TEMAS MUSICAIS PARA geeks enamorados

domingo, março 27, 2011


Um passinho esquisito pra cá, outro passinho estranho pra lá, e todas as garotas do dancefloor cairão aos seus pés!

Ideias, criatividade e David Lynch


“Idéias são como pescar: você precisa de isca e anzol. Se você quiser pegar um peixe pequeno, você não precisa ir muito longe. Por outro lado, se quiser pegar um peixe grande, você tem que ir fundo.
Um desejo é como uma isca.
Focar/Concetrar-se em alguma coisa é como colocar a isca no anzol. Se sua consciência/preocupação está aumentando você pode ir mais fundo. E o que vêm das profundezas é grande, puro, poderoso e abstrato. Tudo o que você puder fazer para aumentar a capacidade de “pegar o peixe grande” é válido. Eu estou procurando peixes que possam se traduzir no cinema. E eu sei que eles existem”.




Na sexta, é só delírio!

sexta-feira, março 25, 2011


Mixed media illustration of Thom Yorke


Vocalista do Radiohead, nos traços eletrônicos de Zso (aka Sara Blake), designer e ilustradora de Nova York.


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Rock You in a Tatami Room 

As meninas, os animais selvagens e a imaginação nonsense deYumiko Kayukawa


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Keep-dreaming/Dare-to-dream
Mantenha-se nos sonhos com Lim Heng Swee


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Setting off
Navegue nas paragens etéreas de Gatz ou Guilherme Maueler


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Goin under

Continue submerso no infinito com Gatz


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De Beijing para o mundo, Zhang Wen (do coletivo Chinese comic book) manda seus traços oníricos.


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Water Kiss
Uma das melhores fotos do mundo não tem autor?


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Para finalizar, as delícias bizarras de Jason Levesque

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E por hoje é só, pessoal!







Enquanto isso, na Bahia: 29a. Bienal de São Paulo

quinta-feira, março 24, 2011

 

Começa nesta sexta-feira (25/03), a aguardada itinerância da 29a. Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Moderna da Bahia. A abertura acontece às 19h, mas a visitação ao público inicia no sábado, 26/03, indo até 29 de maio.

A exposição aconteceu em São Paulo no período de setembro até dezembro de 2010. Tem como ponto reflexivo as relações entre arte e política, como se relacionam.

Uma grande momento a se visitar na exposição, é a galeria 03, dedicada ao artista Anri Sala. O albanês se destaca pela obra “Le Clash”, no qual som, luz, cor e arquitetura formam “lugares sociais, espaços de ação e de lembrança”.

Para ser mais claro, “Lê Clash” é vídeo que mostra uma casa de shows punk abandonada em Bordeaux, na França. Interessante como ele pensa um lugar, de como uma rua, uma casa ou um club, como é o caso, é capaz de reter memórias do passado e das pessoas que ali estiveram.

Assim, ouve-se trechos de Should I Stay or Should I Go?, do The Clash, tocando de modo suave, como ecos de um tempo que passou, como uma memória de paredes e assoalhos que foram, literalmente, palco de muitas histórias.

Assista a um trecho de "Le Clash":





TEMAS MUSICAIS PARA relacionamentos rompidos







Se não gosta, seja sincero e caia fora. Ou faça uma linda canção que explique tudo, assim como o velho Mayer aí fez!

Sexo grátis?

Pergunte-me como!

sexo gratis

 

Um caderninho, um rabisco e um buraquinho na areia, quem diria… Juntos, têm o poder de total falência da moral e dos bons costumes!

(S)Pray for Japan in Salvador: reze pelo Japão

quarta-feira, março 23, 2011

 
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O (S)Pray for Japan in Salvador (Bahia), foi uma ação coletiva de Street Art articulada por Júlio Costa, na qual grafiteiros juntaram forças e criatividade para realizar uma homenagem às vítimas das recentes tragédias acometidas ao Japão.

Foi ao mesmo tempo, arte como prece e protesto, em favor da vida e contra o uso de energia nuclear. Uma bela reflexão silenciosa exposta nas paredes da Ladeira que dá acesso ao Vale do Canela, por meio da linguagem universal que é a expressão gráfica.

 
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Outras fotos: Visioponto. 
 
No vídeo abaixo, uma síntese do momento:

Outros vídeos podem ser vistos neste link.
 
 
 












Orkut: excluir ou não?

Está em dúvida? Siga o fluxograma!

AhoradesairdoOrkutéagora

Um pause para reconstruir

quinta-feira, março 17, 2011

"The sky above the port was the color of television, tuned to a dead channel".

(O céu do porto tinha a cor de uma TV ligada num canal fora do ar)


William Gibson, Neuromacer

 

Mantras zen-budistas ecoam de modo calmo em autofalantes envelhecidos. Embalam o fim do dia horrorosamente quente que se passou. Enquanto o corpo desfalece devagar no sofá, a mente conecta-se veloz ao mundo subconsciente.

Desligado de tudo o que existe por alguns minutos, o pensamento se extingue, dando espaço a um vazio relaxante que emula uma sensação de leve flutuar por um éter invisível. Nesta realidade, passageira mas intensa, as luzes da sabedoria se acendem milagrosamente.

Iluminam caminhos inesperados, que jamais seriam escolhidos. Dão alternativas certas, mostrando a cegueira da razão. Beijam nossas cabeças confusas e assopram boas idéias criativas. Sorriem silenciosas entre as densas nuvens eletroquímicas do cérebro.

Ao despertar, voltando para o concreto, percebemos finalmente, que o menos é mais, o pouco é muito e o vazio a tudo preenche.

Percebemos ainda que em nossas vidas, corridas e desgastantes, a simbologia do botão “pause” se faz mais que necessária. Os mantras se interrompem. O mundo parece melhor.

Desconecte-se e ouça o silêncio.

 

 

 

Television Sky by Lowlight on Mixcloud

Na sexta, um delírio... De carnaval

sexta-feira, março 04, 2011




Em pleno carnaval, em meio as serpentinas e os sorrisos coloridos, o poeta Manuel Bandeira criou em sua infinita genialidade, o poema mais gótico que já li em minha vida. Um casal vestido de negro, com ares “lúgubre, lúgubre”, passeando em meio a uma multidão ensandecida pela felicidade momesca. 


Foto: Suchet Suwanmongkol

 








Sonho de uma terça-feira gorda


Eu estava contigo. Os nossos dominós eram negros,

[ e negras eram as nossas máscaras.

Íamos, por entre a turba, com solenidade,

Bem conscientes do nosso ar lúgubre

Tão constratado pelo sentimento felicidade

Que nos penetrava. Um lento, suave júbilo

Que nos penetrava... Que nos penetrava como

[uma espada de fogo...

Como a espada de fogo que apunhalava as santas

[extáticas.



E a impressão em meu sonho era que estávamos

Assim de negro, assim por fora inteiramente negro,

— Dentro de nós, ao contrário, era tudo claro

[ e luminoso!



Era terça-feira gorda. A multidão inumerável

Burburinhava. Entre clangores de fanfarra

Passavam préstitos apoteóticos.

Eram alegorias ingênuas, ao gosto popular,em cores cruas.



Iam em cima, empoleiradas, mulheres de má vida,

De peitos enormes — Vênus para caixeiros.

Figuravam deusas — deusa disto, deusa daquilo, já tontas e seminuas.



A turba, ávida de promiscuidade,

Acotevelava-se com algazarra,

Aclamava-as com alarido.

E, aqui e ali, virgens atiravam-lhes flores.



Nós caminhávamos de mãos dadas, com solenidade,

O ar lúgubre, negro, negros...

mas dentro em nós era tudo claro e luminoso!

Nem a alegria estava ali, fora de nós.

A alegria estava em nós.

Era dentro de nós que estava a alegria,

— A profunda, a silenciosa alegria...


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