Um pause… E daqueles!

quinta-feira, julho 14, 2011

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“Para ganhar experiência, você precisa passar por momentos bons e ruins. Como você “pode crescer se as suas experiências são sempre as mesmas? Qualquer coisa que acontece, boa ou má, pode ser construtiva no final - contanto que você aprenda algo útil com ela. Então, quando você enfrentar as dificuldades, não se sentirá tão mal!” - Gyalwang Karmapa Ogyen Trinley Dorje

 

(poderia ser “o fim”, mas é só “um tempo”.)

Uma chuva

quarta-feira, julho 13, 2011

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"Ela está bem ao meu lado. Dorme, cabeça recostada em meu ombro. Estamos no banco traseiro de um táxi qualquer. Viro-me para sentir seu cabelo próximo ao meu nariz. Respiro fundo e delicadamente. Há uma consistência macia, um cheiro forte de xampu e condicionador, uma energia como se estivesse vivo.

Toco com as pontas de meus dedos. Ele escorre pelo seu rosto, pela sua pele, pelos seus 17 anos ainda não completados. Um cabelo vivo e belo. Um sonho noturno com odores de rosas que desabrocham ao sereno, enquanto todos dormem, sorvendo a madrugada fria sob o comando da Lua.

O táxi vai devagar. Não, não que seja devagar, ele parece voar, isso sim. Parece não ter nenhum atrito com o asfalto. O mundo lá fora, todo em câmera lenta. O vento sopra delicado. Ela dorme no meu ombro. Um sonho sonhando.

Ela torna tudo diferente ao redor. É capaz de transformar o comum em algo precioso e raro. E é através do vidro da janela do taxi que vejo o mar na escuridão. Suas ondas quebram dentro dessa noite encantada. Eu me sinto bem, eu já disse, ela é um sonho. Não me canso. Um sonho de um solitário, de um coração tal qual pássaro sem pernas, cansado de voar, louco para pousar na segurança de uma palma da mão tranquila. E ela, com seu cabelo vivo, está ao meu lado. E ela, quem sabe, pode salvar minha alma suja.

Então, a suave noite vai mudando. Do céu caem gotículas de chuva fria. Fina e fria. Pequenos anjos errantes, caindo de nuvens gordas e distantes. Aglomeram-se e escorrem pelo carro. Lavam a cidade e suas feiúras. Banham as ruas com uma calma passageira... Justamente nesse momento ela acorda.

Coça os olhos e ergue-os até meu rosto. Ela ri com o meu riso. Suas pupilas, de tão negras e reluzentes, podem refletir meu rosto bobo. Abraço-a ainda mais forte. Trago ainda mais para perto, sua cabeça dorminhoca.... Como se em vão quisesse misturar seus pensamentos aos meus. Transformar nossos pequenos universos, tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes, em um só.

Ela se desculpa pelo rápido cochilo. Eu só consigo rir. A casa dela se aproxima. Beijo-a longamente pela ultima vez nessa noite e na vida. Desço do táxi para me despedir. Seu vestido longo e negro dança com o vento. A chuva cessa e as estrelas brilham. Ela diz “Tchau”. Nossos lábios se tocam rapidamente. Então penso naquela canção favorita. Mas ela nunca toca quando se precisa. O jeito é imaginá-la. Tocando, tocando e tocando. Repetidamente.

Assim, lá vai ela. Sonho vivo e real. Sobe as escadas até o portão. Abre-o e some dentro de seu lar. Volto para o mesmo lugar no carro. O assento do banco ainda quentinho, quentinho...

O motorista me leva para casa. Categorizo em pensamentos esse momento como puro. Singelezas que a vida moderna oferece muito raramente para pessoas que pensam viver em vídeoclips... Como eu.

Segundos, um por um, serão lembrados em exaustão. Guardados para dias quentes e difíceis.

Meus olhos se fecham. As ruas passam e passam. Ruas bonitas em seu inicio e feias no final. Uma graduação que vai do “alto”, partindo de seu bairro, até o “baixo”, chegando ao meu. Milhares dessas ruas separam nossas vidas. Milhares de costumes, de amigos, de pertences, de tipos de comida, de lugares que se viaja, de escolas que se estuda, de futuro perfeito imaginado por pais com sobrenomes importantes separam nossas vidas. E ao abrir os olhos, essa noção de realidade desprende-se em forma de olhos úmidos.

A chuva desprende-se do céu mais uma vez. E o mundo já não era assim tão belo. Molhava o asfalto de leve e eu via as luzes refletidas, não das estrelas, mas dos postes e carros. E para cada gota que caia gelidamente do céu, existia um motivo para se meter as mãos nos bolsos e sentir o frio que não existia.

Um frio que emanava de algum lugar do corpo, de algum arrependimento, da lembrança de qualquer evento que ocorreu de forma insana e imprevista.

Sei lá, só um frio.

Mas bom mesmo era sentir com saudades, sim, já com saudades, o gosto de seus pequenos lábios misturados aos meus... E de repente pensei que dias tristes não tardariam em nascer.

Mas o agora, este agora divino e mágico, em breve vai refrigerar as agonias futuras. E eu vou guardá-lo para sorrir mansamente... Como nesse momento. Mesmo com o salgado gosto das lágrimas tentando afogar o meu sorriso pálido, marcado pelo ferro quente da mais completa satisfação.

 

E como disse, eu nunca mais a vi".

 

 

Ilustração: "Rain", de Gerard Russo

 

+ http://www.gerardrusso.com/

Autoajuda de segunda: sendo o impossível

segunda-feira, julho 11, 2011

deniac-Perris Knox - JUMP. With Courney Hope.Honey Deer

 

Com Walter Bagehot aprendi: o grande prazer da vida é fazer o que as pessoas dizem que você não pode fazer.

Por minha conta acrescento: seja! Mesmo quando as línguas bífidas disserem o contrário.

 

Foto: "JUMP With Courney Hope", de Perris Knox

 

+ http://happysomethings.wordpress.com/2010/08/11/jump-with-courney-hope-honey-deer/

Quando um gif te faz rir

segunda-feira, julho 04, 2011

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Neste bloquinho de anotações virtual em que tudo cabe (menos a tal penteadeira, faça-me um favor!), é assim: quando um gif animado aparece, serve como pequenas pílulas para seguir em frente, ainda que a vida malhe a dura cerviz.

 

Vamos nessa, com tudo, mesmo que nos reste miúdos e sem fôlegos “he he he`s”!

TEMAS MUSICAIS PARA quem não conseguiu se desvencilhar dos anos 80

                                                

                                              

 

        Destroyer - Kaputt

 

 

 

De qualquer modo, nunca nos desvencilhamos daquilo que marca nossas vidas. E mesmo que diferente, o futuro sempre vai ser igual ao passado.

 

 

 

 

 

O pequeno Bakula Gopal diz que a sexta vai ser...

sexta-feira, julho 01, 2011

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Quem ousa duvidar do pequeno Gopal?

"Meia-noite em Paris" e algumas frases novas de...

quarta-feira, junho 29, 2011

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Baixinho, esquisito e gênio. Faria tudo para ter acesso ao seu cérebro, as divagações de sua mente, conhecer e sugar a essência que o faz ser tão especial. Seus filmes, seus livros, sempre me inspiram. Levam-me a refletir, a pensar fora do eixo e dos padrões.


Em suas histórias, transforma ocasiões antes vistas como terríveis, em algo irônico, mais brando de lidar. Tudo pela simples aceitação do estado das coisas. Algo que me faz ligar ocasionalmente o famoso modo “dane-se” (para não dizer outras palavras mais sujas) perante a vida.


Então, esses dias, lendo notas aqui e ali sobre sua nova produção (Meia-Noite em Paris, filme que contêm todos os ingredientes que adoro - amor cômico, sensação de deslocamento e viagens no tempo), conheci um pouco mais sobre a rotina do mestre e algumas opiniões suas ao filme,que me disseram muito: refletem exatamente seu “negativismo divertido” perante este mundo fútil dos infernos.
 
Ei-las:
 
 
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“Não tenha ideia do que seja um Twitter. Mas Facebook o conheço, porque vi o filme e gostei.”
 
 
 
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"Não tenho um processador de texto; não sou uma pessoa que goste de dispositivos tecnológicos. Ainda escrevo em uma antiga máquina de escrever."
 
 
 
 
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“Se você é uma pessoa infeliz, por qualquer razão – o que se aplica a praticamente todo mundo - , então um deslocamento geográfico ou no tempo não vai resolver sua situação”.
 
 
 
 
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“Você pode desviar sua atenção da morte com esportes, com sexo, colecionando selos, qualquer obsessão que seja. Em meu caso, é o trabalho. Eu desvio minha atenção trabalhando muito, tocando clarinete e fazendo coisas que não têm sentido real nenhum, mas me mantêm ocupado”.
 
 
Uma personalidade que certamente sempre vou admirar.... E imitar!
 
 
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"Talento é sorte. O importante na vida é coragem".



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Sem pudores para a leitura

terça-feira, junho 28, 2011

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" A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. O pudor vale para a sensibilidade como o obstáculo para a energia." Fernando Pessoa In "Livro do Desassossego".

 

Precisa dizer mais?

 

Ah sim, precisa: a leitura é sexy, meu amigo!

 

 

 

 

 

Daqui: http://umsonhochamadomatilde.blogspot.com/2008_10_01_archive.html

CUCETA - A Cultura Queer de Solange Tô Aberta

segunda-feira, junho 27, 2011

 

Meu caríssimo, antigo e eterno professor de ciberjornalismo, Claudio Manoel, produziu recentemente, um Webdocumentário tratando "dos bastidores do show, ideias e a filosofia queer do duo Solange tô Aberta", de Salvador, Bahia, Brasil.

A sinopse do vídeo, dispensa as minhas palavras: "Seriedade, sarcasmo, ironia, anarquia e cultura gay. A defesa do corpo livre, sem formato social".

 

 

 

Assista sem preconceitos!

Autoajuda de segunda: características de uma vida incrível

 

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Esteja ciente do que quer, vivendo os seus ideais de perfeição, de sucesso ou vitória. Não viva os sonhos alheios. A vida não precisa ser perfeita para ser incrível.

 

 

 

 

Ilustração: Nanguazi

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