Uma canção para Dexter Morgan
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Momento Roland Barthes: transformando um elefante em Pelé
Dando sentido a tudo que o que o rodeia, o homem definiu o signo como "aquilo que está no lugar de alguma coisa". O signo existe para remeter algo fora dele mesmo, ou melhor, para representar o que não é dele próprio.
O artista inglês Paul Trevillion, foi a um programa da Sky Sports e transformou um desenho de um elefante em um retrato de Pelé. Sem querer (ou querendo), provou que os signos refletem e refratam a realidade visada pela representação.
Ou seja, qualquer coisa pode representar qualquer outra coisa, bastando apenas inventar um sentido.
Saca?
Autoajuda de segunda: Tentativa não há
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Luke - Eu não acredito nisso.
Yoda - Por isso que você falha.Tentar não. Faça, ou não faça. Tentativa não há.
Tentar é fazer com a intenção de falhar!
Na sexta, um delírio
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Três parágrafos para o bom jornalismo
John Lennon e a Morte do Cisne
Autoajuda de segunda: conecte-se
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Conecte-se como o que há de melhor em seu coração. Conecte-se com o que realmente te faz bem. Há vários caminhos, infinitas direções. Escolha qualquer uma, contanto que faça o que tem que fazer.
Você é aquilo com o que se conecta!
Ilustração: "Fields", de Luís Alves
Na sexta, um delírio: faça a coisa certa
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Mr. Pink - “Matou alguém?”
Mr. White - “Tiras”
Mr. Pink - “Não matou pessoas de verdade?”
Mr. White - “Não, só tiras”
Faça sempre a coisa certa, e acrescentadas outras coisas vos serão.
Yeats e a arte de conquistar mulheres com poesia
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Em um texto muito bem humorado e interessante, o jornalista Scott Raab dá uma dica um tanto fora do comum, lá na sua coluna da ‘antenadísima’ e ‘testosterônica’ revista Squire: nada de esnobismos, conversas fiadas e já manjadas. O lance para surpreender e conquistar uma mulher, está na ação de ler e por no coração os poemas do irlandês William Butler Yeats.
Só isso.
Claro que a ideia não é parecer um babaca arrogante, metido a culto, cuspindo frases decoradas à toa. É sorver a essência do poeta, para que as conversas iniciais sejam repletas de frases inspiradoras, encantadoras e quem sabe, até engraçadas. Pois nada melhor do que fazer uma garota (o?) rir (não da forma pejorativa, ao menos) de suas gracinhas e gracejos.
Concordo com o Scott.
Qualquer um pode fazer um “remix narrativo” dos grandes clássicos e usa-los de modo inteligente, fazendo assim a grande diferença. E ele ainda tira onda: “Não me agradeça. Apenas leia Yeats”.
Para finalizar, aqui está um trecho de “Aedh deseja os tecidos dos céus”, um dos melhores poemas do Yeats, cheio das nuances básicas que resumem o tema. Tente na prática, se for capaz:
“Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos”.
Agora, o original em inglês, para não perder a métrica:
"Aedh wishes for the cloths of heaven
Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams".
P.S: E esse desenho de Jillian Tamaki? Ilustrou direitinho a matéria!
