Sade, de Senno Knife

quinta-feira, agosto 24, 2006


Comprei ontem. Comecei a lê-la no ônibus. Tive que parar e guardar. As pessoas começaram a reparar na estranha revistinha preto e branco, com desenhos bonitinhos de garotas em posições grotescas, amarradas, sendo torturadas. 

Não quis me passar por trabalhador japonês pai de família que lê mangá no metrô.

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"Sade é totalmente desenhado no estilo shoujo (mangá para garotas), com cenas de erotismo e de sadomasoquismo. A edição, disponível nas bancas, é dividida em cinco partes: A Noite do Baile de Máscaras, Uma História Trágica e Justine, todas inspiradas em contos de Sade; A Casa das Atrocidades, dos Irmãos Grimm, e A História de “O”, de Pauline Réage".


Fetiche móvel

quinta-feira, agosto 17, 2006

A mobilidade e a praticidade oferecidas pela tecnologia atual é usada, principalmente, por fetichistas mais afoitos.








Despedida do emprego

segunda-feira, agosto 14, 2006



Era só um dia qualquer. Mas era um dia raro, estava chegando ao trabalho com um entusiasmo inédito. Estava realmente feliz, cantarolando "Break The Night With Colour", do Richard Ashcroft. Uma hora depois dessa imagem, eu seria demitido do trabalho... Isso seria paranormalidade?

Encontro digitado

sexta-feira, agosto 04, 2006

"Acho que a comunicação via digitação era muito mais confortável... Conduzimos o nosso encontro sem falar. Trocávamos de fone de ouvido periodicamente, teclávamos, pedíamos mais cerveja, vinho e comida... A garçonete achou que fôssemos loucos".

Amanda Palmer em http://www.dresdendolls.com/diary

Sempre novas maneiras de fazer a mesma coisa.

Ponha no google: couple-surfing

Feed Reader

quarta-feira, agosto 02, 2006

Nova idade, novos conhecimentos, novos vícios: rss, feed readers. Alguém me ajude...

http://www.feedreader.com/?fromfr

A substância de Dot Allison

sexta-feira, julho 28, 2006

Dot Alisson - Substance - Felix The Housecat


Dot Allison é ex-integrante da "One Dove", banda tranquilona dos primórdios do Trip Hop. Apesar de talentosa, passou despercebida por muito tempo pela crítica, fazendo algumas participações em projetos como o  "Death in Vegas", dos produtores Richard Fearless e Tim Holmes.

O caso é que ela só "vingou" de verdade ao lançar seu primeiro trabalho, "We Are Science", de 2002. Mas só neste ano (2006), conheci suas composições, ou melhor, os seus timbres sintéticos que estão dentro do movimento musical da moda em Nova York, o chamado “Electroclash”.


Algo moderno nas harmonias e nas letras me chamou a atenção. Esta canção, em particular, tem tocado constantemente em meus headphones, definindo meu entusiasmo pela a artista.


      


Ouví isso andando por aí, com  olhar perdidão, através da janela de um ônibus, na tentativa de ser uma espécie de flâneur cibernético, essas coisas que a gente quer ser e nunca consegue…

De qualquer modo, Dot Alisson é uma grata surpresa.

Dot Allison - Substance
Don't rescue me
When I play with with fire
Don't need to know
Is this desire
We hold back words
Our eyes are giving away
Deny the past
We've come to radiate
In need of some substance
In need of some substance
A little's less than nothing
In need of some substance
The sun might set
Tonight could be the night
And if thats the case
You'll get on all right
But there's no point
In spoiling for a fight
Because we're blinded by
The darkest ray of light
 
+ http://www.dotallison.com/

Egotrip #000

quarta-feira, julho 26, 2006

          

Eu sei que você gosta de dormir com a TV fora do ar. Sei que os milhares de pontos de pixels te lembram sêmens ensandecidos, apressados para fecundar um óvulo. Sei ainda que leva essa coisa de virtualidades e tecnologia pirata bastante a sério. Também acredito numa tecnologia de quintal, que te dá felicidade, apesar dos seus poucos atributos financeiros para comprar bugigangas de marcas oficiais. 

Essa ideia não é nova. Foi herdade de William Gibson, no livro Idoru, com personagens hippies hightechs, que abandonaram a confecção de amuletos a base de Durepox, para produzir laptops e personal computers de forma artesanal, sendo vendido em qualquer praça, rua ou passarela.

Você prefere as metrópoles sujas do que um campo verde. Detesta raves em chácaras, sítios ou qualquer lugar natural. Acredita que os subgraves comuns nesses sons são um desrespeito a natureza e tudo que nela reside de mais puro. O ser humano, na sua visão,  tem que apodrecer nos asfalto, nos seus lugares de concreto com ar processado que tanto vangloriam-se de poder estar. 

Mas acredite nesta voz advinda do futuro, peregrino: por estar atrás, catando o que os outros deixaram e esqueceram, pode ser que nunca venha realizar alguma coisa de útil nesta vida. Desse modo, apresse-se. Empurre a multidão com socos e pontapés. Ao menos uma vez, tome a dianteira dessa turba boba que finge saber para onde vai. 


Cafeteira insone

sábado, julho 08, 2006



Desejo ardente de ouvir minha cafeteira barata trabalhar. O som do vapor entrando em contato com o pó, exalando por toda a casa, o cheiro forte do revigoramento de ânimo. Só em lembrar da fragrância, alguns milhões de neurônios são ativados. 

Nada demais nisso tudo se, neste momento, não fosse mais de duas da manhã. 

Tudo culpa do Coffee Geek: http://www.coffeegeek.com/


Drops do dia - Insônias de uma vida que escoa pelo ralo

segunda-feira, junho 26, 2006

26.06.2006

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Há muitos vazios numa noite de insônia. E neste caso em particular, nunca consigo produzir nada de realmente útil com essas inconstâncias. A utilidade tem que ser a prioridade número um na vida, mas a realidade quase nunca realizo. 

Ao final, sempre estou na superficialidade das coisas, jogando a vida fora. Consumo pornografia; Como pizza fria às 3hs da manhã; Tento começar a fazer uma música no software de loops. Mas nunca saindo do início. O medo de terminar tudo. De chegar a uma conclusão. Resolver os problemas, finalmente. Há algo que me empurra até a mediocridade.

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Tenho centenas de e-mails não lidos. Centenas mesmo. Acumulam-se por culpa da procrastinação. Entro em 785 comunidades no Orkut, em 25 listas de discussão do Yahoo Groups. Recebo boletins de sete rádios de notícias. Quem lê tanta notícia?

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Descobriram que o sucesso musical nada mais é que uma formula matemática. Construíram um software que aumentam as chances dos produtores fazerem hits de sucesso. 

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Encantado com uma câmera de segurança do ônibus coletivo, pus me a escrever. Aproveitei o engarrafamento para produzir um texto qualquer. O resultado foi que não construí uma única linha. Guardei o caderninho de anotações no bolso da frente da mochila, mas me esqueci de fechá-lo. Perdi/roubaram R$150,00 + todos os documentos + fotos ¾  +  minha moeda de 1 centavo da sorte. 

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Uma xícara de Coca-Cola não me deixa dormir. Ponho no Google: Coca-Cola “insônia”. Procuro respostas que façam sentido. Algo que me distraia e me faça aprender sobre isso. Nada encontro. Apenas estes blogs:


A concepção

sábado, junho 17, 2006


Filme A Concepção


Não posso me fazer de culto, de bem informado, de crítico de cinema. Assisti "A concepção" simplesmente pelo trailer. Vi um monte de gente nua, tomando todas, total loucura gratuita. Interessei-me no ato. O que a fita pode nos ensinar, o que o filme tem para mostrar?

Vejamos as críticas:

Omelete:

"Apesar de ganhar pontos pelo ótimo trabalho técnico que chega à tela, A concepção se suicida com seu esforço em chocar a audiência - sexo, drogas, desbunde desenfreado, toda essa patacoada que não impressiona mais ninguém há um bom tempo - enquanto mergulha em um balde de verniz em que se lê 'filosofia barata' ".

Não achei filosofia barata. Faz sentido tudo o que o "X" cospe com suas loucuras. Quem não queria desbundar por 24 horas? Transcorrer todas as regras por um dia? Libertar-se por completo e sem medo?

Mix Brasil

"... o filme é uma explosão sexual sem rótulos. No filme o conceito de "livre arbítrio" chega ao limite. E tem um elenco de bonitões, liderado por Juliano Cazarré e pelo gostosão-fetiche Milhem Cortaz".

Terra - Cinema

"Pelo menos na intenção, o diretor não quis chocar ninguém. Como ele disse, ao apresentar o filme em Brasília, ele considera seu trabalho "um pequeno passo para retomar a utopia desta cidade e o sonho de um país melhor". A se levar a sério esta intenção, Belmonte acredita que recuperar a utopia começa pela exposição da falência da situação atual".


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