+ http://wearabout.wordpress.com/
https://www.facebook.com/wearabout
https://twitter.com/wearabout
Os “supercultuados” Pixies lançaram o EP-1, álbum com quatro músicas inéditas (Andro Queen, Another Toe In The Ocean, Indie Cindy e What Goes Boom).
Primeiro trabalho de estúdio desde Trompe Le Monde (1991), EP-1 tem a produção de Gil Norton, o mesmo de Doolittle (1989) e Bossanova (1990).
O clipe em questão é Andro Queen, que contém a sonoridade típica do grupo: guitarras nostálgicas e letra surrealista que nos remete a alguma espécie de musa desconhecida (?), já que a palavra Andro é um prefixo grego que significa “macho, homem, ou masculino”. Além disso, há um trecho cantado em Esperanto, deixando tudo ainda mais enigmático.
Andro Queen vem ao mundo já com ares de “clássica”, e tenho a ousadia de inseri-la entre as canções mais belas do grupo.
Foram prensados 5 mil cópias em vinil, e o disco pode ser adquirido neste link: http://www.pixiesmusic.com/ep1-row-detail/
A arte do álbum é do britânico Vaughan Oliver, criador de capas incríveis para a maioria das bandas do selo mítico 4AD.
Capa da revista Bloomberg Businessweek, que na semana do dia 03/10, estampou o empresário Eike Batista sob o título: "Como perder uma fortuna de US$ 34,5 bilhões em um ano".
As coisas estão estranhas, meu caro, e não sei fornecer maiores significados. O frio que toma conta todo o tempo (e somente) na sola do pé, é um indício do que estou tentando dizer. Cresci, e agora percebo que estamos dentro de uma disputa acirrada de realizações de sonhos, em que todos precisam ser felizes.
Mas o dia a dia, meu velho, tem mostrado que neste pedaço da galáxia em que há atmosfera, oxigênio e água em abundancia, a distribuição dessa felicidade padrão não é para todos. Unhas, dentes e planejamentos maquiavélicos são necessários para entrar nessa corrida insana pela autossatisfação.
Sei que estou perdendo o jogo, meu querido, por não ter dentro do meu cérebro, a ânsia em comum deste zoológico sem grades, repleto de feras selvagens ávidas por carne e sangue. Além de um fígado que filtra com deficiência, tenho a ausência em extrema dose da ganância.
E nestes tempos estranhos, sonhar com um quartinho de 2x2 metros, entulhado de livros, com uma mesinha, cadeira simplória no meio para se debruçar, ler e escrever, é contra a lei natural da sobrevivência do mais apto, meu chapa. O meu “vencer” particular é o “perder” do resto do mundo.
Aceitar que perdeu não é o mais difícil. Recomeçar, sim, é a verdadeira batalha.
Ontem, quando comecei a assistir (finalmente) a série Orange is The New Black, do Netflix, fiquei com uma pulga atrás da orelha com a personagem Alex, a “international drug-runner” que colocou a protagonista da história numa grande enrascada e a levou para a cadeia.
Achei bastante parecida com Caroline Hervé, mais conhecida como Miss Kittin,a diva do electro europeu, que , em parceria com o DJ The Hacker, gravou First Album em 2001, com músicas como "1982" e "Frank Sinatra", verdadeiros hinos da cena electroclash.
Mas não era.
Tratava-se da atriz Laura Prepon, que apesar das semelhanças, olhando de modo mais atencioso, percebemos que passa longe do charme frio da francesa. Foi então que me perguntei: por onde anda Miss Kittin? Me lembrei que tinha o blog dela em alguma pasta do meu feedreader e fui lá conferir alguma novidade.
E tinha.
A menina lançou em abril deste ano “Calling From The Stars” (Juno Records), álbum duplo, de faixas longas, envolventes, às vezes dançantes. Tudo parece soar distante dos seus primeiros trabalhos com sonoridades mais simples, low tech (não que isso fosse ruim), provando que o tempo passa, mas que está lhe fazendo muito bem.
Gostei bastante de “Maneki Neko", "Calling From The Stars" e “See You”, todas bem climáticas, carregadas de sinths, digamos, “Kraftwerkianos”. Legal também a cover inusitada de "Everybody Hurts", clássico do R.E.M
Foi uma grata surpresa, movida pelo acaso, e que caiu de bandeja nas minhas mãos. Talvez não seja tão bom para as pistas, mas é uma ótima trilha para “andar por aí pela cidade”, seja lá o que esse adjetivo signifique para você.
Ouça:
P.S
Miss Kittin a direita, Laura Prepon à esquerda. Viu que é fácil confundir?
Estes slides fazem parte de uma palestra que o Carlos Carrenho, editor do PublishNews, apresentou no Instituto de Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no dia 02/10/2013.
Ele mostra a gradativa perda de poder do editor, assim como o surgimento da ruptura tecnológica na indústria editorial.
Interessante conhecer os (muitos) desafios e as (des) vantagens do ofício de editor de livros.
No deserto de Albuquerque (EUA), uma camada de cristal azul trincou dentro de um motor home decrépito. Era o início de uma lenda que embalou corações com uma adrenalina nervosa. Era o nascimento de um conto sobre violência, morte e, sim, superação. Indo além dos limites da índole, do corpo, de uma vida que se arrastava à morte certa.
Qualquer um faria isso? Não. Nem todos. É preciso as faíscas certas para um dia de fúria. É necessária a motivação correta para transpor a lei, sem grandes dores de consciência ou medo.
O sistema é uma droga e nós concordamos com isso, apesar de nada fazermos. Deixamos que enfiem goela abaixo, o jeito correto de se portar, de se viver, de se escrever, de publicar na web para ser indexado pelo Google. Estamos todo o tempo deixando de lado nosso próprio estilo. Vendemos nossas almas para nos adequar na sociedade que se autovigia, que se autopune por sair da linha.
Mas todo grande herói é, de certo modo, um anjo amaldiçoado, surgindo na poeira do “mais do mesmo”, transformando vidas, destruindo, fazendo o bem com o mal com todo o poder enérgico contido na fúria.
Mudar o estabelecido e admitir que faz tudo não por um bem comum, mas pelo prazer individual de ser respeitado como ser único, com seus talentos natos, é um direito que qualquer pessoa deveria possuir.
E quando isso não for possível pelas vias legais, criar uma persona incógnita, usar um chapéu negro e óculos escuros, podem te ajudar a correr invisível pelos esgotos do sistema, explodindo tudo de baixo para cima.
Ilustração: Sethard
+ http://sethard.deviantart.com/art/BrBa-404790186
O artigo “Espancando professores se destrói um país!” me inspirou o título deste Storify.
Não costumo, aqui neste blog, comentar sobre o que não tive completo acesso. Sempre tenho o cuidado de ler, ver e sentir na pele os “produtos” que experimento na tentativa de passar aos meus amigos, o meu olhar sobre algo.
Não é o caso desta HQ, “Tetralogia Monstro”, um lançamento da Nemo (um dos selos da Autêntica), escrita pelo iugoslavo Enki Bilal, que “me pegou pelos chifres” já na primeira página de degustação, disponibilizado pela editora, e que você pode dar uma bisbilhotada logo abaixo.
Qualquer manual defende a ideia de que, o pretenso profissional de escrita, deve despertar o interesse do leitor nas primeiras linhas de uma narrativa. Não vou nem me ater ao traço fantástico de Enki ou sua intrigante ficção futurista, mas a apropriação feita pelo artista da célebre frase do poeta (também) iugoslavo Abdulah Sidran, definindo logo de início o desenrolar da trama:
"De manhã, ao emergir dos meus sonhos, sou o mais feliz dos anjos. (...) Deito-me à noite, um verdadeiro filho da puta.”
Qual o pobre assalariado cheio de broncas para enfrentar na vida e que se perde nas mais loucas ficções em casa para aliviar as tensões do dia, não vai gostar de uma obra que começa com uma verdade tão absoluta?
Enfim, meus caros, que compartilham as mesmas dores e delícias desta correria que chamamos viver, “Tetralogia Monstro” é um beco escuro que acredito valer a pena se perder.