Confere?
Hoje, nada das bobagens habituais que costumo escrever aqui. Neste segunda, em especial, passo a bola para um velho cronista do rádio (um dos últimos, se não me engano), Salomão Schwartzman.
Ele bate ponto todos os dias na Band News FM e ouço sua bela voz e sapiência faz alguns anos. Recentemente, por falta de tempo, assinei seu podcast no celular e agora não perco uma edição.
Na última quarta-feira, como sempre dentro do ônibus lotado, em meio a um engarrafamento monumental, ouvi isso e simplesmente, tive vergonha de ter nascido nessa época sem magia, inteligência e rosto colado.
Ouça e vai entender:
Outras crônicas do Salomão: http://migre.me/8GUWD
Particularmente, prefiro essa versão do que a original.
Não é todo amor que brota sob o sol morno, na areia macia da praia. É raro sim, bem sei. Mas se acontece, é matador e você nem percebe. Quando dá por si, sua vida não é mais sua vida e no peito, há dois corações pulsando em sintonia.
Que fique bem claro: é raro, não impossível. É difícil e demora, mas vale cada segundo, cada tristeza, cada pisada em falso. É vida em fluxo, descendo montanha abaixo. Não é todo amor que brota sob as sombras sonhadoras de coqueiros gigantescos, mas se acontece, só resta aproveitar.
Almas peregrinas merecem a brisa quente do verão, as pegadas ‘quádruplas’ na areia macia da praia, o sol laranja morrendo no horizonte e a ilusão da eternidade em um instante.
Almas peregrinas merecem tudo... Só não merecem a ausência mútua!
"Se você repete uma mentira muitas vezes ela se torna uma verdade político"
De pé, no matinal ônibus cheio e diário, me deixo levar dali não por uma imaginação fértil, nem alguma técnica oriental de concentração, mas simplesmente por meus já sagrados headphones e as diversas músicas que se misturam a podcasts de noticiários dentro da memória flash do celular.
As melhores notícias falam de filmes do momento e os vinhos de nomes incompreensíveis que jamais tomarei. As piores sempre se referem à política e os deputados sanguessugas que sepultam a vontade de ser brasileiro.
Todos os dias, um novo escândalo nasce como uma mosca no lixo e de tão comuns, já não espantam. Na real, o próprio sistema se bem analisado, mesmo que corra tudo certo é injusto e revoltante: bons salários, regalias diversas e outros pontos que nos convidam ao regurgito (ah, não posso usar essa palavra porque você e o povo a desconhece e pareço pedante? Quando querem saber quem estuprou quem naquele programa, não buscam de imediato? Faça o mesmo!).
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Gatos vocês sabem, são aqueles felinos felpudos que ronronam em seu ouvido quando nos deitamos na cama. Jedis (lê-se jedais) são personagens fictícios da série americana Star Wars. Nos dias loucos que se seguem, esses dois meus “amores” surgem unidos no lamaçal da cultura pop graças a cultura do remix. Desse modo, buscar gifs, vídeos e fotos de gatos e seus sabres laser Jedi são, nas horas vagas, um passatempo preferido.
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"Escreva bêbado, edite sóbrio" - Ernest Hemingway
Quem diz que adora escrever mente. Escrever bem é difícil. Escrever bem é suar. É pensar da melhor maneira, de modo criativo e atraente, mesmo que seja a pior bobagem do mundo. Há pessoas que alardeiam por aí dizendo que “escrever é uma delícia”, como se fosse um simples ato onanista (ah, você também não sabe o que é onanismo? Agora punheta você sabe, né?).
Escrever é uma droga e dá um trabalho absurdo. Escrever faz suar a camisa e há de se treinar muito para ser o cão chupando manga. Escrever quase dói, tal qual como dizem ser um parto. Escrever é ato árduo e muita gente mente ao dizer o contrário.
Agora, bom mesmo é ver o que foi escrito. Bom mesmo é curtir seu textinho feito, flutuando na tela. Pois escrever de fato, é como um pai coruja na maternidade: seu rebento deu trabalho para nascer e é feio pá caralho, mas foi ele que fez e o exibe com muito amor e orgulho!