Foto do dia: Kisswine Flu

segunda-feira, abril 27, 2009


(AFP / Getty Images Photo)


Um vírus mortal no qual muitos da humanidade teriam pouca ou nenhuma imunidade: o amor!




Noticia original aqui

Revista Lupa nº05

quinta-feira, abril 16, 2009





Pode abrir (clicar?). É de graça!


Quando um editorial reflete o que você é







O saudável equilíbrio da vida

"Ainda deitado na cama e de olhos fechados, Pedro fez um rápido check list mental das atividades do dia. Assim que acaba, respira fundo e se levanta. Diante do cotidiano retrato no espelho, escova os dentes e se dá conta que as luzes do dia haviam tingido a cidade com uma monocromática e fria escala de cinzas. Duas horas mais tarde, Pedro entra no escritório. Enquanto tira a mochila das costas, liga seu computador e senta em sua cadeira. Embora ansioso por repostas daquele novo projeto, seu telefone não toca toda a manhã e o decorrer do dia não tem maiores emoções além de apagar pequenos incêndios. Nos escassos minutos que dura seu terceiro café, Pedro começa a sentir um certo desânimo. De volta à sua mesa de trabalho, ele se dá conta de que nem sempre pode conseguir aquilo que planeja ou deseja. Que a vida é solidamente instável, não permite ensaios e que achar uma estabilidade é utopia infantil dos tempos modernos. Assim ele compreende que há beleza mesmo nos dias cinzas, e que o verdadeiro desafio é viver a vida intensamente. Lembra que os sonhos dos grandes sonhadores nunca se cumprem, sempre se superam. E contente com sua conclusão, sorriu."



http://www.b-coolt.com/

Ilustração do dia: A Metamorfose, de Kafka

terça-feira, março 24, 2009




Gregor Samsa, na visão de Christophe Huet



"Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso."



Porque o instante do despertar é o instante mais perigoso do dia.



Via Hora Morta

Cyberpunk do Subúrbio

domingo, março 22, 2009




Ao sabor de uma brisa quente em plena noite, desço do ônibus. Indo para casa. Uma caminhada de dez minutos através de ruas, pessoas e objetos suburbanos dignos do rótulo Cyberpunk. Uma precária iluminação com suas enormes e pontiagudas silhuetas negras, dáo toque sombrio. O cheiro das descargas de chaminés do conglomerado petroquímico, a menos de 10Km de distancia, dá o cheiro grotesco a cena. Fábricas de negro-fumo, industrias de benzeno, derivados fétidos de celulose. Um pequeno exemplar de inferno sintético para evitarmos futuros pecados.

Como sempre, tenho nos ouvidos um universo sonoro que me separa do que vejo. Como que protegido por uma bolha (de sons, pensamentos, ícones obscuros da industria cultural), que não me contamina com a rua viva, pulsante, rápida. Um vírus correndo e corroendo rápido por dentro das veias apodrecidas de uma cidade doente.

Mas isso não é ficção cientifica.

Está é a realidade onde fetiches e obsessões surgem ao comando de um deus que projeta novos prazeres para almas vazias e ávidas por sentido. E nessa realidade esse deus inventou felicidades vãs que se esvaem tão velozes como uma gota de éter que se dissipa ao pingar no chão. Uma de suas grandes criações são os paraísos artificiais. Líquido, pó ou fumaça: muitos são os portões que levam à simulações de mundos de estados perfeitos da mente. Aqui e ali, pequenos grupos, recostados em muros com muitas estórias, sorvem discretamente os diversos meios de chegar a Shagri-La. A primeira viagem virtual de boas sensações da humanidade.

Ao longo do caminho, uma outra criação: o ardor por corpos que expelem desejo. Doze, treze, quatorze, quinze anos. Aprendizes de luxuria em roupas mínimas que destacam seus corpos inflados de hormônios mutantes. Meninas que conheceram o desejo através de músicas onde a sensualidade hipnotiza sob a influencia de antigos toques de tambores advindos da mãe-áfrica. Pequenas usuárias da diversão de corpos, que necessitam do prazer como força dominadora. E a rua está cheia delas.

E nas ruas também estão as necessidades que não precisamos . São representados pelos grandes bocados de lixo, banquete dos cães pulguentos. Um manjar para seus estômagos dilacerados pela fome. Servem-se também aqueles que transformam caixas de tv´s LCD em dinheiro. Emprego sem chefe e sem horário. Recicladores de objetos urbanos. Inconscientemente, têm na mente a certeza que toda grande novidade, toda grande novidade da moda, qualquer tecnologia de ponta, um dia, estará em qualquer esquina.

Um dia será lixo.

E assim caminho entre aqueles que consomem um mundo de terceiro mundo. Carne, I-phone, grifes. Churrasquinho de gato, Mp9, óculos clones vendidos nas praias. Uma versão pobre e suja de um mundo que desponta para um futuro informacional sem precedentes. Aqui, o futuro está nas mãos de um camelô.

Hora do Planeta

terça-feira, março 03, 2009

Hora do Planeta 2009.



Eu vou participar!

Carta de despedia à Lux Interior.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

The Cramps, Lux Interior Portrait, London
Lux Interior © Michael Robert Williams

Querido Lux,

Sempre fui da opinião que rock é cultura. Mesmo nas canções ou bandas mais escrotas/sacanas, com letras imbecis, existem referências extraordinárias que complementam o repertorio cultural de qualquer um. 

Principalmente quando se é adolescente, pobre, sem pai e vive em uma cidade de interior sem perspectivas de nada. Claro que estou falando por experiência própria. Sei também que sua juventude não foi nada fácil, que assim como eu, voltou-se aos bons livros, filmes e música para escapar das pressões da vida. 

The Cramps é o maior exemplo do que agora digo. Principalmente em sua figura Lux (ou prefere que o chame de Erick?). Sempre considerei sua mente brilhante e imaginativa, e dela nasceu uma magnífica banda que tinha como principal função, deixar as pessoas arrepiadas em seus shows, fazer garotos terem mais diversão em suas vidinhas ordinárias, nos fazer rir com suas performances viscerais e selvagens. E isso você sempre conseguiu fazer com muito afinco. Por isso sou seu fã!

Em você Lux, encontrei os filmes-b de terror e ficção cientifica, os solos contagiantes do surf music instrumental. Em suas músicas, existiam a verdadeira rebeldia rocker (hoje quase esquecida e deprimente), aprendi a ter orgulho do que eu era, sem nunca me apegar a opinião de gente preconceituosa e sem identidade. Suas letras eram um convite a uma forte adrenalina resultante do abandono temporário das pessoas comuns em nome de uma loucura juvenil que durava o tempo de um disco ou de um show. 

Mas quer saber o que mais eu admirava em você? O que mais aprendi contigo apesar de ser visto por muitos como um excêntrico freak esquisitão? Você amou Poison Ivy desde sua juventude até o fim da vida! Você dedicou a ela um exclusivo amor raríssimo hoje em dia. Apesar de sua loucura e perversão, de não pertencer a nenhum tipo de entidade religiosa, você cumpriu com o juramento de só deixá-la na morte. Você cumpriu isso como ninguém!

Por tudo isso e muito mais, meu querido Lux, você é ícone que formou o meu caráter, que esteve presente no vazio de muitos momentos tristes. Elevou minha alma a estágios de alegria que poucas vezes senti em uma banda. Você esteve do meu lado sempre que precisei ter forças. Suas canções me levavam a isso! Sem demagogia!

Mas hoje, senti um calafrio quando um amigo mandou a notícia.


Nunca em minha vida tinha sentido isso. Nunca meus olhos marejaram por um rock star. Talvez nem goste muito desse termo, desculpe por isso, mas para meus olhos com mais de 30 você é! 

Esteja onde estiver, sempre vou lembrar com amor e ternura. Pois o verdadeiro rock deve ser maldoso, ultrajante e rebelde!

Obrigado por tudo isso!

Do seu amigo e fã que nunca molhou a camisa de suor em seus shows,


Daniel Quirino.

O amanhã começa hoje.




Há um mundo de pensamentos estranhos e visões distorcidas sobre tudo o que existe, prontas para serem expurgadas pelo meu cérebro com a ajuda de meus dedos.

Mas eu sempre deixo para amanhã!

Imagem do dia: Zumbis à frente.

domingo, fevereiro 01, 2009




Hackers mudaram mensagem de uma placa eletrônica de trânsito localizada no cruzamento da Lamar Boulevard com a West 15th Street, em Austin, Texas. Dia 19 de janeiro.

Quando o "eu" não está no corpo



Suécia, 02/12/2008
A pesquisadora Valeria Petkova posa com o manequim usado na pesquisa




Mudar de corpo. Ver-se como um estranho. Uma possibilidade antes só imaginada no vasto território da imaginação à serviço da ficção cientifica. Foi esse o resultado de um estudo apresentado esse ano por neurocientistas do Instituto Karolinska de Estocolmo. Voluntários usando óculos de realidade virtual experimentaram a ilusão da troca de corpo com um manequim ou com outra pessoa. Uma experiência única que poderá ser aplicada em pesquisas sobre distúrbios de auto-imagem ou mesmo usada no desenvolvimento de jogos de computador.

Mas, só isso? E sobre observar-se ao longe, com a sensação de estar em outro corpo, que novos tipos de emoções ou vontades surgiriam? Imagino um futuro em que poderemos ter qualquer tipo de corpo. Sermos qualquer tipo de objeto solitário. Essa seria a verdadeira liberdade da condição humana? A ultima grande libertação? A imortalidade da alma/mente preservada em Hard Disks de memória inimagináveis? O inicio da grande fuga para fora de si mesmo!





Saiba mais aqui.

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