Plantas trepadeiras
quarta-feira, julho 30, 2008
Na mente e nas telas, The Spirit
quarta-feira, julho 23, 2008
A adaptação cinematográfica de um clássico das HQ´s por Frank Miller vai ser uma viagem de volta a minha mente pré-adolescente, em que quadrinhos preto e branco me levavam para um universo distante do qual eu vivia, e que, segundo a minha mãe, adubava meu cérebro com coisas inuteis.
The Spirit me apareceu em 1993, por acaso, e com ele comecei a me interessar pela obra de Will Eisner.
E com o traço cinematográfico de Will, me interessei pelos anos 40. E dos anos 40, me apaixonei pelas metrópoles sujas e decrépitas, a fascinação por Nova York, por fumaça de cigarro dançando pelo ar de bares soturnos. E dos bares soturnos, me vi envolvido por música jazz saindo de trompetes tristes para beberrões solitários. Marinheiros encrenqueiros e suas deusas pin ups tatuadas no braço. Me vi idolatrando vagabundos sujos, mulheres depravadas e finalmente, pela beleza obscura dos filmes e da literatura Noir.
Em suma, é assim mesmo. Um amor sempre leva a outro.
Cloverfield: terror do século 21
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
By Bill Pyle
Ok ok ok.
Acabo de chegar do cinema e vejam só, os pelos do corpo estão mais
ouriçados do que meu gato quando se defronta com o cachorro ensandecido do
vizinho. O coração ainda bate forte e não sabe ao certo o que vi para fazê-lo
trabalhar a todo vapor.
Meu estômago revira como uma lavadeira de roupas envenenada movida a
nitro. O sangue corre pelos tubos das veias, pulsa numa jornada rápida por
todos os órgãos que precisa irrigar, levado por uma adrenalina sem precedentes,
desenfreado.
Em resumo, tudo dentro de mim está como se recebesse um único e visceral
aviso extraordinário: FUJA! Mas exatamente do que?
Cara, eu sempre soube que o demônio andava pela Terra, que passeava por
aí fazendo diabruras e se deliciando com o caos. Mas o que eu não sabia, é que
o danado tinha se materializado em corpo de homem. Para ser mais exato, na pele
de um homem famoso no mundo da TV e do cinema; Um homem que conseguiu fazer com
que as inicias de seu nome fossem sinônimo de aventuras bem feitas, com
mistérios tão saborosos e envolventes, que hipnotiza qualquer um que fique
trinta segundos assistindo as suas produções. Pois bem meus amigos,
apresento-lhes o diabo, e ele se chama J.J. Abrams.
Só por citar Lost (sua principal cria), dispensa o desperdício de comentários
já batidos e cheios de clichê. O cara que produz o seriado mais visto em todo
planeta, é o cabeça, é a matrona, é o maestro infernal do fim do mundo que é o
maravilhoso Cloverfield. Claro que apesar de todo o seu poder, J.J não
orquestrou o pandemônio sozinho; chamou Matt Reeves (diretor) e Drew Goddard (roteirista)
para lhe ajudar na árdua tarefa de fazer nós, míseros espectadores comedores de
combos de pipoca, cagarem-se de medo.
Estes foram espertos e simples: misturaram a agonia de medo-com-câmera-caseira-e-tremida
de "A bruxa de Blair", imagens de destruição com prédios esfarrapados
(resquícios subconscientes do ataque terrorista de 11 de Setembro) e uma
pitadinha de nada de um Godzilla com grito estridente. O resultado? A
reinvenção do gênero "Terror" no século 21. Abrams-Reeves-Goddard
fundem-se num só corpo e cospem na nossa cara como um bom filme de terror
moderno deve ser. Chacoalha nossos nervos de antigos espectadores passivos e
sem nos tirar da cadeira, nos insere impiedosamente dentro da destruição e do
pavor. Nos faz sentir a fria e pegajosa língua da morte em nossa nuca, em sequências
infinitas e desconcertantes. Vampiros, lobisomens, múmias, espíritos, ets e
etc. Quem ainda se assusta com isso?
Posso ter exagerado na dose, posso ter descrito o filme de uma forma
extravagante e sem muito embasamento crítico. Falem o que quiserem, que o troço
é blockbuster, que é filmão de garotada de shopping, que sou mais uma presa
idiota das armadilhas mercadológicas de Hollywood... Mas convenhamos: se é para
cair como uma mosca tonta numa armadilha para insetos, ao menos me iludam de
forma eficiente, assim como J.J Abrams fez no cinema, assim como o diabo fez
com Adão e Eva.
Links
Site oficial: http://www.cloverfieldmovie.com
Resenha do Blog do Cardoso:http://www.carloscardoso.com/2008/01/24/cloverfield-ou-godzilla-no-dos-outros-e-refresco/
Seus amigos nunca te deixarão sozinho
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Sabe aquelas
brincadeiras sacanas que você fazia/faz com seus melhores amigos quando estão
mortos depois de uma noite de farras dantescas? Aquelas armadilhas fantásticas
e imaginativas, cheias de fitas adesivas, tintas, comida e coisas gosmentas que
os mais fracos sempre caem como um ratinho frágil e chapado numa ratoeira
gigantesca?
É justamente
esse universo único que este vídeo da banda Justice (um mash up de 'never be
alone' do Simian), se inspira.
Nos nossos dias
pós-tudo, as mais profundas e sujas águas do comportamento humano fazem as
regras para o entretenimento dos milhares de "youtubespectadores".
Desculpe, eu errei sobre o futuro
sábado, fevereiro 02, 2008
Errei achando
que tudo iria se transformar em direção ao novo, à uma nova ordem de
pensamento; errei ao imaginar que as mentes jovens de hoje procuravam sempre o atual
e o original, e não o antigo e datado.
O futuro
realmente não é como era antigamente. E tudo, no fundo, estagnou em uma grande
bola de aniversário, onde pensamentos, culturas e músicas, de todos tipos,
lugares e épocas, se acumulam sem parar.
Ao longo dos
séculos, a humanidade se reinventa. Modifica apenas algumas coisas. E isso sim
é o futuro: um pneu velho, recauchutado com diferentes tiras de borracha temporais.
Além disso, o futuro também é uma
calça jeans caipira festa junina.
Felicidade de Papel
sexta-feira, setembro 21, 2007
Tenho certeza que o tempo frio, aliado a leituras agradáveis, fazem muito bem para almas inquietas.
Aqui, no casulo do quarto, há deleite com um universo em que poucos conseguem compreender: a calma feliz e solitária de livros-amigos que são como a extensão de minha própria personalidade.
Eu e eles, na profunda calma da noite chuvosa, ouvindo a água escorrendo pelas ruas, como uma multidão de risadas de programas de auditório.
BlogDay
sexta-feira, agosto 31, 2007
Pois bem, 31/08 é o dia mundial do blog. Ou dos blogs. Por que? Pelo simples fato dos números "3108" parecerem com a palavra "blog"! E nesse dia, todos os bloggers do mundo todo recomendam até 05 outros blogs totalmente diferente dos seus. O site especialmente criado para a comemoração (BlogDay), nos explica melhor:
"BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes."
Então, aqui vai as minhas 05 indicações para esse dia:
01 - Astronauta Roger
02 - Textos ao vento
03 - Rebucados aleatorios
04 - S.O.B.R.E.T.U.D.O
05 - Alta Fidelidade
A grande farsa 2.0
terça-feira, agosto 07, 2007
Parece que aquele grande sonho onde todos nós seriamos produtores culturais seja apenas uma grande balela: Andrew Keen está aí para abrir olhos dos mais afoitos, dos que acreditam no admirável mundo novo da participação democrática de conteúdo.
"A tão propalada democratização, na verdade, tornará o entretenimento cultural de alta qualidade menos acessível às pessoas comuns."
No final, continuamos sendo mais um tijolo no muro.
1001 Noites de quadrinhos
quinta-feira, julho 26, 2007
A Pixel Midia está vindo com tudo quando o assunto é fantasia e HQ´s adultos. E o melhor, com revistas a preços razoáveis e com uma qualidade incrível. Exemplo maior é a serie "1001 noites", desenhada pelos melhores artistas de quadrinhos da atualidade, dando vida às "loucuras de fadas" que saem da incrível imaginação do roteirista Bill Willingham.
Neste primeiro volume, temos Branca de Neve sob os domínios de um sultão, que depois de traído pelas historias intermináveis de Sherazade, não é mais tão bobo para passar 7 longos anos ouvindo contos. Decide então casar toda noite com uma mulher diferente, desvirginando-as e decepando suas cabeças ao nascer do sol.
Serão essas as novas historinhas para ninar crianças de cultura globalizada e pós-modernas?
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