Apesar do Gallon Drunk, a Motorama vai marcar!
Dia 30 de outubro de 2012
Espaço Victory
Rua Major Angelo Zanchi, 825 – Penha
Apesar do Gallon Drunk, a Motorama vai marcar!
Dia 30 de outubro de 2012
Espaço Victory
Rua Major Angelo Zanchi, 825 – Penha
Você, afogado em seus próprios problemas, perdendo os sentidos, sem forças para acordar, ignorando seus sonhos, deixando seus desejos morrerem, um quase moribundo de suas ambições juvenis, por um acaso, já se valeu hoje do libertador e esperançoso “E por que não”?
Foto: Christ Ellenisin
Nunca me canso deste poema. E quando preciso, se mostra sempre diferente! Quem o segue, ganha o mundo!
Se
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Em uma segunda-feira do mês Fevereiro de 2011, escrevi um post intitulado “Você viu primeiro aqui, stalker!”, em que destilava o meu ódio pela cidade em que cresci e algumas de suas pessoas que, de modo igual, me odeiam, usando esta incrível banda como trilha.
O que não imaginava é que, em pouco mais de um ano, estaria livre de muitas mazelas que me atormentavam e, putamerda, veria in loco uma das bandas que mais me arrepiam a alma atualmente.
Estes, legítimos representantes do shoegaze, é um grupo verdadeiramente indie, pois, caro ignorante, indie é o diminutivo de Independent, ou seja, vivem de turnês em que a ralação é uma constante e não assinar com uma grande gravadora é uma opção.
Estas coisas sonoras que hoje usam o termo (e seus fãs ignorantes, lógico), estão longe de serem crus, verdadeiros e claro, independentes. São, na verdade, arremedos de rebeldia. São simulacros de verdadeiras distorções que evocam o suor. Boy bands de barbudos de guitarra posando de poetas solitários que no fundo, são apenas maconheiros classe média alta posando de pobretões.
Fodam-se todos.
Só quero estar embriago de ruídos que embalam canções de ninar, de bebida forte e da sorte de estar no momento.
E viva a porra das guitarras que esporram nos ouvidos!
The Raveonettes – I wanna be adore (Stone Rose´s cover)
Porque, no fundo, todos querem ser a estrela de alguma coisa.
Se hoje sou um chato, que não se contenta com a média de comunicadores que sempre se transformam em pura mediocridade (e eu posso estar nesse meio, mas estou cônscio e luto contra ela), a culpa é de Gay Talese, que me abriu os olhos para o caminho da escrita cotidiana que pode ser transformada em eterna.
E analise com cuidado o título deste post, pois saiu da mente dele e pode mudar o seu futuro, caso você optou por esta arte tão nobre, em que vencem os de talento nato ou o que mais baba os enrugados e peludos sacos escrotais dos donos do poder.