Quando as solas dos meus pés
ganham a metrópole, meus ouvidos precisam de uma trilha adequada.
Amanhã, em meus headphones: Mirrors Edge Soundtrack
terça-feira, julho 07, 2009
O som do futuro
Mind In A Box. Esse é o nome mais apropriado para quem deseja ouvir
o som de um hipotético futuro cyber. Suas canções são na verdade monólogos e
trechos de conversas telefônicas, como conversações que se combinam umas as
outras para contar uma história que atravessará todos os álbuns.
Cada faixa é uma pista para
compreender este quebra-cabeça que o levará numa emblemática aventura sci-fi. O
estilo é Future-Pop com envolventes ambientes tecnológicos e cyberpunks. O
Mind.In.Box é um duo austríaco que traduz em áudio todo um imaginário de ficção
cientifica e fantasia em ambientações tech-noir com formidável perfeição.
As letras estão espalhadas pela
web ou no site oficial, mas quem usa o winamp, é só baixar o plugin de letras.
Confira abaixo o som da banda/historia nas imagens dos filmes Natural City e Immortel, respectivamente.
Escape
Change
Sexta-arte: Sasha em acrilico.
sexta-feira, julho 03, 2009

Hoje é sexta-feira. Dia de alivio. Véspera de descanso merecido. Aqui pode-se dormir tarde. Encharcar o cérebro com sua bebida preferida. Perder a razão. E em comemoração às desejadas Sextas, hoje inauguro a tag “Sexta-delirio”. Às Sextas, sempre um delírio artístico.
A atriz pornô Sasha Grey em tinta acrílica e seu olhar frio e distante, capturada pelos dedos do pintor James Jean.
A atriz pornô Sasha Grey em tinta acrílica e seu olhar frio e distante, capturada pelos dedos do pintor James Jean.
Seis livros para Daniele
Nanny
me pediu algumas dicas de livros para ela ler nas férias (acho). Claro que
poderia simplesmente mandar uma lista de tudo que li e gostei de coração por
e-mail, de forma rápida, sem delongas. Mas quando se fala em livros (no caso,
meus livros), acho justo compartilhar do meu gosto com amigos e outros
anônimos. Talvez uma ou duas das poucas pessoas que aqui visitam, podem ter
interesse nessa pequena lista, catalogada por ordem de importância. Minha
humilde e pessoal importância que deposito ao que meus olhos consomem e
consideram "bom". Enfim, tome lá:
6 º "Miso Soup": Ryu Murakami
Kenji
é um guia de turismo sexual em Tóquio. Saca os melhores bares de strip, clubes
de sadomasoquismo e lingerie. Sabe onde está cada canto sujo da cidade. Apesar
de viver num mundo promiscuo, ele é fiel a sua namorada, Jun. E Jun é a
antítese do mundo podre e degradado de Kenji. Uma flor de Sakura delicada que o
limpa da discordia. Um dia, ele conhece o estranho turista americano, Frank,
que o contrata como guia. Mas Kenji percebe que o americano veio ao Japão com
interesses que vão além do turismo sexual: Frank quer experimentar o prazer...
de ceifar vidas!
Murakami nos mostra o verdadeiro e decrépito
Japão de hoje: o esquecimento das antigas tradições dão lugar ao consumo, ao
prazer sexual e a solidão.
Trecho: "A maioria as prostitutas japonesas
vende o corpo não pelo dinheiro, mas para escapar da solidaão".
5º "Non-Stop": Martha Medeiros
Non-Stop
não é apenas uma coletânea de crônicas sobre temas variados do relacionamento
humano. É um guia do cotidiano moderno indispensável para guardar na estante e
no coração. Amor, sexo, família, preconceitos, rótulos, pais, filhos, vida.
Para os de dura cerviz, talvez seja nada mais que um livreco de auto-ajuda
disfarçado de moderninho. Como eu disse, isso é opinião dos de dura cerviz. São
apenas conselhos sinceros que te levam a rir o quanto puder, assim como chorar
o quanto puder. Serve quando um ombro amigo não está por perto!
4º "A hora dos assassinos": Henry Miller
Henry
Miller dispensa comentários. Aqui temos o encontro de dois mestres que vivem em
meu subconsciente desde sempre. Acredito que autores não nos conquistam com
suas palavras e historias. Essas palavras e histórias já nascem conosco, já
começam a ter simbiose com nosso corpo na escuridão no útero. Quando li
Rimbaud, eu me vi em suas palavras. Assim se deu com Miller. Nessa obra, o
autor de "Sexus", "Nexus" "Plexus" nos conta a
vida de Rimbaud através de sua verborragia linda tão peculiar.
Miller tem o entusiasmo na escrita que muito me
influenciou. Enfim, nada como ler um maldito falando de outro.
3º "A praga Escarlate": Jack London
Imagine
um futuro onde uma praga dizima toda a humanidade deixando apenas uns poucos
sobreviventes. Nesse futuro, garotos tem colares de ossos no pescoço e brincos
gigantescos nas orelhas. A cultura entra em colapso e qualquer tipo de
linguagem mais rebuscada é tida como uma engraçada forma de se expressar.
Parece com algo que você conhece? Pois saiba que o profeta Jack London viu
nosso atual presente em 1912 e estava "milimetricamente" certo!
Trecho: "Uns lutam, outros governam, há os
que rezam. E todo o resto trabalha duro e padece terrivelmente enquanto, sobre
seus corpos sangrentos, erigem-se de novo, e para sempre, a beleza arrebatadora
e o fascínio incomparável da organização civilizada. Tanto faz se eu destruir
todos os livros guardados na caverna... Ficando ou desaparecendo, todas aquelas
verdades serão descobertas; todas as mentiras, vividas e passadas adiante. Qual
a vantagem..."
2º "Bonequinha de Luxo": Truman Capote (edição Companhia das Letras)
Se
há algo que não entendo hoje em dia é o fato de muitas garotas terem a imagem
de Amelie Poulain estampadas em suas camisetas. Amelie não combina de forma
alguma com a vida dessas moças da noite (no bom sentido é claro) que se perdem
em festas intermináveis dentro de clubes.
Eu sempre vejo tristeza nesses
lugares! Mesma com minha música preferida explodindo nas caixas de som! Sempre
achei o glamour uma coisa vazia, algo derivado de uma solidão iminente. E Holly
Golightly (no rosto de Audrey Hepburn) deveria estampar-se no peito dessas
garotas. A sexy e divertida solidão de Holly Golightly...
1º "Eu Receberia As Piores Noticias Dos Seus Lindos
Lábios": Marçal Aquino
Assim
como o personagem Cauby eu "nunca acreditei no diabo, apenas em pessoas
seduzidas pelo mal". Marçal Aquino é o verdadeiro homem com uma dor no
coração. E ele é bem mais elegante! Indispensável!
Trecho: "Ela congelou o gesto de colocar as
fotos no envelope, virou o rosto e me estudou, como se avaliasse se eu tinha
mérito suficiente para receber o que pedia. Sustentar aquele olhar escuro foi
uma experiência difícil. Fez com que eu me sentisse desamparado. Fiquei com a
impressão de estar sendo visto de verdade pela primeria vez na vida. E também
de estar vendo algo que o mundo não tinha me mostrado até então.
Voluptuosas nuances da arte
quarta-feira, junho 03, 2009

O corpo para fins artísticos é fácil. Difícil é pornografia para fins artísticos. Mas tem gente que sabe apreciar uma boa sacanagem e principalmente, faze-la. O The code: 831 que o diga. Um tumblr com as melhores fotografias do gênero. Verdadeiras obras de arte voluptuosamente impressionantes e, coitadas, sem nome. E por falar nisso, que nome você daria a foto acima?
Eu sugiria The ball-cat.
Eu sugiria The ball-cat.
Ok, foi podre!
¬¬
Peixels
sexta-feira, maio 22, 2009
Uma
pausa na monografia para alimentar meus Peixels.
(ajude-me a alimenta-los. Apenas clique na
tela.)
Lost In Translation: O sussurro final.
quinta-feira, maio 21, 2009
Lost in Translation foi um dos filmes mais emocionantes e interessantes que já vi. Gosto dele por inúmeros motivos. Um deles seria Tókio. Outro é o humor blasé e saco-cheio-da-vida do Bob Harris (Bill Murray). Outro ainda seria o sentimento de deslocamento e estranhamento inerente de Charlotte (Scarlett Johansson), que acredito ser uma espécie de alter-ego da Sofia Coppola.
Completando isso, há uma trilha shoegaze, com alguns clássicos do gênero como The Jesus and Mary Chains e My Bloody Valentine. É um filme leve, delicado e até (para alguns que não tem o espírito da coisa) paradão.
A cena final, até então, era uma incógnita. Bob sussurra algo junto ao ouvido de Charlote que o expectador quase não ouve. É algo que não deve ser compartilhado para quem assiste a cena. Um momento único no cinema em que dois personagens apaixonados tomam vida e trocam segredos em que nós não podemos participar.
Então eis que o usuário do Youtube DaeOh, conseguiu finalmente desvendar o mistério, usando recursos de áudio digital exaustivamente:
Completando isso, há uma trilha shoegaze, com alguns clássicos do gênero como The Jesus and Mary Chains e My Bloody Valentine. É um filme leve, delicado e até (para alguns que não tem o espírito da coisa) paradão.
A cena final, até então, era uma incógnita. Bob sussurra algo junto ao ouvido de Charlote que o expectador quase não ouve. É algo que não deve ser compartilhado para quem assiste a cena. Um momento único no cinema em que dois personagens apaixonados tomam vida e trocam segredos em que nós não podemos participar.
Então eis que o usuário do Youtube DaeOh, conseguiu finalmente desvendar o mistério, usando recursos de áudio digital exaustivamente:
"When John is waiting on the next business trip... go up to that man, and tell him the truth. Okay?"
Ilustração do dia: Jornalismo cidadão

Uma
pausa na monografia, para pensar sobre os novos tempos.
...Ou para rir deles!
Via Wulfmorgenthaler
Ciber.Comunica 4.0: 06/05. Noite
quinta-feira, maio 07, 2009
Depois
de um dilúvio que castigou,
lavou e enxaguou os pecados de Salvador, o Ciber.Comunica em sua versão 4.0
teve seu inicio adiado para hoje (06/05/2009). Fui na segunda parte (noite)
deste primeiro dia e cheguei ao evento sob densas nuvens negras que gotejavam
timidamente.
Parece que o céu ficou nervoso e desaguou
novamente, mas aí eu já estava protegido dentro do auditório Zélia Gattai, nas
dependências da Unijorge para conferir as palestras de Yuri Almeida e Paulo Góes.
A apresentação de Yuri transcorreu de forma
leve, informativa e cativante. Uma suave introdução ao tão discutido e
controverso tema "Redes Sociais, Tecnologias e Jornalismo
Colaborativo", abordando pontos pertinentes sobre Sociedade de massa e
Sociedade em Rede, ubiqüidade, escrita coletiva, levantando questionamentos
como “redes socias ajudam os jornalistas?” ou mesmo “o que os jornalistas podem
aprender como o twitter?”. Mas ao meu ver, sua abordagem ao hiperlocalismo como
potencialização do dialogo e seu caráter social, foi o ponto mais interessante
e crucial de sua conferência.
Em seguida, Paulo Góes, Jornalista e tradutora
radicada em Londres, participante do projeto Global Voices,
faria uma videoconferência sobre “As rotinas produtivas no Global Voice “ mas
sua conexão falhou e o áudio estava inaudível (algo como ruídos borbulhantes de
afogamento ).
Abaixo, um trecho do evento, após a palestra de
Yuri, quando começou (e como muito bem pontuou o blog do evento), “um tímido, mas bom debate”.
Foto do dia: Kisswine Flu
segunda-feira, abril 27, 2009

(AFP / Getty Images Photo)
Um vírus mortal no qual muitos da humanidade teriam pouca ou nenhuma imunidade: o amor!
Noticia original aqui
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