M83 - Midnight City
Vai, corre e baixa. Essa está no mais recente álbum, “Hurry Up, We’re Dreaming”!
M83 - Midnight City
Vai, corre e baixa. Essa está no mais recente álbum, “Hurry Up, We’re Dreaming”!
Aqui mesmo, agora mesmo.
Há outro momento melhor para fixar na alma um sonho? Ainda mais sabendo que tudo é variável e transitório?
Acumulando coragem na medida certa para finalmente fechar os olhos e mergulhar com tudo no meio do turbilhão urbano.
Nada melhor que o saber "JackSheppardiano" de estar entre eles, mas não ser um deles.
Pois afinal, se eu mesmo não me sentir uma ave de rapina consciente do meu poder de ganhar os céus, quem fará?
Serei qualquer tipo de falência, mas nunca uma galinha e sua extraordinária incapacidade (que não é o não voar, mas sim a inabilidade de elevar sua cabecinha tonta para o alto e contemplar o céu).
Ilustração - capa da edição nº 06 da revista IdN, que tratou da revolução executa por designers com 20 e poucos anos nascidos no boom tecnológico.
Ouvir um Bowie zumbi.
Entrar em um tubo apertado.
Se espatifar no palco com o cantor.
(http://www.youtube.com/watch?v=zF_WvWzEQR4)
Curtir umas abelhas no corpo.(Richard Avedon)
Comer de mostrando a calcinha. (Ellen von Unwerth)
E finalmente, dia de sair por aí comendo cão, gato e passarinho, mas não necessariamente nessa ordem, pois sexta não é dia de nenhum tipo de ordem. Sexta e dia de delírio!
The Cure from shootmefashion.net .
Vídeo da marca de roupas turca Shoot Me Fashion em que, através de uma produção conceitual, expõe suas criações. É como uma espécie de comercial de alto nível, que seduz, logicamente, pela imagem: uma garota, como se doente, agoniza em cama de hospital. Sua enfermidade? A nudez!
Na medida que é medicada, sara. Peças vão surgindo no seu corpo a cada tomada e pouco a pouco ela se compõe, como em um strip às avessas. Então, é nesse ponto que se percebe o momento mais fantástico: o que a roupa esconde, de imediato se cria o desejo!
Não à toa e consciente disso, o semiótico que dá título à esse post, Roland Barthes, um dia falou: "Nudez, vestuário natural da mulher!".
O que me resta a fazer se não apenas concordar!
Gosto de ler meus livros na cama. É um vício bom, agradável, que me conduz ao relaxamento. Limpa as ideias antes de cair no sono, até me esquecer de tudo. Leio de modo sereno, no silêncio da noite, absorvendo detalhes e palavras, criando imagens na tela da mente. É como um boi que mastiga e rumina o capim bem devagar, na tentativa de sugar todos os nutrientes possíveis.
O resultado imediato desse “método” é que a obra vai direto para o coração. De lá, junta-se ao sangue, percorre todo o corpo. Deixa pelo caminho trechos da história lida e não demora muito para misturar-se à alma. Eterniza-se nos confins inconscientes, a ponto de confundir as minhas e as memórias lidas. Assim, autor e personagens passam a ser íntimos, em uma estranha simbiose que é difícil de descrever.
Por isso, o quadrinista Caeto, através do seu “Memória de Elefante” (Quadrinhos na Cia., 2010), tornou-se um amigo próximo; compartilhamos juntos algumas garotas, a vida noturna paulistana, a falta de grana, os empregos medíocres, as dormidas em espeluncas fétidas, além de criar um cachorro louco (mas amigo) e ver um pai sendo pouco a pouco ser desconfigurado pelo vírus HIV.
Caeto dividiu comigo e com o resto dos leitores, momentos delicados/particulares da sua vida e de sua família. Desnudou-se por completo, como se tudo o que viveu fosse um abismo no qual se joga sem medo e pudores.
Escreve/desenha com vontade, transformando sua vivência em arte de ler, ver e sentir. Como uma espécie Charles Bukowski das HQ´s, é ríspido no traço, mas a poesia é latente e impossível de não ser vista por olhos mais sensíveis.
Saiba que, se um dia você for ler “Memória de Elefante”, terá nas mãos mais do que um calhamaço de papel, mais do que páginas impressas, mais do um grande livro de capa dura que pesa um pouco na mochila.
Você terá nas suas mãos nada menos que o peso da vida de Caeto, um cara real que enfrenta seus monstros com a sua melhor habilidade: a arte de contar histórias em quadrinhos de modo visceral e sincero, as melhores “tintas” para um artista transformar significativamente sua própria vida.
p.s: na última sexta (07/10), eu e Jéssica participamos na Livraria Cultura (Teatro Eva Herz) do Bate-Papo "Quadrinhos Biográficos", com Caeto, Toni Rodrigues e Laudo Ferreira. Lá, aproveitamos o ensejo e praticamos a milenar arte da tietagem.
Eu quero. Eu posso. Eu crio.
Um sonho. Realizar um desejo. Um mundo.
Instruções: leia na ordem que sua percepção achar correta.