... Até resolver um BAD_POOL_CALLED.
Esperem... Eu volto!
Um mantra para a insônia
sexta-feira, julho 17, 2009
A insônia, traiçoeira que é,
empurrou-me para longe do aquecimento materno de um espesso cobertor. Junto a
isso, uma fome descomunal e um desejo de prenhe para consumir uma canção de
1998.
Volto ao sono, agora satisfeito e com um mantra pop
balbuciando nos lábios:
"Erase and rewind
'Cause I've been changing my mind"
Momento Roland Barthes: um olhar poético sobre o signo fotográfico.
quarta-feira, julho 15, 2009
Fotografia adquirida sob a égide da era da reprodutibilidade técnica, mais exatamente no Tumblr do usuário @jorai, grande apreciador das mais refinadas artes originadas dos antiquíssimos grottos romanos.
É uma foto premeditada, como um crime, basta reparar no arranjo das roupas e dos cabelos, a palma da mão como um sensor cognitivo da alma e do desejo libertador da uma alma feminina. De cócoras, como uma versão humana da frase de tinta negra na parede branca, uma icônica invasão bárbara aos domínios rígidos e ilusoriamente imaculados do macho dominante: o homem.
Há aqui um claro objetivo: escarrando de modo cômico na sociedade que almoça o fast food da hipocrisia via retwittes que mais se assemelham a vírus letais, tudo está à espera da eternidade digital.
Sabe-se que após o clique, a cena se desfez na rue de Rome e a vida voltou a fluir imperfeita, mas agora repleta de satisfação corpórea, mas isso a foto não captou, pois foto é a pose em suspensão no tempo, agora meras manchas de pixels em preto e branco.
Mas eis que o seu olhar encontra o dela, que ali de cócoras e abrindo seu instrumento de ascensão ao gozo sem pudores, do fundo de nossa certeza de morte, de repente olha e se enrijece.
The Legends: Over and Over
terça-feira, julho 14, 2009
Reza a lenda "Léstiéfiemilistica" que o The Legends é uma banda de música pop sueca, distribuída pela Labrador Records e que se formou através de uma rede de contatos entre amigos, com a peculiaridade de que seus nove (?) integrantes sequer sabiam tocar instrumentos musicais. Lendário também é o fato desse povo todo ter suas identidades mantidas propositalmente em segredo, com exceção de um: Johan Angergård, ( Club 8 e Acid House Kings).
Mistérios à parte, este quarto
álbum do grupo está repleto de referências sônicas das clássicas bandas de
selos como Creation Records ou 4AD. Trocando em miúdos: riffs pontiagudos, avalanches de White-noises e doces,
muito doces vocais. Aqui sim, há canções pop que podem literalmente (vai
depender apenas do volume do seu phone) ensurdecer seus ouvidos.
O álbum inicia com "You
Won", um grudento (no bom sentido) refrão, com uma linha de baixo firme,
que te faz viajar de olhos fechados em acordes formidavelmente bem feitos.
Depois, uma típica canção "thelegendsiana", "Seconds away":
Guitarra serra-elérica, microfonia leve, pegada ultra-pop. Em seguida, uma
descarada e linda chupação do JAMC para os dias de sol, "Always the
same", perfeito como trilha de um passeio pelo litoral (¬¬). O disco (é
tão estranho falar 'disco') segue suas 12 faixas com intercalações de calma e
turbulência, sempre de forma acertada.
Para a nova juventude ou para os
órfãos dos "clássicos de franjudos entediados" - The Jesus and Mary
Chains ou My Bloody Valentine - The Legends prova que é possível modernizar
estilos datados, fora de moda, aliando perfeitamente camadas de ruídos com
outras tantas camadas de canções pop atuais e singelas. Aos meus olhos de velho
adolescente com saudades dos anos 90, este é o disco do ano!
Chicken a la Carte
sábado, julho 11, 2009
Alguém na minha rede Twitter
passou o vídeo acima. Desculpe por não lhe creditar, é que me perdi no emaranho
de meus "seguidos". Mas enfim, obrigado por compartilha-lho com
todos. O vídeo é um curta-metragem que mostra alguns dos destinos das sobras de
nossas refeições. E mostra também o quanto somos agraciados pela sorte e não
nos damos conta disso. Na quarta série, aprendi um poeminha do Ulisses Tavares, que estava impresso num livro de português.
Vídeo e poema nos alertam para o que realmente é tragédia em nossas vidas tão
fúteis.
ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
Entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
Entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
Entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você
imagina
Entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você
imagina
Entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
Entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
Entre a escola e a novela.
Tem gente que existe
E parece imaginação.
The Radio Dept. - David
sexta-feira, julho 10, 2009

Mais um para a intima coleção dos sonhos sonoros e para acalmar as membranas internas - com seus quilométricos vasos sanguíneos - em sua quase eterna tarefa de criar enredos oníricos na mente.
Sexta-arte: Fumie Sasabuchi.

Enfim, sexta-feira, dia de mais um delírio artístico.
Desconstruir a noção do perfeito e do belo à partir das páginas de revistas de moda. De Tokyo, vem a obra desconcertantante de Fumie Sasabuchi.
Mais? Aqui
Ganso avalia "Irreversível".
Dentro de um antiquíssimo HD, encontrei uma gravação de uma conversa via Skype, entre Ganso e Dolly (que no momento estava em Istambul). A conexão estava péssima, em um slowmotion irritante. Numa pausa em que Dolly contava suas aventuras com turcos taradões, Ganso e sua conhecida verve, de forma graciosa e perspicaz, destilou seu senso crítico em relação a película "Irreversível" de forma inovadora. O irmão mais velho de Joselito Sem-Noção pede passagem!!!
Amanhã, em meus headphones: Mirrors Edge Soundtrack
terça-feira, julho 07, 2009
O som do futuro
Mind In A Box. Esse é o nome mais apropriado para quem deseja ouvir
o som de um hipotético futuro cyber. Suas canções são na verdade monólogos e
trechos de conversas telefônicas, como conversações que se combinam umas as
outras para contar uma história que atravessará todos os álbuns.
Cada faixa é uma pista para
compreender este quebra-cabeça que o levará numa emblemática aventura sci-fi. O
estilo é Future-Pop com envolventes ambientes tecnológicos e cyberpunks. O
Mind.In.Box é um duo austríaco que traduz em áudio todo um imaginário de ficção
cientifica e fantasia em ambientações tech-noir com formidável perfeição.
As letras estão espalhadas pela
web ou no site oficial, mas quem usa o winamp, é só baixar o plugin de letras.
Confira abaixo o som da banda/historia nas imagens dos filmes Natural City e Immortel, respectivamente.
Escape
Change
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