Para a Cidade do Saber
segunda-feira, maio 28, 2012
Autoajuda de segunda: o medo dos ventos da mudança
Elvis para as novas (e velhas) gerações
domingo, maio 27, 2012
Você lembra de sua primeira audição de um Compact Disc? Eu me lembro muito bem: foi a faixa “That's All Right”, de Elvis Presley, que é também sua primeira gravação. E foi diferente aquele momento, já que estava bastante acostumado aos sons analógicos e abafados do Sonatinha lá de casa. Tocar naquele disquinho dourado, com o maior cuidado para não "sujar" com as digitais e ouvir uma música sem os estalos do vinil, foi uma experiência marcante.
Mas a simpatia por The Pelvis não aconteceu naquele momento. Já vinha da infância, quando conheci suas danças e hits nos filmes que passavam na TV. Minha mãe (assim como 90% das mães de todo o planeta) adorava-o e seus discos eram um dos poucos que, quando tocavam, podiam ser ouvidos no último volume, já que ela não se importava.
O fato é que nesses dias, fiquei sabendo de um show que eu e a velha nos divertiríamos muito: Elvis Presley in Concert. Como muitos, achei ser mais um show de covers ou algo semelhante. Na verdade, é bem melhor que isso.
É um mega-espetáculo internacional que homenageia O Rei e de uma forma inusitada: os instrumentistas originais que o acompanharam, tocam ao vivo com uma projeção de imagens de Elvis em um telão de led gigante. Mas não pense que são simples projeções de imagens aleatórias. Não senhor!
Da tela, sai somente o áudio da voz dele no épico Aloha From Hawaii, enquanto a banda toca ao vivo, em uma mescla de passado e presente que nos dá a ilusão que “o homem” está ali, em cima do palco, emocionando e arrepiando a plateia. E outra coisa: para matar os fãs do coração, o evento também traz uma exposição, composta por diversos acessórios da vida íntima do cantor.
Serão duas apresentações em São Paulo, nos dias 08 e 09 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera. O preço até que não é tão salgado, R$ 40, cadeira superior (eufemismo para longe do palco pra cacete).
Ou seja: se deus quiser e o dinheiro der, acho que vou ver de perto essa apresentação emulada de um dos maiores ícones que a música pop já produziu e que, para alguns loucos que não vivem sem uma boa teoria conspiratória, não morreu e vive escondido na Argentina.
Na sexta, delírios geeks
sexta-feira, maio 25, 2012
TEMAS MUSICAIS PARA cantar em metrópoles chuvosas
quinta-feira, maio 24, 2012
Stop Play Moon - Faking Faces
Não me importo com densas e gigantescas nuvens negras: só me importa saber que acima delas, o céu é sempre límpido.
Você acredita em alguém como eu?
Autoajuda de segunda: Memento Mori*
segunda-feira, maio 21, 2012
Risos matinais
domingo, maio 20, 2012
Há mais de 04 anos, diária e religiosamente, recebo o mailing da Wulffmorgenthaler Daily Strip. Todas as manhãs, piadinhas sujas, inteligentes e impagáveis despertam o riso, me jogam a (à?) força em uma ginástica/alongamento de bom humor necessária para começar o dia. Pílulas de alegria para enfrentar engarrafamentos, ônibus lotado e despertar a criatividade da vida. Recomendo.
Faltam 46 dias e 20 horas para...
O tempo caridoso se apressa ao meu favor. Ele sabe que preciso expurgar uma vida inteira. Sabe que preciso verter suores de alegria e que preciso do ruído exacerbado para um êxtase sonoro. Porque não estou falando apenas de uma banda. Estou discorrendo sobre a representação de um pedaço da vida.
Uma música que se ama é como um bom amigo. Um grupo com várias músicas que se ama é como uma família que te envolve em beijos e afagos sem fim. Te fazem chorar, rir, pensar, caminhar. Estão coladas ao seu ouvido sussurrando as mais doces melodias, te embalando em sentimentos que elevam a alma. São os temas sonoros de uma vida que pouco se viveu e muito se sonhou.
Mas quando todos os anseios lentamente tornam-se realidade, a sensação do irreal é tátil, como um milagre vindouro que se custa a acreditar. A imaginação pula da mente e toma a forma do momento mais satisfatório de sua existência. Você é aquilo que acredita e come, não as bobagens que as línguas bífidas de um só lugar propagam. Você é um universo que se expande e o mundo é fácil de se conquistar quando se faz a coisa certa.
Na primeira fila, abrirei olhos, ouvidos e poros para estar no momento. Reafirmarei meus votos infantis: sorrirei para àqueles que estiveram comigo quando eu estava sozinho, sem perspectivas, tal qual cão rabugento sem dono, quando na escuridão da noite, me arrependi de coisas que fiz e de que não fiz. Sorrirei para àqueles que sonorizaram o vazio do meu coração, acalmaram meus aperreios e me fizeram perceber que o tempo e um dia depois do outro é tudo que precisamos para consertar as coisas.
Sabedora de solidões e vazios d´alma, Sofia Coppola, generosamente, incluiu “I Don't Like It Like This” na trilha do silencioso, contemplativo e amável “Marie Antoinette”, dando ainda mais graça à uma personagem perdida em sua própria trajetória. Essa, uma das canções que mais tive apego, que mais me acalmaram o espírito, sendo como uma marca invisível de momentos significativos, como quando colocava o filme todos os dias antes de deitar, como criança que gosta de ouvir a mesma estória por noites sem fim. "I Don't Like It Like This” é mergulhar nas primeiras horas da manhã e de ressaca em água corrente fria, na vã tentativa de lavar o passado.
Atualmente, percebo que não há músicas boas ou ruins, mas sim músicas que se encaixam exatamente nos seus sentimentos, te dizendo o que ninguém te diz, te fazendo acreditar em si mesmo quando ninguém mais acredita em você. Boa mesmo é a canção que seu coração ouve e não seus ouvidos.
Em 46 dias, cantarei junto à tantas outras vozes que precisam lavar a alma: “Já não espero mais sua chamada / Seu silêncio realmente diz tudo / Você tem seus amigos / Eu entendo / Eu não preciso de amor / Eu tenho minha banda”!
Serviço:
The Radio Dept. | 06/07 | 22h | Beco 203 | SP
Autoajuda de segunda: quebre a rotina
segunda-feira, maio 14, 2012
Um clichê sobre o tempo
Um medo se materializa: só conseguir fazer algo impulsionado por deadlines, pelos últimos minutos, em cima da hora. Uma maldição, na obscura e deprimente perspectiva negativa. Um dom, na claridade enérgica do olhar positivista.
O que é interminável, inesgotável, abundante, não nos seduz. Os prazos, os limites, o tempo curto, estes sim nos são caros. São as chicotadas que impulsionam, que transformam a mente preguiçosa em máquina criadora de soluções para os problemas da vida. É a sede que faz valorizar a água. A saudade que germina amores.
Corro por um prazo para chegar em tempo. Corro contra o tempo para degustar melhor o próprio tempo. São limites para concretizar pensamentos e sonhos.
Crio tempo e limites por acreditar que, mesmo que nada fizesse, haveria um prazo a ser cumprido: a morte, deadline literal e voraz na perspectiva negativa. Tempero que dá gosto à vida, sob a ótica iluminada de um positivismo clichê.
Foto: "Portrait of a dead boy", de Matthias Heiderich.
+ http://www.flickr.com/photos/weirdandwired/sets/72157622528680472/with/2855940666/