Off ou condenado a vida física...

quarta-feira, julho 22, 2009

... Até resolver um BAD_POOL_CALLED.

Esperem... Eu volto!

Um mantra para a insônia

sexta-feira, julho 17, 2009




A insônia, traiçoeira que é, empurrou-me para longe do aquecimento materno de um espesso cobertor. Junto a isso, uma fome descomunal e um desejo de prenhe para consumir uma canção de 1998.

Volto ao sono, agora satisfeito e com um mantra pop balbuciando nos lábios:

"Erase and rewind
'Cause I've been changing my mind"

Repetindo e repetindo, até alcançar o infinito dos sonhos...

Momento Roland Barthes: um olhar poético sobre o signo fotográfico.

quarta-feira, julho 15, 2009



Fotografia adquirida sob a égide da era da reprodutibilidade técnica, mais exatamente no Tumblr do usuário @jorai, grande apreciador das mais refinadas artes originadas dos antiquíssimos grottos romanos.

É uma foto premeditada, como um crime, basta reparar no arranjo das roupas e dos cabelos, a palma da mão como um sensor cognitivo da alma e do desejo libertador da uma alma feminina. De cócoras, como uma versão humana da frase de tinta negra na parede branca, uma icônica invasão bárbara aos domínios rígidos e ilusoriamente imaculados do macho dominante: o homem.

Há aqui um claro objetivo: escarrando de modo cômico na sociedade que almoça o fast food da hipocrisia via retwittes que mais se assemelham a vírus letais, tudo está à espera da eternidade digital.

Sabe-se que após o clique, a cena se desfez na rue de Rome e a vida voltou a fluir imperfeita, mas agora repleta de satisfação corpórea, mas isso a foto não captou, pois foto é a pose em suspensão no tempo, agora meras manchas de pixels em preto e branco.

Mas eis que o seu olhar encontra o dela, que ali de cócoras e abrindo seu instrumento de ascensão ao gozo sem pudores, do fundo de nossa certeza de morte, de repente olha e se enrijece.

The Legends: Over and Over

terça-feira, julho 14, 2009





Reza a lenda "Léstiéfiemilistica" que o The Legends é uma banda de música pop sueca, distribuída pela Labrador Records e que se formou através de uma rede de contatos entre amigos, com a peculiaridade de que seus nove (?) integrantes sequer sabiam tocar instrumentos musicais. Lendário também é o fato desse povo todo ter suas identidades mantidas propositalmente em segredo, com exceção de um: Johan Angergård, ( Club 8 e Acid House Kings).

Mistérios à parte, este quarto álbum do grupo está repleto de referências sônicas das clássicas bandas de selos como Creation Records ou 4AD. Trocando em miúdos: riffs pontiagudos, avalanches de White-noises e doces, muito doces vocais. Aqui sim, há canções pop que podem literalmente (vai depender apenas do volume do seu phone) ensurdecer seus ouvidos.

O álbum inicia com "You Won", um grudento (no bom sentido) refrão, com uma linha de baixo firme, que te faz viajar de olhos fechados em acordes formidavelmente bem feitos. Depois, uma típica canção "thelegendsiana", "Seconds away": Guitarra serra-elérica, microfonia leve, pegada ultra-pop. Em seguida, uma descarada e linda chupação do JAMC para os dias de sol, "Always the same", perfeito como trilha de um passeio pelo litoral (¬¬). O disco (é tão estranho falar 'disco') segue suas 12 faixas com intercalações de calma e turbulência, sempre de forma acertada.

Para a nova juventude ou para os órfãos dos "clássicos de franjudos entediados" - The Jesus and Mary Chains ou My Bloody Valentine - The Legends prova que é possível modernizar estilos datados, fora de moda, aliando perfeitamente camadas de ruídos com outras tantas camadas de canções pop atuais e singelas. Aos meus olhos de velho adolescente com saudades dos anos 90, este é o disco do ano!








Chicken a la Carte

sábado, julho 11, 2009







Alguém na minha rede Twitter passou o vídeo acima. Desculpe por não lhe creditar, é que me perdi no emaranho de meus "seguidos". Mas enfim, obrigado por compartilha-lho com todos. O vídeo é um curta-metragem que mostra alguns dos destinos das sobras de nossas refeições. E mostra também o quanto somos agraciados pela sorte e não nos damos conta disso. Na quarta série, aprendi um poeminha do Ulisses Tavares, que estava impresso num livro de português. Vídeo e poema nos alertam para o que realmente é tragédia em nossas vidas tão fúteis.


ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
Entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
Entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
Entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
Entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
Entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
Entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
Entre a escola e a novela.
Tem gente que existe
E parece imaginação.

The Radio Dept. - David

sexta-feira, julho 10, 2009

                                              
Mais um para a intima coleção dos sonhos sonoros e para acalmar as membranas internas - com seus quilométricos vasos sanguíneos - em sua quase eterna tarefa de criar enredos oníricos na mente.

Sexta-arte: Fumie Sasabuchi.



Enfim, sexta-feira, dia de mais um delírio artístico.

Desconstruir a noção do perfeito e do belo à partir das páginas de revistas de moda. De Tokyo, vem a obra desconcertantante de Fumie Sasabuchi.





Mais? Aqui

Ganso avalia "Irreversível".

Dentro de um antiquíssimo HD, encontrei uma gravação de uma conversa via Skype, entre Ganso e Dolly (que no momento estava em Istambul). A conexão estava péssima, em um slowmotion irritante. Numa pausa em que Dolly contava suas aventuras com turcos taradões, Ganso e sua conhecida verve, de forma graciosa e perspicaz, destilou seu senso crítico em relação a película "Irreversível" de forma inovadora. O irmão mais velho de Joselito Sem-Noção pede passagem!!!

Amanhã, em meus headphones: Mirrors Edge Soundtrack

terça-feira, julho 07, 2009





Quando as solas dos meus pés ganham a metrópole, meus ouvidos precisam de uma trilha adequada.








O som do futuro




Mind In A Box. Esse é o nome mais apropriado para quem deseja ouvir o som de um hipotético futuro cyber. Suas canções são na verdade monólogos e trechos de conversas telefônicas, como conversações que se combinam umas as outras para contar uma história que atravessará todos os álbuns.





Cada faixa é uma pista para compreender este quebra-cabeça que o levará numa emblemática aventura sci-fi. O estilo é Future-Pop com envolventes ambientes tecnológicos e cyberpunks. O Mind.In.Box é um duo austríaco que traduz em áudio todo um imaginário de ficção cientifica e fantasia em ambientações tech-noir com formidável perfeição.

As letras estão espalhadas pela web ou no site oficial, mas quem usa o winamp, é só baixar o plugin de letras. Confira abaixo o som da banda/historia nas imagens dos filmes Natural City e Immortel, respectivamente.

Escape


Change








Saiba mais, aqui

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