas peculiaridades da arte, ela disse: “Cague em uma tábua, mantendo o coco em pé. Dê um nome à sua obra, exponha-a e venda por milhões”.

Radical, mas não de toda errada.

A breve introdução foi apenas para dizer que ninguém pode garantir que Holy Motors, do diretor Leos Carax, é um filme bom ou ruim. Alias, os inteligentes podem, afinal, com “tamanhas referências, né?”

Na verdade, a obra é inominável. E com mais ironia, me arrisco com alguns termos pedantes: “Beleza Artística Confusa”. “Revival Cinematográfico Surrealista”. “Fluidez de Gêneros”.

Mas me aquieto com a minha pessoal e intransferível impressão: “Estouro Escrotal Contínuo Por Duas Horas e Trinta”.

Você não é obrigado a concordar comigo. Sou apenas contra uma película que preza mais por suas ótimas influências do que ela mesma. Pois até mesmo a loucura mais pura tem uma mágica nonsense, um “porque” dentro da própria confusão.

Este é um filme para masturbadores mentais que se ouriçam com sua capacidade de encontrar referências. E me peguem na esquina quem não gostou do comentário!

Tolstói para corações adolescentes

sexta-feira, janeiro 11, 2013

 

tolstoy

 

“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”.

Liev Tolstói

Teve problemas graves? Chame o Anonymous!

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Uma adolescente de 16 anos é levada, completamente bêbada, de festa em festa, para servir de espetáculo público: estuprada diversas vezes, aos gritos de euforia dos seus colegas que divertem-se com a cena. Um filme adolescente-catástrofe-vingança, no melhor estilo Carrie, a estranha? Sim. Mas pena ser sido a mais dura realidade.

Vejam este artigo completo lá no FreakGeeks: bit.ly/RC2fr8

Dexter: Argentina

quarta-feira, janeiro 02, 2013

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Olhando para o azul do mar

quinta-feira, dezembro 20, 2012

O Som ao redor de nossas vidas

quarta-feira, dezembro 19, 2012

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Quando seguranças particulares chegam a uma rua de classe média no Recife, oferecendo seus serviços, ninguém imagina que a rotina do lugar será afetada. E enquanto uns preocupam-se com os assaltos, outros vivem sob a tortura de um cachorro que uiva e late sem parar.
 
E é através de ruídos da vizinhança, sonhos e acontecimentos banais, que o diretor Kleber Mendonça nos mostra o dia a dia do lugar. Uma história contada através de detalhes mínimos, tão pequenos que são despercebidos pelo olhar comum, que espera uma narrativa “normal” para um filme.
 
Só que O Som... se vale do fluxo de acontecimentos, assim como a vida, em perspectivas que são o grande atrativo da produção. É uma experiência cinematográfica realmente cativante. Um recorte de um lugar, dos seus preconceitos arraigados, de um momento. Tudo colado na tela tal qual obra de arte.
 
E ontem, na pré-estreia gratuita em São Paulo, no Cine Livraria Cultura, Conjunto Nacional, o diretor conversou com a plateia ao final, dando ainda mais significados ao que todos acabavam de assistir.
 
Abaixo, fiz um Storify da noite, mostrando o que as pessoas comentaram nas redes sociais.






 

Trailer:

http://www.osomaoredor.com.br/

Na sexta, um delírio urbano

sexta-feira, dezembro 14, 2012

deniac-Urban Forms Gallery

Urban Forms Gallery,
Lodz, Poland
2012

Ao longe, ouço sussurros fantasmagóricos de um ronco de turbinas de algum avião de destino incerto. Na rua, uma moto passa como uma vespa mecânica gigante. Há também a vibração do metrô, rei de aço dos subterrâneos. No meio dessa pequena orquestra cacofônica, no escuro do quarto, meus ouvidos captam tudo, pintando sonhos espantosos, surpreendentes, medonhos. Coisas com fios de alta tensão e voos corpóreos impossíveis pelo centro da cidade.

Jam Session no ciberespaço

quinta-feira, dezembro 13, 2012

 

 

Músicos de diversas partes do mundo juntarem-se para fazer essa jam session 2.0. O resultado é essa maravilha de trip-hop, cheios de grooves que alimentam alma e coração.

Acompanhe a letra:

Dumbfoundead

A kid at the pawn shop just bought his first drum machine,
From the slums, but them buttons will take him to another kingdom
A woman humming in a kitchen in brazil, while 50 tenants listen by
sticking their heads outside the window sill, this shit is real, hear
the sounds across the land, no name brands, woman and man jam on pots
and pans, a musician with lost dreams, sitting on concrete, playing
his heart out on missing guitar strings, street performers for a
quarter put on the show of there life, an emcee gets put on the spot
rocks it and tears up the mic, the human instrument, reaching
continents in long distances, no need for sophisticated systems for us
to listen in, countries at war, expressing hate through there
aggression. while two musicians on each side are having a jam session,
whether both em know it or not, they are collaborating. You never know
which way your music is navigating,

Esna

Sing your heart out let your soul be heard
Move to the rhythm to the groove of the drum beats
Chill to the lines disappear to the moment
Fly away persuade all the madness
Just bounce just sway just listen

Herbal T

La música es un sonido supersónico
y es por eso que no creo lo que leo en el periódico
presenta un mundo dividido y tóxico
pero ahora por los cables fiberópticos
yo me comunico, así el mundo se pone chico
si no me entiendes yo te lo explico
whether you in the Bronx and you like to spit bars and rock clubs
or Mumbai playin sitars and tablas
the music is a way we escape, heal and grow
and you aint gotta speak the language if you wanna feel the flow
olha só rapaz, a gente vai a gente vem
mas o ritmo é coisa todo mundo sempre tem
tudo bem, faço música com colaboradores globais
utilizando piano voces tambores e mais
es un laso que nos une hasta el infinito
the rhythms in us it travels wherever we go

Esna

Just let the music take you let your mind take you
Way to find a way to need a way to a brighter day
Don't let it stop in you don't let it die in you
Breath just breath
Just fly away persuade all the madness
Just bounce just sway just listen

Dumbfoundead

Across the seas I hear piano keys playin, translating languages
through the rhythms in beats bangin, a universal exchange, of personal
pains and joys, it started with a verse, each person just came and
joined in, some are complete strangers, some only teenagers, all of us
creators, , we are the dreammakers, internationally transmittin
through bandwidth, passin this bands passion so the masses can jam
with us, all are invited to play, none are required to pay, let the
virus spread, inspire heads, go pirate away, this is that free music,
for people who need music, just listen and breathe to it, I hope that
you feel movement, different souls around globe, connected through
sound makin, they set the foundation now we take it to groundbreakin,
everybody played there part and now we have one song, and this is how
an unheard voice becomes strong

Esna

Sing your heart out let your soul be heard
Move to the rhythm to the groove of the drum beats
Chill to the lines disappear to the moment
Fly away persuade all the madness
Just bounce just sway just listen

Quando dois gifs te fazem rir e relaxar

deniachorsebeareagle

Jump-6660-deniac

 

Vejo um gif nos momentos que o mundo me parece um fardo e pessoas me dão preguiça. Daí tudo volta ao normal.

Experimente você também. É batata.

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