É ou não é?
Adora ciência, ficção científica, tecnologia e games. Tal qual Danica McKellar, espera formar-se com suma cum laude em matemática pela UCLA e ter um teorema parcialmente com o seu nome. Atualmente, é motivo de paixonites e luxações nos punhos de diversos nerds adolescentes da escola.
A leitura é sexy, garotada!
A dupla dinâmica Batman e Robin é, com toda a certeza, os personagens mais parodiados no mundo dos quadrinhos. Algumas chacotas são horríveis, de “altíssimo péssimo gosto”, ao passo que outras são tão cheias do mais puro nonsense juvenil, que conseguem chegar ao patamar de geniais, inventando até um novo gênero de humor.
Hoje, fuçando aqui e ali nessa “minha internet”, encontro uma homenagem realmente digna, criada pelo o artista Brodie H. Brockie. Ele fez diversas releituras de capas clássicas da história do rock, fazendo uma mistura pop mui criativa com a dupla de heróis e os roqueiros mais doidos que se tem notícia.
Essa ilustração aí de cima é a minha preferida e chama-se “Bat-Goo”. O nome, claro, óbvio e evidente, é uma brincadeira com “Goo”, a jóia mais famosa da “Juventude Sônica”. Se ficou curioso, veja outras capas com The Who, Nirvana, The Police, etc, clica: http://friendlyneighborhoodbrodie.blogspot.com/search/label/batman%20and%20rockin%27
A revista SPIN selecionou o que de melhor será lançado no universo da música durante este “inverno lá deles” e não deixou de fora o hype do momento: Lana Del Rey.
Alguns tem feito boquinha torta para a menina, duvidando de seu talento com argumentos diversos, mas querendo ou não, a moça tem chamado cada vez mais atenção e não estranhe quando o Zeca Camargo fazer alguma reportagem idiota colocando-a na mais alta e distante constelação.
Apesar de todo esse frisson, sigo firme com a garota, que vai dar a luz ao seu “Born to Die” no final desse mês. E fico feliz de estar acertando, mesmo sem querer, em meus palpites musicais, quando o assunto é sons que talvez vinguem na cabeça das pessoas.
Acertei com Lana e espero continuar acertando em outros sons obtusos prestes a explodir. É uma brincadeira massa tentar descobrir o futuro!
Mas sim, vai lá no site e vê o resto das promessas: http://www.spin.com/articles/spins-25-winter-albums-you-gotta-hear?page=0%2C0
Ainda sem data para estrear no Brasil, "The Run Diary" traz mais uma vez a competente atuação do ator Johnny Depp na pele do jornalismo gonzo Hunter S. Thompson (1937-2005).
Sei que vocês estão cansados de saber do que o filme trata, mas para os desavisados, a história narra a passagem de um jornalista beberrão e decadente chamado Paul Kemp (Depp) pela Porto Rico dos anos 1950. Depp já viveu outro alter-ego de Thompson, Raoul Duke, no filme de Terry Gilliam Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas, 1998).
Como vocês também sabem, Thompson é meu guru e influenciador, a ponto de ter neste blog, uma tag exclusiva a sua delirante pessoa: http://deniac.blogspot.com/search/label/gonzo
De lambuja, já estou com a capa e o conteúdo da trilha original:
Lakeshore Records
The Rum Diary (Original Motion Picture Soundtrack)
Out digitally on 10/25 / CD available 11/29
01. Volare (Nel Blu Di Pinto Di Blu) – Dean Martin
02. Rum Diary – Christopher Young
03. Suckfish and Snake – Christopher Young
04. Mother of Balls – Christopher Young
05. Chenault – Christopher Young
06. Flagged Me Smiling – Christopher Young
07. Pink Jelly Remains – Christopher Young
08. Rockin’ on Rooster (With My Dead Monkey’s Mother) – Christopher Young
09. Sweat Bee – Christopher Young
10. Cock-Of-The-Rock – Christopher Young
11. Black Note Blues – Christopher Young
12. My Car the Cockroach – Christopher Young
13. Neon Popsicles – Christopher Young
14. Hefti-Tefti – Christopher Young
15. He Must Be a Sadist – Christopher Young
16. Puerto Rican Piss-Off – Christopher Young
17. Whacking a Salesman – Christopher Young
18. The Biggest Crook in New Jersey – Christopher Young
19. Desperate Drunks and Postcard Loons – Christopher Young
20. The Mermaid Song (Instrumental) – Johnny Depp
21. What About El Monstruo? – JD Band
22. Roll Out the Roosters – JD Band
23. Kemp in the Village – Johnny Depp and JJ Holiday
24. The Mermaid Song – Patti Smith
Finalmente a sexta, vindoura como sempre, trazendo consigo o alívio imediato para almas cansadas. Para alguns, mais um dia como qualquer outro, mas para outros, espíritos malignos zombeteiros espreitam a cada esquina. Explico:
Considerado um número de infortúnio segundo a numerologia, o 13 impera nesta sexta-feira, a primeira de uma série de 03 durante este ano de 2012. Diz a lenda que, em uma data como esta, Jesus foi crucificado, tornando assim um dia de azar. O evento, cheio de misticismo e do sobrenatural, criou um novo medo quase irracional nas pessoas, o Triscaidecafobia, que é o medo do número 13.
Uma variação desta fobia, que tem uma relação mais profunda com a sexta-feira 13 é chamada de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia, um puta nome assustador que surgiu de outra lenda, em que a deusa do amor e da beleza Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira), prometeu vingança as tribos nórdicas e alemãs, já que estas se converteram ao cristianismo. Friga, passou a ser uma bruxa temida, reunindo-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio para rogarem pragas aos humanos.
Pessoalmente, acho que a realidade diária tem terrores muito mais palpáveis, que me preocupam de verdade. Coisas como a morte, a violência sexual contra crianças e a proliferação de drogas pesadas tal qual a Krokodile. O mundo que ferve bem na porta de sua casa é extremamente mais assustador que qualquer praga demoníaca.
Mas para quem põe sua força e energia neste tipo de pensamento (o que acaba sendo real de certa forma), todo cuidado é pouco. Afinal, o que o “coração” vê, a mente acredita.
Ilustração do Jason Playmobil: http://www.flickr.com/photos/amadgunslinger/
Hoje (12.01.2012) é o segundo aniversário do devastador terremoto que matou cerca de 300.000 pessoas no Haiti. E se você acha que as coisas mudaram por lá, está muito enganado. Somente metade do entulho foi limpo e a “reconstrução” perdura até hoje.
Enquanto os noticiários alardeiam sobre a “crise” na Europa (colapso de europeu deve ser viver sem geléia nas torradas ou um bom pinot na adega), um relatório divulgado esta semana pelo presidente Michel Martelly, diz que cerca de 4,5 milhões sofrem com a escassez de alimentos, 60% da população estão sem trabalho, 800 mil vivem sem eletricidade, 500 mil continuam sem saber ler nem escrever e 08 entre 10 pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia. Miséria, meu irmão, muita miséria!
A tragédia originou um fenômeno de imigração em massa ao Brasil que pode ser comparado aos êxodos do início do século 20. O Ministério da Justiça calcula que, nestes dois anos, cerca de 4.000 haitianos tenham cruzado a fronteira de países vizinhos ao Brasil e alcançado municípios dos Estados do Acre e do Amazonas.
De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, há cerca de 4 mil haitianos no Brasil e cerca de 1,6 mil já estão em situação regular. A situação será definida por resolução do Conselho de Imigração do Ministério do Trabalho. Quem chegar depois da edição da resolução não será beneficiado.
O que me preocupa é que, em um país como o nosso, onde os próprios brasileiros rejeitam brasileiros, imagina o que esta pequena multidão não vai sofrer?
Sei que não posso fazer muita coisa daqui por esse povo, mas não custa lembrar que o país continua desolado e que ainda há um caminho e tanto para percorrer nos seus esforços de recuperação. Vamos ver se a grande mídia ainda lembra desse fato e desperte algum sentimento em quem realmente tem o poder nas mãos.
Na sequência, imagens disponibilizadas por agências de notícias:
Thony Belizaire / AFP / Getty Images
Swoan Parker / Reuters
Swoan Parker / Reuters