Peito de Planta: Cinema para os ouvidos

terça-feira, setembro 21, 2010

DSC09146 DSC09145

DSC09144 DSC09130

 

Perguntei ao guitarrista Igor: “O que vocês tocam?” Ele: “Som instrumental, como uma trilha sonora pra filme, saca?”. Eu disse: “Tipo Mogwai”? Ele: “Não conheço. Mas gostamos muito de Mars Volta!”.

Esse diálogo se deu na ultima edição da festa Shift (08.09.2010), que aconteceu na Zauber, em Salvador-Ba, um pouco antes da apresentação da Peito de Planta, banda que eu não sabia exatamente do que se tratava, nem tão pouco sua proposto.

O fato é que os moleques me deixaram completamente boquiaberto e com os pêlos ouriçados, tamanha era a energia do pessoal (meu deus, como é bom usar essa palavra!)

Alguém tinha me dito que era algo psicodélico. Mas psicodélico era só a ponta de um gigantesco iceberg, que vai até as profundezas do oceano de emoções que uma guitarra, um baixo, uma bateria e um bongô podem proporcionar. A Peito é (mesmo que não aceitem) adepta do que atualmente se convencionou como Post-Rock.

Sem uma única canção com vocal, Igor deixa que sua guitarra grite, esperneie e declare palavras desconexas aos ouvidos, mas que fazem todo sentido aos poros, proporcionando um clima surpreendentemente cinematográfico.

Com notas seguras (não sei se de improvisos ou já estabelecidas), o grupo projeta filmes em nossas mentes, nos levando a um ambiente envolvente, hipnótico, chapante, quase surreal, com o vigor rock and roll que faz muita falta nesses tempos de bandas de calças multicolores.

Decididamente, a PDP é um agradável achado, que merece todo o crédito pela inventividade e pela coragem em se absterem de um vocalista. Aqui, apenas um rock visceral de tirar o fôlego é a principal estrela, o que lhes tornam dignos de um urgente reconhecimento!

 

 

 

Lembranças do velho Sonata

quarta-feira, agosto 04, 2010

 

É verdade: a idade avança e em proporções iguais, aumentam também as nostalgias. Com ela, as saudades dos velhos tempos, das briguinhas de escola, das bebedeiras de rua, dos amores rápidos e dos personagens/pessoas que passaram por nossas vidas, de modo breve ou prolongado.

Em particular, lembro com carinho do velho Sonata, aparelho de tocar vinil, dos piores da época, admito, mas que quebrou galhos por tempos, fazendo a minha alegria e a de amigos que vinham ouvir música por dezenas de tardes.

Uma boa lembrança, era ouvir o projeto “Eletronic”, formada por algumas artistas de bandas inglesas, com elevada referência nos anos 80. Gente como Bernard Summer (New Order), Neil Tennant (Pet Shop Boys) e Johnny Marr (The Smiths).

Na época, um momento da história onde começam a brotar o tão famoso som de Seatle, não era de bom tom, nem tão pouco muito aconselhável ouvir uma banda tão “eletrônica”, tão cheia de misturas entre rock e dance music. Uma verdadeira heresia era, as batidas dançantes com guitarras rock and roll. Ao menos no meu meio, entre os que eu convivia...

Mas os tempos são outros. Hoje tudo é mais livre, permitido. Permitido até demais, eu diria...

O que importa, é que me resta somente a lembrança de ouvir "Gettig Away With It" no velho Sonata, rodando lentamente um vinil negro e pesado. Lento, tátil, sonoro e vivo. Como se a tarde nunca fosse terminar.

 

eletronic Electronic

Carta aos bêbados sonhadores

segunda-feira, julho 19, 2010

Aos amantes secretos, que em silêncio, gritam em seus corações partidos, por seu amor não correspondido; Aos bêbados que não conseguem afogar as lembranças daquela doce alma de veludo; Aos milhares de anônimos que, antes de dormir, molham seus travesseiros com lágrimas límpidas de saudades; Aos que levam consigo, por anos a fio, dentro das cavidades do coração, a mesma batida desregular provocada por olhos que mais parecem precipícios que incitam ao pulo; Aos perdidos na chuva, com pensamentos distantes, lembrando a todo instante, de aromas, gostos e toques; Aos velhos de bengalas em punho, que ainda suspiram por aquela garota da juventude; Aos que estão no leito de morte, que conservam em suas mentes, como ultimo e derradeiro pensamento, o beijo nunca dado, na boca que mais amou... Todos unidos, em uníssono, gritem, com toda a força e fôlego de suas vidas:

“Espere! Eles não te amam como eu te amo!”

O Diagrama de Venn para não misturar bebidas

quarta-feira, julho 14, 2010

vein diagram


De modo rápido e visual, as consequências de se misturar determinadas bebidas alcoólicas. Imprima e leve no bolso!

Peguei lá no Sloshspot.


Bonecas para adultos solitários

"[...] Criar uma imagem consiste em ir retirando do objeto todas as suas dimensões, uma a uma: o peso, o relevo, o perfume, a profundidade, o tempo, a continuidade e, é claro, o sentido".

Jean Baudrillard

 

Conheça Matt McMullen e suas "garotas de plástico".

+ http://www.realdoll.com/

Esplendoroso Anti-Herói

terça-feira, julho 13, 2010

alg_resize_harvey-pekar

STYsplendorharveypekar_b_17221798

(Cleveland, 8 de Outubro de 1939 — 12 de Julho de 2010 )

Ele me ensinou que uma vida medíocre pode ser bem complicada. Agradeço a você, meu velho e bom amigo! Durma com Deus!

My Love Life

quinta-feira, julho 08, 2010

Morrissey: Moldando meu caráter desde 1988.

Um bom motivo para não acordar cedo

quarta-feira, junho 30, 2010

30705

Ilustrando o desespero

terça-feira, junho 29, 2010

    low morale


Um momento de angústia torna-se "coisa linda de se ver" nas mãos do artista gráfico Low Morale. Ainda mais com a trilha de "Creep", do Radiohead.

Assista:

Viagem obscura pelo meu quarto

segunda-feira, junho 28, 2010

Nos dias que se seguem, quem é puro em sua essência? Quem está fixo em uma única cultura? Quem está livre do fluxo de dados digitais que nos rodeia e nos mistura?

De propósito, me esqueço das origens, pois sei que o orgulho desmedido por territórios é obsessão infantil de poder e superioridade.

E como bom apátrida que sou, me sinto livre e forte para orgulhar-me do mundo sem fronteiras que meu coração anseia.

Considero-me portanto, cidadão do mundo, mesmo este sendo caótico e sem paixão nos olhos. E por isso, meu quarto é uma tentativa vã de agregação de sonhos pops adolescentes, que consome as mais diversas ficções que saltam dos livros, filmes, da música e dos desenhos animados, como ícones salvadores de uma personalidade fluida e sem nação.

Um mix  de eternos loops de sons dos mais recônditos e distantes quartos, com vidas que estão ali contidas, espalhadas por todo o planeta.

E eu sou como eles!

Eu sou como "I´m New", do Kutiman!

Agora, a original:

 

Curtir