Pegando pesado com Rammstein

quinta-feira, setembro 17, 2009

 

Jonas Åkerlund é um sueco muito louco. Nos anos 80, tocou na clássica banda de Black Metal Bathory. O tempo passou e ele resolveu ser diretor cinematográfico, mais precisamente, na área dos videoclips.

 

Fez alguns com o Roxette, Madonna, U2 e outros ícones pops. Porém, o que o deixou realmente conhecido, foi suas polêmimas, como no clip-junkie “Try, try, try”, do Smashing Pumpkins. Alí se encontrou, adotando a postura “barra-pesada” como principal estilo.


Não à toa que a banda de metal/industrial Rammstein o convocou para produzir o clip “Pussy”, que está em seu mais recente CD, intitulado "Liebe ist für alle da" (O amor é para todos), (que por sinal, já vazou na internet). O clipe, claro, tem na polêmica seu ponto forte, com um pesado conteúdo pornográfico.

 



 

No vídeo em questão, os próprios músicos aparecem em cenas de sexo e atuam literalmente conforme a letra, que diz: “Você tem uma..., eu tenho um.../ Então, qual é o problema? / Vamos fazer rápido”. Paralelo a isso, sequências de imagens com muito sadomasoquismo, mulheres enormes com o rosto de nerd do tecladista e uma bizarrice sem igual: uma “suave alusão à coprofilia”.


Sentiu o drama?


Obviamente, o lançamento do vídeo não aconteceu na TV, mas apropriadamente em um site de conteúdos para adultos. Esse novo álbum é o primeiro da banda em quatro anos e chega às lojas em 16 de Outubro (como se hoje em dia alguém frequentasse alguma loja de cd´s!).



Se você é maior de 18 anos, confira a bagaceira:


http://www.visit-x.net/CAMS/US/specials/Rammstein.html?track=Index


Críticas e censuras? Não perca tempo, os caras do Rammstein, não estão nem aí.

Wi-fi para quem?



É o que imagino, quando vejo twitters com seus efusivos comentários de aquisições tecnológicas.

Via @carlosaraujo

Hoje, na Folha de São Paulo.

Foto do dia: Carlo Mari

terça-feira, setembro 15, 2009


De perto, tudo parece grande!

Air - Sing Sang Sung

sexta-feira, setembro 11, 2009



O mundo conheceu hoje a calma psicodelia de "Sing Sang Sung", primeiro hit de "Love2", novo album do Air.

Um desejo: camisa pós-cyber.

terça-feira, setembro 08, 2009





Um mostro eletrônico com milhões de cabeças nos observa e oprime sem ferir. Conhece nossos passos, nossas rotas, nossos gostos, nos "guarda" da maldade inerente do ser humano. Mais que uma estampa, um grito de liberdade cool!

Uma dica de @kr3st0

Vídeo-arte do Dia: Ólafur Arnalds - Ljósið




A impronunciável "Ljósið", do islandês Ólafur Arnalds, surgiu hoje (08.09.2009) aos meus olhos e ouvidos como uma dica do grande mestre da ilustração moderna, @Davemckean (aliás, chamar Dave Mckean de ilustrador é raso, é pouco, é até herético. Prefiro sua auto-definição no twitter: "Write, draw, paint, design, photograph, publish, play, eat, sleep, dream, fish").

Ólafur Arnalds é um daqueles prodigiosos artistas de sinfonias delicadas e oníricas, mentor de texturas sonoras que remetem aos sonhos mais surreais. O vídeo em questão teve direção do argentino Esteban Diácono, um "motion graphics designer" com inspirações que vão além do que nossa sã consciência pode imaginar. Só mesmo a arte digital para dar vida ao que o dicionário Michaelis denomina como "sequência de imagens e de fenômenos psíquicos que ocorrem durante o sono".

Um fotógrafo: Antonio Andrade

quinta-feira, setembro 03, 2009



Glamour, decadência, erotismo, urbanidade, fetiche, “trash 80”. O estranho e imaginativo portfolio de Antonio Andrade, fotógrafo brasileiro de moda, que aos poucos ganha a devida visibilidade mundial. 



'Homem de Ferro" em fluxo de pensamento.


Ontem à noite finalmente assisti a Iron Man. Não delirei nem tive espasmos de felicidades. Apesar de toda aquela tecnologia prodigiosa de Tony Stark, que sempre me envolveu nos quadrinhos. As tecnologias sempre estiveram dentro do meu imaginário. Sempre estiverem no momento necessário onde uma companhia humana não estava. Uma TV Philco antiga, uma vitrola sonata e um rádio velho da Sharp que sintonizava ondas curtas e línguas estranhas. Toda a minha adoração por máquinas veio desses três objetos. Por isso, gosto de filmes como Iron Man. Tanto que o achei interessante, mesmo com o sono da tarde acumulado nos olhos. Não gostava de dormir nesse período, mas meu corpo muda. Desaprende a cada dia a ser jovem. Acho que por isso se fosse mais novo, meu cérebro teria adorado e amado Iron Man. Como estava dizendo, não é de todo ruim. Claro que tem que ser fan de quadrinhos, dos heróis impossíveis que ali vivem. É vibrante a velocidade, a tecnologia total que o personagem se insere. Uma boa dose de impossível que alimenta meu estado adulto. Refrigera a memória adolescente que outrora meus poros derramavam em suores de camisas pretas de bandas obscurras. Foi um momento comigo mesmo, deitado na cama, com o LCD virado para o colchão. Lá fora, chovia lá e ventava muito, gotículas do céu pingavam na tela, exagerando os pixels em multicores como arco-iris digital. Não sei como, nem porque ainda assisto a blockbusters e sucessos de bilheteria. Mas mesmo assim, gosto de lamber a cultura de massa de longe. Gosto de ouvir os burburinhos que a a multidão emite. Mesmo que seja para falar mal, ou “um pouco bem”. O fato é que assistia aquele festival de tecnologia cinematográfica e me sentia mal em pensamento. Havia comprado esse DVD no antigo trabalho, por 5 míseros reais. Não me orgulho disso, eu sei, mas, o filme devia ter sido caro e cheio de cifras. E eu ali, no meu colchão babado, cheio de imensas manchas de saliva, assistindo a uma cópia pirata de 5 mangos. A pessoa que me vendeu alugava os filmes e os copiava em casa. Pessoas como ela detonam as locadoras. Falta-me frases, falta-me palavras. Falta-me imaginação, criatividade, doçura na língua, mais adjetivos, sangue literário nas veias. Suar palavras pelos poros. Arrotar histórias sem fim e fantásticas. Aqui estou mais uma vez, repetindo palavras. Repetindo alusões. Corpo, poros, sangue, saliva. Querendo ser grotesco e anormal. Levando a mente pela sinuosidade das letras. A eterna estrada do texto perfeito que nunca acaba. Tão brilhante quanto o dourado da estrada de tijolos de ouro da pequena Dorothy rumo ao castelo grandioso do Mágico de Oz. Tão dourado quanto o sol que em instantes nascerá no horizonte. Tão “amarelamente” dourado quanto a carapaça cibernética do Homem de Ferro, minha primeira tatuagem falsa de chiclete!

A Sombra do Desejo.


Dennis Hopper em seu (único?) personagem “Loser”, Frankie, tem 45 anos e há vinte trabalha para o sanguinário Sal (Michael Madsen), um psicótico que gosta de recolher os testículos de seus inimigos. Sal é dono de um império de filmes pornôs, que humilha Frankie, chamando-o de “Mosca” (Fly).


Mas nem tudo está perdido na vida de Frankie. Ele conhece a atriz pornô Margaret (Daryl Hannah), única pessoa que o trata com respeito e carinho, encantando-se de imediato pela moça. Movido por uma paixão quase adolescente, bate de frente com o truculento Sal para tentar mudar sua própria vida e de sua paixão.


Um drama policial dirigido por Peter Markle (o mesmo de séries de TV como "Arquivo X", "Plantão Médico", "C.S.I." e "The District"), com cenas e diálogos extraordinários. Como por exemplo, logo após Frank conhecer Margaret num set de filmagem.


Os dois decidem dar uma volta pelas ruas na madrugada fria. Com suas longas pernas de fora e vestida de dominatrix, ela quer sentar-se em um banco de praça para descansar e conversar melhor. Frank, educadamente, retira seu blazer e o coloca sobre o banco, para que ela fique mais confortável. Impressionada com o cavalherismo do homem, Margaret lhe diz:

- É um bom palitó, não posso sentar aí!

Frank ri graciosamente e lhe diz ainda de forma mais educada:

- Um bom bumbum, merece um bom palitó!

Margaret ri alto e retruca:

- Ok. Espero não melar ele de esperma!


É nesse clima que "The Last Days of Frankie The Fly" se desenrola e encanta. Para deixar a coisa ainda mais bacana, o filme é devidamente embalado pela sonoridade jazzy 60's de George S, Clinton, cheias de seus trompetes charmosos, bongos vibrantes e clarinetes soturnos.

Um filme simples, levemente triste e bonito de se ver e ouvir.


As novas formas de produção da música eletrônica

quarta-feira, setembro 02, 2009


Estava clicando por aí, no que talvez Kerouac chamava de "seguir os livres desvios (associações) da mente por entre ilimitados percursos em um oceano de pensamentos", quando vi esse vídeo do programa "Espaço Aberto" da GloboNews, que foi ao ar no dia 31/08.

A pauta dessa reportagem, está sobre o fato de como muitas bandas abandonaram os instrumentos tradicionais e incorporaram ao seu som, computadores e videogames para criar composições que vão além das limitações da música. Aqui, as novas formas de produção da música eletrônica tomam forma.





Por que é legal ver a reportagem? Instrumentos tocados por Joysticks do Wii e uma ótima idéia criada pelo (Blerg!) Tico Santa Cruz, o "Sarau Eletrônico". Vale a pena!

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