*Em Latim, significa: lembre-se que vai morrer.
Há mais de 04 anos, diária e religiosamente, recebo o mailing da Wulffmorgenthaler Daily Strip. Todas as manhãs, piadinhas sujas, inteligentes e impagáveis despertam o riso, me jogam a (à?) força em uma ginástica/alongamento de bom humor necessária para começar o dia. Pílulas de alegria para enfrentar engarrafamentos, ônibus lotado e despertar a criatividade da vida. Recomendo.
O tempo caridoso se apressa ao meu favor. Ele sabe que preciso expurgar uma vida inteira. Sabe que preciso verter suores de alegria e que preciso do ruído exacerbado para um êxtase sonoro. Porque não estou falando apenas de uma banda. Estou discorrendo sobre a representação de um pedaço da vida.
Uma música que se ama é como um bom amigo. Um grupo com várias músicas que se ama é como uma família que te envolve em beijos e afagos sem fim. Te fazem chorar, rir, pensar, caminhar. Estão coladas ao seu ouvido sussurrando as mais doces melodias, te embalando em sentimentos que elevam a alma. São os temas sonoros de uma vida que pouco se viveu e muito se sonhou.
Mas quando todos os anseios lentamente tornam-se realidade, a sensação do irreal é tátil, como um milagre vindouro que se custa a acreditar. A imaginação pula da mente e toma a forma do momento mais satisfatório de sua existência. Você é aquilo que acredita e come, não as bobagens que as línguas bífidas de um só lugar propagam. Você é um universo que se expande e o mundo é fácil de se conquistar quando se faz a coisa certa.
Na primeira fila, abrirei olhos, ouvidos e poros para estar no momento. Reafirmarei meus votos infantis: sorrirei para àqueles que estiveram comigo quando eu estava sozinho, sem perspectivas, tal qual cão rabugento sem dono, quando na escuridão da noite, me arrependi de coisas que fiz e de que não fiz. Sorrirei para àqueles que sonorizaram o vazio do meu coração, acalmaram meus aperreios e me fizeram perceber que o tempo e um dia depois do outro é tudo que precisamos para consertar as coisas.
Sabedora de solidões e vazios d´alma, Sofia Coppola, generosamente, incluiu “I Don't Like It Like This” na trilha do silencioso, contemplativo e amável “Marie Antoinette”, dando ainda mais graça à uma personagem perdida em sua própria trajetória. Essa, uma das canções que mais tive apego, que mais me acalmaram o espírito, sendo como uma marca invisível de momentos significativos, como quando colocava o filme todos os dias antes de deitar, como criança que gosta de ouvir a mesma estória por noites sem fim. "I Don't Like It Like This” é mergulhar nas primeiras horas da manhã e de ressaca em água corrente fria, na vã tentativa de lavar o passado.
Atualmente, percebo que não há músicas boas ou ruins, mas sim músicas que se encaixam exatamente nos seus sentimentos, te dizendo o que ninguém te diz, te fazendo acreditar em si mesmo quando ninguém mais acredita em você. Boa mesmo é a canção que seu coração ouve e não seus ouvidos.
Em 46 dias, cantarei junto à tantas outras vozes que precisam lavar a alma: “Já não espero mais sua chamada / Seu silêncio realmente diz tudo / Você tem seus amigos / Eu entendo / Eu não preciso de amor / Eu tenho minha banda”!
Serviço:
The Radio Dept. | 06/07 | 22h | Beco 203 | SP
Um medo se materializa: só conseguir fazer algo impulsionado por deadlines, pelos últimos minutos, em cima da hora. Uma maldição, na obscura e deprimente perspectiva negativa. Um dom, na claridade enérgica do olhar positivista.
O que é interminável, inesgotável, abundante, não nos seduz. Os prazos, os limites, o tempo curto, estes sim nos são caros. São as chicotadas que impulsionam, que transformam a mente preguiçosa em máquina criadora de soluções para os problemas da vida. É a sede que faz valorizar a água. A saudade que germina amores.
Corro por um prazo para chegar em tempo. Corro contra o tempo para degustar melhor o próprio tempo. São limites para concretizar pensamentos e sonhos.
Crio tempo e limites por acreditar que, mesmo que nada fizesse, haveria um prazo a ser cumprido: a morte, deadline literal e voraz na perspectiva negativa. Tempero que dá gosto à vida, sob a ótica iluminada de um positivismo clichê.
Foto: "Portrait of a dead boy", de Matthias Heiderich.
+ http://www.flickr.com/photos/weirdandwired/sets/72157622528680472/with/2855940666/
Observe o céu cinza, o tempo plúmbeo, a chuva fina dilacerante.
Por acaso eles são seus pensamentos materializados ou somente a verdade do real explodindo em beleza, para o prazer de seus olhos desatentos, inchados e cansados? O que há mais para ser dito em relação aos seus pensamentos vagos, que nada adicionam, que somente te fazem perder a vontade de tudo?
Aceite o céu cinza, o tempo plúmbeo, a chuva fina dilacerante. E lá nos confins da mente, nascerá o sol morno que tanto sua epiderme frágil e seu coração sonhador desejam.
Essa vai para Aisha, que mesmo sendo uma anciã felpuda e “acamada”, tem me ensinado todos os dias a ver a vida de modo calmo e sonolento.
O nome da obra não poderia ser outra: Bieberfits, uma criação de Chris Piascik que pode ser adquirida no formato camisa, quadro, cartões e skins para i-Phone/i-Pod bem aqui http://society6.com/chrispiascik/Bieberfits_Print#
A Sony inicia hoje (02.05.2012), uma série de ré-lançamentos da banda. Já disponivel em streaming o clássico ‘Loveless', com o disco 1 (remasterizado a partir da fita original) e o disco 2 (masterizado a partir das fitas analógicas).
Ouça agora: http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2012/may/01/my-bloody-valentine-loveless-stream?
Próximos lançamentos:
"Isn’t Anything"
1 Soft as Snow (But Warm Inside)
2 Lose My Breath
3 Cupid Come
4 (When You Wake) You’re Still in a Dream
5 No More Sorry
6 All I Need
7 Feed Me With Your Kiss
8 Sueisfine
9 Several Girls Galore
10 You Never Should
11 Nothing Much to Lose
12 I Can See It (But I Can’t Feel It)
"EP’s 1988-1991":
Disco 1:
1 You Made Me Realise #
2 Slow #
3 Thorn #
4 Cigarette in Your Bed #
5 Drive It All Over Me #
6 Feed Me With Your Kiss $
7 I Believe $
8 Emptiness Inside $
9 I Need No Trust $
10 Soon %
11 Don’t Ask Why %
12 Off Your Face %
# Do EP "From the You Made Me"
$ Do EP "From the Feed Me With Your Kiss"
% Do EP "Glider"
Disco 2:
1 To Here Knows When ^
2 Swallow ^
3 Honey Power ^
4 Moon Song ^
5 Instrumental no. 2 !
6 Instrumental no.1 !
7 Glider (full-length version) &
8 Sugar +
9 Angel *
10 Good for You *
11 How Do You Do It *
^ Do EP "Tremolo"
! Distribuido gratuitamente como single de vinil com as 5.000 primeiras cópias de "Isn’t Anything".
& Lado B - do maxi de vinil "Soon (The Andrew Weatherall Mix)"
+ Lado B promocional para a França de "Only Shallow"
* Não editado anteriormente
As informações são do http://www.muzplay.net/news/43760/my-bloody-valentine-reedita-toda-sua-discografia