The T-Mobile Dance

terça-feira, janeiro 20, 2009




Na estação Liverpool Street, uma música se inicia nos auto-falantes. Pequenos grupos começam a acompanhar o som. De repente, como se um vírus sonoro tomasse conta do lugar, todos os que ali estavam dançam sincronicamente. Uma euforia coletiva está por todos os lados. Todos são únicos por três minutos. Mas enfim, o que seria isso?

Nada demais, só o verdadeiro significado da palavra "futuro" materializando-se à nossa porta através de um comercial. No caso, esse é da Saatchi & Saatchi para operadora T-Mobile. E o que eles querem nos passar com isso?

Life´s for sharing!



As novas tecnologias da informação ajudando-nos a compartilhar a vida.

Que tal irmos...

quinta-feira, janeiro 15, 2009

... em um loop eterno ,daqui para aqui

Não há mais rebeldes como em 1992.

terça-feira, janeiro 13, 2009




Não há mais rebeldes como em 1992. Sim, claro que houve vários depois desse ano. Claro que aconteceu um rio de posturas revolucionárias, eternas enquanto a juventude e a moda do período ditavam as regras. Claro que houve tudo e tudo aconteceu. Mas me deixo levar pelo meu egoísmo, pela minha vontade de ser adorado, pelo meu rock star morto e frustrado no coração adolescente. Lembro com paixão, lembro com loucura nos lábios, com saudades no olhar, com gosto de vodka e refrigerante na boca, que nunca houve rebeldes como os de 1992.

Tínhamos uma cidade inteira sem violência, onde percorríamos as ruas até as ultimas horas da madrugada. Bebida forte, vinho de quinta categoria, nuvens que quase nunca explodiam em chuva forte, praças mortas com bancos de cimento confortáveis. Pertencíamos a toda uma vida sem dinheiro suficiente, uma vida sem carros para nos levar de volta para casa. Éramos Hell´s Angels de bicicletas velhas, toca fitas com headphone nos bolsos e muita musica com paredes ruidosas de sons lisérgicos vindos de Manchestes, Liverpool e Londres. E não eram Beatles, não eram Rolling Stones.

Era Jesus and Mary Chains, Ride, Chapterhouse, My Bloody Valentine e tudo que soasse frio, vazio, ruidoso e porque não, delicado. Musica ruidosa, desagradável aos ouvidos, distorção ensurdecedora. Nossas canções favoritas era uma fruta deliciosa com uma casca cheia de espinhos. E lavava nossas almas. Aliviavam nossas dores adolescentes. E para acompanhar, havia além do álcool, éter e clorofórmio. Clorofórmio era LSD suburbano para embalar canções de amor barulhentas e lisérgicas. Canções como esse hino de rebeldia “shoegaze” que é “Kick the tragedy”.

Quantas vezes ouvi isso voltando para casa, literalmente encharcado de bebida, pedalando de olhos fechados na minha velha bicicleta enferrujada? As paredes sônicas me levando pelo ar sob bilhões de pontos de luz no espaço. Lua branca de cidade industrial e poluída reinando no céu negro. E tendo como única riqueza, fitas gravadas de um amigo que trazia as novidades de São Paulo!

Aos 14 anos, era desregrado, estranho, solitário, sem rumo... E tudo era possível. Magicamente possível. E é disso que sinto mais falta...




Em 1992 eu provavelmente te diria: "Ouça para sentir-se melhor quando o mundo te fode a alma."

Drop Nineteen - Kick the tragedy


Uma pelúcia aos 30.

terça-feira, dezembro 23, 2008




Um bicho de pelúcia aos 30 não é lá uma coisa à ser anunciado aos quatro ventos. Não é legal comentar na roda de amigos, entre uma cerveja e outra. Não pega bem revelar isso no intervalo do cafezinho ou no inicio de uma reunião de trabalho. Imagina se ainda por cima, sabem que você anda dormindo abraçado, bem apertado, sentindo o cheiro do poliéster novo? Já não bastava dormir com uma siamês vesga e agora essa novidade, uma pelúcia?

Aos meus olhos isso não é vergonha. Vergonha mesmo é nunca saber quando usar uma crase, divisão com mais de dois algarismos e gostar de futebol.

A tríade da vergonha em minha vida.

Drops do dia: Menopausas, comida cara em pratos rasos e Woody Allen fazendo nas coxas.

terça-feira, dezembro 16, 2008


Sábia e pitoresca, a natureza ordenou às até então mulheres primitivas das cavernas que caso quisessem andar eretas e sob saltos gigantescos, uma única condição seria necessária: na 3ª idade, a menopausa surgiria para evitar uma competição reprodutiva entre as mais novas. Um “desperdício evolutivo”, dizem os cientistas. Mas não concordo. Conheço uns japoneses que vão contra esse padrão natural.



:::


Publicada nos principais jornais desse domingo (14/12/2008), uma pertinente crônica da Danuza Leão falava sobre restaurantes chiques com seus pratos parcos em quantidade, mas expansivos em seus preços. Ela sintetizou exatamente o que a grande maioria deve pensar em relação a ser um apreciador de uma boa culinária e que, no fundo, todos fingem achar normal tais preços. “Um camarão sozinho num prato: fala sério. Mas os restaurateurs, além de estarem fazendo muita gente de boba, devem estar bilionários, pois esse tipo de comida é caro. Aliás, caríssimo”.

Não largo meu cuzcuz com leite em pó por nada nesse mundo!



:::



Também adorei outra crônica dominical, mas essa é do Veríssimo. Foi sobre Woody Allen e seu mais recente filme, “Vicky Cristina Barcelona". Ele disse: “Dá para imaginar o Woody Allen escrevendo o roteiro em cima da coxa, no quarto do hotel, louco para voltar para casa. Há personagens que aparecem e desaparecem sem função ou explicação, e o Woody Allen poderia ter nos poupado, e ao seu currículo, o pai pintor do Javier Bardem, que não pinta mais porque há pouco amor no mundo".

Lembro que quando fui assistir, eu estava com uma dor de cabeça horrível, culpa do meu vicio infeliz por café. Estava na “bruxa”, nem uma gota da droga na mente. Achei que não tinha sacado algo, burrice devido a dor. Mas que nada, a parada foi ruim mesmo! Até então eu tinha ficado calado, sem dizer a ninguém que achei uma droga. Não ouso falar mal do Woody! Não mesmo! Deixo esse árduo trabalho para o Verissimo!

Internet Porn

segunda-feira, dezembro 15, 2008



Útil e excelente modo para apresentar propostas, teses, números e gráficos... E que talvez aposente o velho PowerPoint!



Renovando de novo.

sábado, dezembro 13, 2008

Não ficou lá essas coisas, mas acho que está bom. Tenho uma "coolhunter" particular que vai dar o veredito final. Por enquanto, deixa estar como está...

Readymade - On Point and Red

quarta-feira, dezembro 10, 2008










" a chill falls inside
lamp decaying light
view from incomplete park
more windows than stars

a layer concrete
to step isolate
the state of my mind
bordered by power lines
and the grid underneath me"



Foto do dia: Focinho gelado.

segunda-feira, dezembro 08, 2008





Enquanto reestruturo o blog, estudo para uma prova final de Planejamento em Comunicação e re-escrevo meu pré-projeto (o qual recebi míseros 2,0!), uma bela e inusitada foto da Jornalista e escritora Ana Carmen Foschini. Só para aliviar por segundos o dia quente e "trovejoso" que nos surpreendeu nesses "tempos de fim dos tempos"!



O flickr de Dona Carmen: http://www.flickr.com/photos/anacarmen/2532497093/

Amanhã, em meus headphones: Dntel - (this is) the dream of evan and chan

segunda-feira, dezembro 01, 2008




Você gosta de ruídos eletrônicos que surgem de sonhos de estranhos?
Você gosta de viajar com sua mente através de janelas de ônibus?
Você gosta de isolar-se do mundo por intermédio de seus headphones potentes?
Você certamente vai gostar de Dntel.
Por isso, "Ringing ringing ringing ringing ringing off...



Curtir