Você sabe o que é Avatar?
terça-feira, novembro 17, 2009
E.T de Varginha em quadrinhos… Na França!
segunda-feira, novembro 16, 2009
Eis um tema que poderia facilmente dar pano pra manga, no que se refere a ficção cientifica. Infelizmente, por falta de recursos ou criatividade, pouca coisa (ou nada) foi feita.
Mas se artistas brasileiros não exploraram o tema, alguém tinha que faze-lo... E o autor francês Philipe Augier não titubeou, foi lá e fez... E com qualidade, diga-se de passagem!
"O.V.N.I. L'affaire Varginha" é o nome da produção e ainda não tem previsão de lançamento para o Brasil.
Enquanto isso, na Bahia: MUNCH + 2
As “vespas” de Neuromancer.
A pedra fundamental do estilo literário “Cyberpunk”, Neuromancer, de William Gibson, nunca ganhou as telas dos cinemas. Para os fãs mais ortodoxos, um alivio: adaptações cinematográficas costumam ser um desastre para quem lê um livro original.
Desde 2007, foi noticiado que o romance teria uma adaptação para as telas através de produtora Seven Arts. Estamos chegando ao final de 2009 e, até o momento, nada. Mas o site Quiet Earth, que se dedicada à noticiar produções pós-apocalípticas, publicou alguns possíveis pôsteres da ainda eterna pré-produção de Neuromancer.
E há de se concordar com os fervorosos leitores de Gibson: de onde, deus do céu, a produtora do filme tirou essas vespas? Em que momento do romance elas aparecem?
Não conhece Neuromancer?
Sonhando ao som de Monkey Dust.
A alergia de Cayce Pollard.
quarta-feira, novembro 11, 2009
Ela é uma consultora de publicidade. Ela é uma coolhunter com uma intuição sem igual. Ela é um ícone da moda, mas você nunca vai ouvir falar dela, assim como nunca irá poder vê-la.
O que ela olha, sente na pele se vai ser tendência ou não. Ela é uma heroína que não luta, que não possui superpoderes. Tem somente o estranho dom de sentir as roupas, as ruas, os contornos dos óculos escuros das pessoas, as marcas das grifes. Sente tanto essas marcas que tem náuseas. Sim, uma profissional da publicidade com alergia a logotipos.
Uma profissional da publicidade alérgica à moda, mas que mesmo assim ama roupas. Suas próprias roupas e combinações, diga-se de passagem. E essas peculiares indumentárias tem um nome: "CPUs. Cayce Pollard Units". Preto, branco, cinza. Algo frio, algo quase invisível. Algo quase alien. Só se pode defini-lá como uma "zona livre e atemporal do design".
Seu anti-estilo, seu mix de influências, até mesmo o seu rosto, não vive no mundo real. Não que ela seja invisível, nem que é uma fantasma flutuando no éter. A questão é que ela vive no imaginário das pessoas que leram Pattern Recognition de William Gibson, ou até mesmo o No Logo, de Naome Klein.
Saca?
Cayce Pollard, “só existe na zona liminar entre a prosa de Gibson e os olhos da mente que não cansa de prever a história a cada instante”.
*Agradecimentos a Adriana Amaral .
Foto do dia: Uma esperta lagartixa.
terça-feira, novembro 10, 2009
Consciente da atração sem sentido dos insetos pela luz, essa esperta lagartixa, dentro de um lustre, fez sua morada. Longe dos perigos dos muros, longe da mira afiada de crianças caçadoras de répteis com seus badoques em punho e longe das inóspitas dobradiças de portas, em sossego, farta-se em seu eterno e iluminado banquete.
Vi isso aqui.
Faça de Cuba, libre!
domingo, novembro 08, 2009
Atenção nerds, geeks, black hats, hackers e ciber-ativistas: Uni-vos e aprendam a fazer uma verdadeira Cuba Libre!
VNV Nation - Further
sexta-feira, novembro 06, 2009
O Sol nasceu, então deve morrer
Apenas as sombras me confortam.
Eu sei que na escuridão, eu vou te encontrar, desistindo por dentro como eu.
Cada dia deve terminar, como ele começa
E pensar que você está distante de mim
Eu sei que na escuridão, eu vou te encontrar, desistindo por dentro como eu.
Nova safra criativa da música e do videoclipe baiano.
quinta-feira, novembro 05, 2009

Se há algo que me chateia profundamente nos dias que se seguem, é a recusa velhaca de ir a um show de rock and roll. A falta de entusiasmo adolescente correndo nas veias. Oh meu deus, juro que não sou um jovem ancião ou virei um cristão radical e ortodoxo!
O motivo maior é o fator “poucas são as bandas que me fazem ‘arrepiar’ os ouvidos”. Infelizmente (e sem críticas ardorosas, já que todo mundo tem direito a escutar o que bem entender), não me agrada a cena rocker atual da Bahia.
Principalmente, as bandas com grande respaldo midiático. Simplesmente, elas não funcionam em meu cérebro e não me dão vontade alguma de sair de casa para suas apresentações. Claro que há algumas exceções. E apenas o número de dedos de uma das minhas mãos podem fazer esse pequenino censo.
E qual não foi o meu espanto ao ouvir, finalmente, algo tão próximo (geograficamente falando) e tão criativo quanto Teclas Pretas. Algo que vai me impulsionar a sair de casa novamente e estar “in loco” conferindo uma apresentação ao vivo desse pessoal.
Não sei especificar exatamente o que essa banda soteropolitana pretende com sua música, nem o que me fez cair em suas graças, mas posso afirmar simplesmente, que é o trabalho musical mais inventivo e experimental (sem ser chato e cheio frescuras) surgido nos últimos 10 anos aqui, nessa (ainda) província chamada Bahia.
O que pude perceber, foi uma musicalidade tão própria e ao mesmo tempo tão “já ouvi isso antes” (no sentido positivo de beber das boas e clássicas águas que o rock já fez fluir). Talvez sejam os ecos de algo psicodélico, algo de garagem sixties, algo folk, algo pop ou algo bom!
Quem era adolescente na soterópolis dos anos 90, saca muito bem o vocalista. Muito moleque sem juizo subiu no palco para simplesmente fazer bagunça. E talvez chegue um momento que ele vai se encher e dizer: “Parem com a ladainha de sempre comentar ‘Glauber, ex-Moskabilly, do clássico grupo psychobillie The Deadbillies’”.
Mas como não citar? Quem conhece, sabe que Glauber arrebentava na voz, na performance de palco e que tudo que se mete, pode ter certeza, vai ser algo de qualidade.
Pois bem, como perceberam, não consegui definir os caras. Mas acho que o super engraçado release deles lá no Last.FM pode resolver. Claro que ao ler o release, percebe-se que nem eles tem idéia do que pretendem, mas ao menos despertam a curiosidade de ouvi-los.
É ótimo saber que a cena local baiana se renova e ainda tem qualidade. Começando pelos clipes. Saca só:
Ainda melhor, é ver que há uma crescente e esperta turma que tem talento para produzir clips como esse. Prova maior foi a Oficina Geração Bit, que lançou essas produções. Recentemente (19/10/2009) houve a primeira exibição pública, que aconteceu no contexto do já tradicional Festival de Cinema da SaladeArte, em Salvador, Bahia. Esses novos talentos do videoclipe baiano, mostraram que vieram para fazer a diferença de verdade.
E não só a Teclas Pretas participaram desse trabalho. Tiveram outros grupos como Retrofoguetes, Yun-fat, Copyraite e Nancy. O projeto foi produzido com o apoio do Fundo de Cultura.
Massa, né?
+
Entrevista do Glauber na Revista Muito!
Quer ouvir? Baixa aqui!

