...Na visão de http://twitter.com/bioQuirino
O Mussum Day...
terça-feira, agosto 04, 2009
...Na visão de http://twitter.com/bioQuirino
Olhar periférico.

Iatã Cannabrava e as periferias: Uma prova de
que um olhar inovador faz a diferença.
Momento Roland Barthes: A mentira da imagem.
segunda-feira, agosto 03, 2009

Ilustração típica da cultura pop japonesa, em realces ultra ambíguos que, através de uma simples maçã em corte, nos remete às colinas voluptuosas da carne. Um engôdo, uma ilusão, talvez o mesmo signo usado pela serpente no longínquo paraíso, ao qual a primeira mulher, sedenta de curiosidades e quiça desejos, deixou-se ludibriar em um encanto que, de mágico nada tinha. Tão somente era a técnica,está arte simplória usada na manipulação de palavras e imagens, em um momento único da história humana em que destinos de homens, mulheres e crianças foram traçados até chegar aos negros vestidos da morte.
Aqui, a única certeza é a imagem que tudo é, ludibriando o cérebro contaminado pelo sabor do ir e vir, pelo atrito quente das moléculas carnais e por tudo que remeta a objetos banhados em líquido denso, frutos do mais ardente amor, que só se completa nas viscosidades do prazer. Viscoso e pegajoso como o início da concepção de qualquer ser que um dia venha à andar sobre a Terra.
Ilustração do dia: O perigo de manter uma identidade secreta.
quinta-feira, julho 30, 2009
O Jornalismo e a questão fundamental.
Dos inúmeros personagens do livro "O Guia do Mochileiro das Galáxias" há um em especial que tem o peculiar nome de "O Pensador Profundo". Ele nada mais é que um megacolossal computador projetado por seres hiperintelingentes (no caso, ratos) para resolver a "Questão fundamental da vida, o Universo e tudo o mais". Após 15 milhões de anos, a resposta é dada.
E essa é um simplório "42". Fulos da vida, os seres hiperinteligentes dizem que essa não era a resposta da pergunta. O computador retruca que o que eles não sabem é a própria pergunta. Ele afirma que a resposta (42) só poderá ser entendida quando eles souberem a pergunta.
E é por saber a pergunta correta que o artigo de Ronaldo Lemos intitulado "Jornalismo em um mundo em transição", publicado na Folha de São Paulo do dia 28 de Junho de 2009, merece a marca do "relevante'. Nele, o fundador do Overmundo destilou uma perspicaz visão dos rumos que o jornalismo está tomando devido as interferências de descentralização da noticia que redes sociais como Twitter, Facebook, YouTube, blogs e celulares estão proporcionando. Cita o blog/tablóide TMZ na cobertura da morte de Michael Jackson e de como ele se valeu dessas novas mídias para chegar primeiro na conclusão da morte do cantor e lançar a noticia nos quatro cantos do mundo. O TMZ passou assim, a ser sinônimo da "morte de Michael" e este talvez seja um eterno troféu do tablóide.
Ao meu ver, o artigo tem fundamental importância não por dar respostas de um possível futuro do jornalismo, mas sim por fazer a pergunta mais correta: "Como reinventar não só as formas de participação, mas também uma ética nova para a rede, uma ética que não seja nem ingênua nem obsoleta? E que não seja imposta, mas sim construída?"
Se tivéssemos "O Pensador Profundo" ao nosso dispor, certamente ele nos daria a resposta correta e não apenas um confuso "42"!
Quer ler o artigo? Bem aqui
Para a segunda-feira, uma balada matadora!
segunda-feira, julho 27, 2009
Uma canção do Sting sobre assassinato, erros e arrependimentos, imortalizada na voz de Johnny Cash.
I Hung My Head - Johnny Cash
I Hung My Head - Johnny Cash
Um mantra para a insônia
sexta-feira, julho 17, 2009
A insônia, traiçoeira que é,
empurrou-me para longe do aquecimento materno de um espesso cobertor. Junto a
isso, uma fome descomunal e um desejo de prenhe para consumir uma canção de
1998.
Volto ao sono, agora satisfeito e com um mantra pop
balbuciando nos lábios:
"Erase and rewind
'Cause I've been changing my mind"
Momento Roland Barthes: um olhar poético sobre o signo fotográfico.
quarta-feira, julho 15, 2009
Fotografia adquirida sob a égide da era da reprodutibilidade técnica, mais exatamente no Tumblr do usuário @jorai, grande apreciador das mais refinadas artes originadas dos antiquíssimos grottos romanos.
É uma foto premeditada, como um crime, basta reparar no arranjo das roupas e dos cabelos, a palma da mão como um sensor cognitivo da alma e do desejo libertador da uma alma feminina. De cócoras, como uma versão humana da frase de tinta negra na parede branca, uma icônica invasão bárbara aos domínios rígidos e ilusoriamente imaculados do macho dominante: o homem.
Há aqui um claro objetivo: escarrando de modo cômico na sociedade que almoça o fast food da hipocrisia via retwittes que mais se assemelham a vírus letais, tudo está à espera da eternidade digital.
Sabe-se que após o clique, a cena se desfez na rue de Rome e a vida voltou a fluir imperfeita, mas agora repleta de satisfação corpórea, mas isso a foto não captou, pois foto é a pose em suspensão no tempo, agora meras manchas de pixels em preto e branco.
Mas eis que o seu olhar encontra o dela, que ali de cócoras e abrindo seu instrumento de ascensão ao gozo sem pudores, do fundo de nossa certeza de morte, de repente olha e se enrijece.
The Legends: Over and Over
terça-feira, julho 14, 2009
Reza a lenda "Léstiéfiemilistica" que o The Legends é uma banda de música pop sueca, distribuída pela Labrador Records e que se formou através de uma rede de contatos entre amigos, com a peculiaridade de que seus nove (?) integrantes sequer sabiam tocar instrumentos musicais. Lendário também é o fato desse povo todo ter suas identidades mantidas propositalmente em segredo, com exceção de um: Johan Angergård, ( Club 8 e Acid House Kings).
Mistérios à parte, este quarto
álbum do grupo está repleto de referências sônicas das clássicas bandas de
selos como Creation Records ou 4AD. Trocando em miúdos: riffs pontiagudos, avalanches de White-noises e doces,
muito doces vocais. Aqui sim, há canções pop que podem literalmente (vai
depender apenas do volume do seu phone) ensurdecer seus ouvidos.
O álbum inicia com "You
Won", um grudento (no bom sentido) refrão, com uma linha de baixo firme,
que te faz viajar de olhos fechados em acordes formidavelmente bem feitos.
Depois, uma típica canção "thelegendsiana", "Seconds away":
Guitarra serra-elérica, microfonia leve, pegada ultra-pop. Em seguida, uma
descarada e linda chupação do JAMC para os dias de sol, "Always the
same", perfeito como trilha de um passeio pelo litoral (¬¬). O disco (é
tão estranho falar 'disco') segue suas 12 faixas com intercalações de calma e
turbulência, sempre de forma acertada.
Para a nova juventude ou para os
órfãos dos "clássicos de franjudos entediados" - The Jesus and Mary
Chains ou My Bloody Valentine - The Legends prova que é possível modernizar
estilos datados, fora de moda, aliando perfeitamente camadas de ruídos com
outras tantas camadas de canções pop atuais e singelas. Aos meus olhos de velho
adolescente com saudades dos anos 90, este é o disco do ano!
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