TEMAS MUSICAIS PARA cantar em metrópoles chuvosas

quinta-feira, maio 24, 2012

Stop Play Moon - Faking Faces

 

Não me importo com densas e gigantescas nuvens negras: só me importa saber que acima delas, o céu é sempre límpido.

 

 

Você acredita em alguém como eu?

Autoajuda de segunda: Memento Mori*

segunda-feira, maio 21, 2012

 

memento mori_deniac

 

 

 

 

*Em Latim, significa: lembre-se que vai morrer.

Risos matinais

domingo, maio 20, 2012

 

Wulffmorgenthaler Daily Strip_deniac

 

Há mais de 04 anos, diária e religiosamente, recebo o mailing da Wulffmorgenthaler Daily Strip. Todas as manhãs, piadinhas sujas, inteligentes e impagáveis despertam o riso, me jogam a (à?) força em uma ginástica/alongamento de bom humor necessária para começar o dia. Pílulas de alegria para enfrentar engarrafamentos, ônibus lotado e despertar a criatividade da vida. Recomendo.

 

 

+ http://wulffmorgenthaler.com/

Faltam 46 dias e 20 horas para...

radiodept_deniac

 

O tempo caridoso se apressa ao meu favor. Ele sabe que preciso expurgar uma vida inteira. Sabe que preciso verter suores de alegria e que preciso do ruído exacerbado para um êxtase sonoro. Porque não estou falando apenas de uma banda. Estou discorrendo sobre a representação de um pedaço da vida.

Uma música que se ama é como um bom amigo. Um grupo com várias músicas que se ama é como uma família que te envolve em beijos e afagos sem fim. Te fazem chorar, rir, pensar, caminhar. Estão coladas ao seu ouvido sussurrando as mais doces melodias, te embalando em sentimentos que elevam a alma. São os temas sonoros de uma vida que pouco se viveu e muito se sonhou.

Mas quando todos os anseios lentamente tornam-se realidade, a sensação do irreal é tátil, como um milagre vindouro que se custa a acreditar. A imaginação pula da mente e toma a forma do momento mais satisfatório de sua existência. Você é aquilo que acredita e come, não as bobagens que as línguas bífidas de um só lugar propagam. Você é um universo que se expande e o mundo é fácil de se conquistar quando se faz a coisa certa.

Na primeira fila, abrirei olhos, ouvidos e poros para estar no momento. Reafirmarei meus votos infantis: sorrirei para àqueles que estiveram comigo quando eu estava sozinho, sem perspectivas, tal qual cão rabugento sem dono, quando na escuridão da noite, me arrependi de coisas que fiz e de que não fiz. Sorrirei para àqueles que sonorizaram o vazio do meu coração, acalmaram meus aperreios e me fizeram perceber que o tempo e um dia depois do outro é tudo que precisamos para consertar as coisas.

Sabedora de solidões e vazios d´alma, Sofia Coppola, generosamente, incluiu “I Don't Like It Like This” na trilha do silencioso, contemplativo e amável “Marie Antoinette”, dando ainda mais graça à uma personagem perdida em sua própria trajetória. Essa, uma das canções que mais tive apego, que mais me acalmaram o espírito, sendo como uma marca invisível de momentos significativos, como quando colocava o filme todos os dias antes de deitar, como criança que gosta de ouvir a mesma estória por noites sem fim. "I Don't Like It Like This” é mergulhar nas primeiras horas da manhã e de ressaca em água corrente fria, na vã tentativa de lavar o passado.

Atualmente, percebo que não há músicas boas ou ruins, mas sim músicas que se encaixam exatamente nos seus sentimentos, te dizendo o que ninguém te diz, te fazendo acreditar em si mesmo quando ninguém mais acredita em você. Boa mesmo é a canção que seu coração ouve e não seus ouvidos.

 

 

Em 46 dias, cantarei junto à tantas outras vozes que precisam lavar a alma: “Já não espero mais sua chamada / Seu silêncio realmente diz tudo / Você tem seus amigos / Eu entendo / Eu não preciso de amor / Eu tenho minha banda”!

 

 

 

 

Serviço:

The Radio Dept. | 06/07 | 22h | Beco 203 | SP

 

+ http://migre.me/99qc6 

 

 

Autoajuda de segunda: quebre a rotina

segunda-feira, maio 14, 2012

BreakYourRoutine_Mikey Burton_deniac

 

...ou continue do jeito que está!

 

 

 

Ilustração: Mikey Burton

 

 

+ http://mikeyburton.com/

Um clichê sobre o tempo

deniac_Matthias Heiderich

 

Um medo se materializa: só conseguir fazer algo impulsionado por deadlines, pelos últimos minutos, em cima da hora. Uma maldição, na obscura e deprimente perspectiva negativa. Um dom, na claridade enérgica do olhar positivista.

O que é interminável, inesgotável, abundante, não nos seduz. Os prazos, os limites, o tempo curto, estes sim nos são caros. São as chicotadas que impulsionam, que transformam a mente preguiçosa em máquina criadora de soluções para os problemas da vida. É a sede que faz valorizar a água. A saudade que germina amores.

Corro por um prazo para chegar em tempo. Corro contra o tempo para degustar melhor o próprio tempo. São limites para concretizar pensamentos e sonhos.

Crio tempo e limites por acreditar que, mesmo que nada fizesse, haveria um prazo a ser cumprido: a morte, deadline literal e voraz na perspectiva negativa. Tempero que dá gosto à vida, sob a ótica iluminada de um positivismo clichê.

 

 

Foto: "Portrait of a dead boy", de Matthias Heiderich.

 

+  http://www.flickr.com/photos/weirdandwired/sets/72157622528680472/with/2855940666/

Autoajuda de segunda: o sol que te conforta

segunda-feira, maio 07, 2012

deniac_fredperry

 

Observe o céu cinza, o tempo plúmbeo, a chuva fina dilacerante.

Por acaso eles são seus pensamentos materializados ou somente a verdade do real explodindo em beleza, para o prazer de seus olhos desatentos, inchados e cansados? O que há mais para ser dito em relação aos seus pensamentos vagos, que nada adicionam, que somente te fazem perder a vontade de tudo?

Aceite o céu cinza, o tempo plúmbeo, a chuva fina dilacerante. E lá nos confins da mente, nascerá o sol morno que tanto sua epiderme frágil e seu coração sonhador desejam.

 

 

 

 

Foto: http://www.fredperry.com/

Na sexta, outro delírio felino

sexta-feira, maio 04, 2012

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Essa vai para Aisha, que mesmo sendo uma anciã felpuda e “acamada”,  tem me ensinado todos os dias a ver a vida de modo calmo e sonolento.

A curiosa mistura de Justin Bieber e Misfits

quinta-feira, maio 03, 2012

bieber_misfits_deniac

 

O nome da obra não poderia ser outra: Bieberfits, uma criação de Chris Piascik que pode ser adquirida no formato camisa, quadro, cartões e skins para i-Phone/i-Pod bem aqui http://society6.com/chrispiascik/Bieberfits_Print#

Os desejos e obsessões de "Shame"

quarta-feira, maio 02, 2012

shamedeniac

Brandon (Michael Fassbender), é um homem bem sucedido, charmoso e reina solitário em um super apartamento no centro de Nova York. Vive normalmente sua rotina sem despertar maiores suspeitas, até que sua irmã Sissy (Carey Mulligan), vai ao seu encontro para morar temporariamente com ele. Deste ponto em diante, o filme mais lança dúvidas que respostas concretas. É carregado por completo de uma energia sexy, lenta e desoladora.

Descobrimos então um cara que apesar de atraente e solteiro, é vítima de uma compulsão desmedida por sexo, não satisfazendo-se apenas com a prática, indo fundo na pornografia e encontros furtivos nas ruas.

Logicamente, não é um filme para ser assistido com a família, já que nas primeiras cenas temos um Fassbender no auge de sua forma física, completamente nu e esbanjando “tamanho” e “documento”. É, em verdade, uma história triste, desoladora e como o personagem principal, não sabemos onde isso vai parar.

Esse ar de aflição, de ruína moral, é marcado por cenas longas, paradas, quase sonolentas, necessárias para entrarmos sensorialmente na mente de Brandon, amante incontrolável, masturbador incansável até mesmo no trabalho.

É mais uma daquelas produções que todo mundo tem receio de aceitar, por tratar de um tema ainda tabu, em que o sexo é exposto sem pudores na tela. Para o consumidor comum, é mais aceitável ver pessoas serem mutiladas em séries como Jogos Mortais do que discutir algo inerente em nosso corpo.

Somos convidados a todo instante pela mídia a contemplarmos grandes massacres, mesmo em sessões vespertinas, mas o sexo, o que realmente nos faz humanos, fica na penumbra, debaixo do tapete, nas madrugadas proibidas.

Por isso, não tema, Shame é basicamente um filme sobre uma obsessão. Até mais que isso, eu diria: é sobre um poder violento que provoca prazeres inimagináveis, mas que, infelizmente, aflige a alma daqueles que o possuem.
 
 
 
 
p.s: o filme gerou polêmica até nos cartazes. Veja abaixo os proibidos na Hungria:
 
 
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shame_deniac2
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