Foto do dia: Uma esperta lagartixa.

terça-feira, novembro 10, 2009

 

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Consciente da atração sem sentido dos insetos pela luz, essa esperta lagartixa, dentro de um lustre, fez sua morada. Longe dos perigos dos muros, longe da mira afiada de crianças caçadoras de répteis com seus badoques em punho e longe das inóspitas dobradiças de portas, em sossego, farta-se em seu eterno e iluminado banquete.

 

Vi isso aqui.

Faça de Cuba, libre!

domingo, novembro 08, 2009





Atenção nerds, geeks, black hats, hackers e ciber-ativistas: Uni-vos e aprendam a fazer uma verdadeira Cuba Libre!

VNV Nation - Further

sexta-feira, novembro 06, 2009

Para o fim do mundo, uma canção.

 

O Sol nasceu, então deve morrer
Apenas as sombras me confortam.
Eu sei que na escuridão, eu vou te encontrar, desistindo por dentro como eu.
Cada dia deve terminar, como ele começa 
E pensar que você está distante de mim
Eu sei que na escuridão, eu vou te encontrar, desistindo por dentro como eu.


Nova safra criativa da música e do videoclipe baiano.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Se há algo que me chateia profundamente nos dias que se seguem, é a recusa velhaca de ir a um show de rock and roll. A falta de entusiasmo adolescente correndo nas veias. Oh meu deus, juro que não sou um jovem ancião ou virei um cristão radical e ortodoxo!




O motivo maior é o fator “poucas são as bandas que me fazem ‘arrepiar’ os ouvidos”. Infelizmente (e sem críticas ardorosas, já que todo mundo tem direito a escutar o que bem entender), não me agrada a cena rocker atual da Bahia.



Principalmente, as bandas com grande respaldo midiático. Simplesmente, elas não funcionam em meu cérebro e não me dão vontade alguma de sair de casa para suas apresentações. Claro que há algumas exceções. E apenas o número de dedos de uma das minhas mãos podem fazer esse pequenino censo.



E qual não foi o meu espanto ao ouvir, finalmente, algo tão próximo (geograficamente falando) e tão criativo quanto Teclas Pretas. Algo que vai me impulsionar a sair de casa novamente e estar “in loco” conferindo uma apresentação ao vivo desse pessoal.



Não sei especificar exatamente o que essa banda soteropolitana pretende com sua música, nem o que me fez cair em suas graças, mas posso afirmar simplesmente, que é o trabalho musical mais inventivo e experimental (sem ser chato e cheio frescuras) surgido nos últimos 10 anos aqui, nessa (ainda) província chamada Bahia.



O que pude perceber, foi uma musicalidade tão própria e ao mesmo tempo tão “já ouvi isso antes” (no sentido positivo de beber das boas e clássicas águas que o rock já fez fluir). Talvez sejam os ecos de algo psicodélico, algo de garagem sixties, algo folk, algo pop ou algo bom!



Quem era adolescente na soterópolis dos anos 90, saca muito bem o vocalista. Muito moleque sem juizo subiu no palco para simplesmente fazer bagunça. E talvez chegue um momento que ele vai se encher e dizer: “Parem com a ladainha de sempre comentar ‘Glauber, ex-Moskabilly, do clássico grupo psychobillie The Deadbillies’”.



Mas como não citar? Quem conhece, sabe que Glauber arrebentava na voz, na performance de palco e que tudo que se mete, pode ter certeza, vai ser algo de qualidade.



Pois bem, como perceberam, não consegui definir os caras. Mas acho que o super engraçado release deles lá no Last.FM pode resolver. Claro que ao ler o release, percebe-se que nem eles tem idéia do que pretendem, mas ao menos despertam a curiosidade de ouvi-los.


É ótimo saber que a cena local baiana se renova e ainda tem qualidade. Começando pelos clipes. Saca só:



Ainda melhor, é ver que há uma crescente e esperta turma que tem talento para produzir clips como esse. Prova maior foi a Oficina Geração Bit, que lançou essas produções. Recentemente (19/10/2009) houve a primeira exibição pública, que aconteceu no contexto do já tradicional Festival de Cinema da SaladeArte, em Salvador, Bahia. Esses novos talentos do videoclipe baiano, mostraram que vieram para fazer a diferença de verdade.




E não só a Teclas Pretas participaram desse trabalho. Tiveram outros grupos como Retrofoguetes, Yun-fat, Copyraite e Nancy. O projeto foi produzido com o apoio do Fundo de Cultura.





Massa, né?

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Entrevista do Glauber na Revista Muito!


Quer ouvir? Baixa aqui!

Pause

quarta-feira, novembro 04, 2009

Logo volto para o eterno fluxo da vida pixel.

Foto do dia: Em dobro.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Photograph: Franklin Reyes / Associated Press

Miguel Leon fuma calmamente seu velho charuto, enquanto prepara um galo para competir em uma briga de galos em Havana, Cuba. Lá, a prática é legal só quando organizado pela estatal de fazendas. Apostas não são permitidas. (Mas apostar a dor e a vida de criaturas inocentes, permite-se)

Photograph:Muhammed Muheisen/AP

Ramallah, Cisjordânia: Menino palestino vestindo um uniforme militar e segurando uma arma de brinquedo, em Al-Amari, um campo de refugiados. (Porque assim como o boato, toda brincadeira tem seu fundo de verdade)


Uma festa para o futuro

terça-feira, outubro 27, 2009



Como diria o Esqueleto: "Um dia He-Man... Um dia..."

Tutorial Linux pra crianças




Conheça Yuti, o menino de 05 anos fissurado em seu Ubuntu 9.04. O pirralho do software livre!


Foto do dia: Terror nos olhos.

segunda-feira, outubro 26, 2009


Às vezes, para mostrar a intensidade da destruição de algo, a simples expressão de horror já denuncia a intensidade do fato.

Bagdad, Iraque: um dia depois do ataque suicída através de um caminhão-bomba.

Altas aventuras de simplicidadade.




Não quero dar resumos, nem tão pouco resenhas. Afinal, não é meu objetivo relatar sobre nada. Quando comento filmes, nunca é a mera descrição do enredo, limitando-me a dizer se é bom ou ruim. Afinal, quando um amigo nos diz se um determinado produto é de boa qualidade, confiamos.

Poderia então, apenas resumir: é bom. Mas talvez eu não seja seu amigo o suficiente para que confie nas minhas palavras. Talvez, se eu te disser sobre os sentimentos que o filme provoca, aí sim você pode até pensar em querer assisti-lo. Enfim, quero dizer apenas que acabo de assistir “Up – Altas Aventuras”, assegurado-lhe que o filme em questão é muito mais que uma produção engraçada e cheia de aventuras, da produtora Pixar.

Afirmo com toda a certeza do mundo (levando em conta que sua índole é comum e que acredita nas coisas belas da vida como amor, amizade e simplicidade), que nos dez primeiros minutos da animação, seu coração vai explodir e seus olhos vão se encharcar de tanta beleza. E do alto dos meus 31 anos, te garanto que expor-se ao feitiço de algo tão infantil vai te fazer muito bem.

É um daqueles filmes que usam a fantasia para ensinar a nos apegarmos às coisas mais simplórias da vida, o que conseqüentemente, aprendemos com o tempo que são estas, as mais fascinantes. Se há uma moral aqui, está é a capacidade consciente dos tesouros que nos rodeiam e que erroneamente tachamos como algo sem valor, sem grande significado em nossa história de vida. A correria dos tempos que passa, as pressões diárias, a massa midiática impondo qual o padrão de beleza, de riqueza e, o pior: de felicidade.

O medo de sermos medíocres, de não ter o mesmo carrão do nosso vizinho, de não possuir as ultimas novidades da tecnologia ou da moda, de não estarmos antenados às novas tendências criadas por uma industria faminta por dinheiro, que inventa todos os dias sempre uma nova necessidade para fazer parte o nosso dia-a-dia cada vez mais desumano. Coisas e coisas e coisas que nos apegamos. Objetos mais significativos do que sentimentos. Mais valiosos do que sentir tudo ao redor.

Claro que nem todos os objetos são apenas objetos. Existem aquelas coisas sem vida que carregam consigo um momento eternizado. Uma foto de um alguém querido na carteira, um ingresso de um cinema, uma pétala recebida com amor, a embalagem da bala de hortelã que deu o gosto único do primeiro beijo naquela pessoa dos seus sonhos. Pequeníssimas, minúsculas, irrelevantes, quase invisíveis coisinhas que agregamos a mais pura e completa vida.

A maravilha de nossa era tecnológica atual é a possibilidade de nos conceder a conveniência dessa verdadeira elevação do espírito, que é entender que a grande aventura do viver está nas coisas ínfimas da vida. Isso nos poupa o trabalho de não deixar que os anos passem rápidos e que, só lá no final, quase no ultimo capitulo de nossa existência, possamos perceber o tempo desperdiçado em desejos inventados por outros.

Assista. Você vai entender o que estou dizendo!

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