Uma estranha cena que perdura na mente
domingo, outubro 16, 2011
Sexta é dia de...
sexta-feira, outubro 14, 2011
Ouvir um Bowie zumbi.
Entrar em um tubo apertado.
Se espatifar no palco com o cantor.
(http://www.youtube.com/watch?v=zF_WvWzEQR4)
Curtir umas abelhas no corpo.(Richard Avedon)
Comer de mostrando a calcinha. (Ellen von Unwerth)
E finalmente, dia de sair por aí comendo cão, gato e passarinho, mas não necessariamente nessa ordem, pois sexta não é dia de nenhum tipo de ordem. Sexta e dia de delírio!
Momento Roland Barthes: A cura
quinta-feira, outubro 13, 2011
The Cure from shootmefashion.net .
Vídeo da marca de roupas turca Shoot Me Fashion em que, através de uma produção conceitual, expõe suas criações. É como uma espécie de comercial de alto nível, que seduz, logicamente, pela imagem: uma garota, como se doente, agoniza em cama de hospital. Sua enfermidade? A nudez!
Na medida que é medicada, sara. Peças vão surgindo no seu corpo a cada tomada e pouco a pouco ela se compõe, como em um strip às avessas. Então, é nesse ponto que se percebe o momento mais fantástico: o que a roupa esconde, de imediato se cria o desejo!
Não à toa e consciente disso, o semiótico que dá título à esse post, Roland Barthes, um dia falou: "Nudez, vestuário natural da mulher!".
O que me resta a fazer se não apenas concordar!
Memórias de um jovem velho
terça-feira, outubro 11, 2011
Gosto de ler meus livros na cama. É um vício bom, agradável, que me conduz ao relaxamento. Limpa as ideias antes de cair no sono, até me esquecer de tudo. Leio de modo sereno, no silêncio da noite, absorvendo detalhes e palavras, criando imagens na tela da mente. É como um boi que mastiga e rumina o capim bem devagar, na tentativa de sugar todos os nutrientes possíveis.
O resultado imediato desse “método” é que a obra vai direto para o coração. De lá, junta-se ao sangue, percorre todo o corpo. Deixa pelo caminho trechos da história lida e não demora muito para misturar-se à alma. Eterniza-se nos confins inconscientes, a ponto de confundir as minhas e as memórias lidas. Assim, autor e personagens passam a ser íntimos, em uma estranha simbiose que é difícil de descrever.
Por isso, o quadrinista Caeto, através do seu “Memória de Elefante” (Quadrinhos na Cia., 2010), tornou-se um amigo próximo; compartilhamos juntos algumas garotas, a vida noturna paulistana, a falta de grana, os empregos medíocres, as dormidas em espeluncas fétidas, além de criar um cachorro louco (mas amigo) e ver um pai sendo pouco a pouco ser desconfigurado pelo vírus HIV.
Caeto dividiu comigo e com o resto dos leitores, momentos delicados/particulares da sua vida e de sua família. Desnudou-se por completo, como se tudo o que viveu fosse um abismo no qual se joga sem medo e pudores.
Escreve/desenha com vontade, transformando sua vivência em arte de ler, ver e sentir. Como uma espécie Charles Bukowski das HQ´s, é ríspido no traço, mas a poesia é latente e impossível de não ser vista por olhos mais sensíveis.
Saiba que, se um dia você for ler “Memória de Elefante”, terá nas mãos mais do que um calhamaço de papel, mais do que páginas impressas, mais do um grande livro de capa dura que pesa um pouco na mochila.
Você terá nas suas mãos nada menos que o peso da vida de Caeto, um cara real que enfrenta seus monstros com a sua melhor habilidade: a arte de contar histórias em quadrinhos de modo visceral e sincero, as melhores “tintas” para um artista transformar significativamente sua própria vida.
p.s: na última sexta (07/10), eu e Jéssica participamos na Livraria Cultura (Teatro Eva Herz) do Bate-Papo "Quadrinhos Biográficos", com Caeto, Toni Rodrigues e Laudo Ferreira. Lá, aproveitamos o ensejo e praticamos a milenar arte da tietagem.
TEMAS MUSICAIS PARA ouvir às 4h da manhã
segunda-feira, outubro 10, 2011
Autoajuda de segunda: milagre ou desastre?
Eu quero. Eu posso. Eu crio.
Um sonho. Realizar um desejo. Um mundo.
Instruções: leia na ordem que sua percepção achar correta.
R.I.P Steve Jobs
quarta-feira, outubro 05, 2011
“Eu lhe desejo o melhor, desejo mesmo. Eu só acho que ele e a Microsoft são um pouco limitados. Ele seria um cara mais aberto se tivesse usado LSD por uma vez, ou feito um ashram [peregrinação espiritual] quando ele fosse mais novo.”
-
Jobs, sobre Bill Gates, New York Times, 1997.
Discotecando imagens
terça-feira, outubro 04, 2011
O mesmo é com a música: semelhanças entre as canções/batidas/climas/temas e uma pitada de inusitado para quebrar os parâmetros.
E como na cultura djing, na web é igual: use o que quiser, dando os devidos créditos.
É bonito, é adulto, é 2.0
Sacou?
Ah, antes que esqueça: as fotos tem crédito. Clique nelas!
David Lynch e o seu primeiro álbum solo
Crazy Clown Time será lançado no próximo mês e todos perguntam: o que esperar?
Talvez um som charmoso, lento e louco. Ao menos é o que indicam os teasers disseminados na web.
Caso queira ter uma noção do que vem em forma de som da estranha e emblemática mente do velho Lynch, é só ouvir o áudio abaixo.
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Vi a notícia no Dangerous Mind.