Mamelo Soundsystem: trilha para novas revoluções
domingo, dezembro 19, 2010
Gourmet: quadrinhos com sabor
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Já se sabe: leitura é um prazer solitário. Um momento entre você, as páginas, as letras e tudo o que se passa dentro da mente. E leitura não é só passar os olhos por infinitos grupos de caracteres. Não é só ler frases e frases, empanturrando-se de letras como se o cérebro fosse um estômago, crescendo em perspicácia.
Em suma e sem delongas, sou da turma que acredita na “literariedade” das citadas imagens e principalmente, das histórias em quadrinhos. Fábio Moon, um dos mais aclamados quadrinistas do Brasil, pode explicar melhor:
Não é uma grande aventura, não é um amontoado de sequências explosivas, não é nada de extraordinário. É apenas obra de arte em quadrinhos que castiga o estomago através da descrição minuciosa dos alimentos apreciados pelo personagem. E voltando ao princípio, nele há solidão. Há resquícios de um relacionamento falido. E claro, as lembranças nostálgicas das pessoas que um dia amou associado aos lugares.
Limbo Lounge Club: um podcast
quarta-feira, novembro 17, 2010
Pois bem, fiz um podcast. Uma espécie de lounge confortável, como uma pausa tranqüila para momentos atribulados. Um lugar de sonhos sonoros, com música suave de toda espécie, que se encontra, simplesmente, dentro de sua mente. Sim, na sua mente. E que para chegar lá, é só fechar os olhos e dar o play.
Claro que é uma grande quimera, um passatempo meu de algo que sempre quis fazer. A idéia é simples: tranqüilidade audível, leituras dramáticas de textos, de escritores famosos e blogueiros perdidos. Além disso, há inserções de diálogos de filmes, de histórias infantis ao contrário, ruídos das ruas, sempre com camadas infinitas de eco e reverbs. Enfim... Não há regras para o que se pretende ser “fantasia”.
O Limbo Lounge Club é uma realização virtual. Um lugar maneiro que construo para quem gosta de ouvir trip hop, downtempo, ambient, IDM, dream pop, cool jazz, post-rock e shoegaze.
Ou seja: o cochilo é certo!
Ouve lá: http://limboloungeclub.blogspot.com/
Peito de Planta: Cinema para os ouvidos
terça-feira, setembro 21, 2010
Perguntei ao guitarrista Igor: “O que vocês tocam?” Ele: “Som instrumental, como uma trilha sonora pra filme, saca?”. Eu disse: “Tipo Mogwai”? Ele: “Não conheço. Mas gostamos muito de Mars Volta!”.
Esse diálogo se deu na ultima edição da festa Shift (08.09.2010), que aconteceu na Zauber, em Salvador-Ba, um pouco antes da apresentação da Peito de Planta, banda que eu não sabia exatamente do que se tratava, nem tão pouco sua proposto.
O fato é que os moleques me deixaram completamente boquiaberto e com os pêlos ouriçados, tamanha era a energia do pessoal (meu deus, como é bom usar essa palavra!)
Alguém tinha me dito que era algo psicodélico. Mas psicodélico era só a ponta de um gigantesco iceberg, que vai até as profundezas do oceano de emoções que uma guitarra, um baixo, uma bateria e um bongô podem proporcionar. A Peito é (mesmo que não aceitem) adepta do que atualmente se convencionou como Post-Rock.
Sem uma única canção com vocal, Igor deixa que sua guitarra grite, esperneie e declare palavras desconexas aos ouvidos, mas que fazem todo sentido aos poros, proporcionando um clima surpreendentemente cinematográfico.
Com notas seguras (não sei se de improvisos ou já estabelecidas), o grupo projeta filmes em nossas mentes, nos levando a um ambiente envolvente, hipnótico, chapante, quase surreal, com o vigor rock and roll que faz muita falta nesses tempos de bandas de calças multicolores.
Decididamente, a PDP é um agradável achado, que merece todo o crédito pela inventividade e pela coragem em se absterem de um vocalista. Aqui, apenas um rock visceral de tirar o fôlego é a principal estrela, o que lhes tornam dignos de um urgente reconhecimento!
Lembranças do velho Sonata
quarta-feira, agosto 04, 2010
É verdade: a idade avança e em proporções iguais, aumentam também as nostalgias. Com ela, as saudades dos velhos tempos, das briguinhas de escola, das bebedeiras de rua, dos amores rápidos e dos personagens/pessoas que passaram por nossas vidas, de modo breve ou prolongado.
Em particular, lembro com carinho do velho Sonata, aparelho de tocar vinil, dos piores da época, admito, mas que quebrou galhos por tempos, fazendo a minha alegria e a de amigos que vinham ouvir música por dezenas de tardes.
Uma boa lembrança, era ouvir o projeto “Eletronic”, formada por algumas artistas de bandas inglesas, com elevada referência nos anos 80. Gente como Bernard Summer (New Order), Neil Tennant (Pet Shop Boys) e Johnny Marr (The Smiths).
Na época, um momento da história onde começam a brotar o tão famoso som de Seatle, não era de bom tom, nem tão pouco muito aconselhável ouvir uma banda tão “eletrônica”, tão cheia de misturas entre rock e dance music. Uma verdadeira heresia era, as batidas dançantes com guitarras rock and roll. Ao menos no meu meio, entre os que eu convivia...
Mas os tempos são outros. Hoje tudo é mais livre, permitido. Permitido até demais, eu diria...
O que importa, é que me resta somente a lembrança de ouvir "Gettig Away With It" no velho Sonata, rodando lentamente um vinil negro e pesado. Lento, tátil, sonoro e vivo. Como se a tarde nunca fosse terminar.
Carta aos bêbados sonhadores
segunda-feira, julho 19, 2010
Aos amantes secretos, que em silêncio, gritam em seus corações partidos, por seu amor não correspondido; Aos bêbados que não conseguem afogar as lembranças daquela doce alma de veludo; Aos milhares de anônimos que, antes de dormir, molham seus travesseiros com lágrimas límpidas de saudades; Aos que levam consigo, por anos a fio, dentro das cavidades do coração, a mesma batida desregular provocada por olhos que mais parecem precipícios que incitam ao pulo; Aos perdidos na chuva, com pensamentos distantes, lembrando a todo instante, de aromas, gostos e toques; Aos velhos de bengalas em punho, que ainda suspiram por aquela garota da juventude; Aos que estão no leito de morte, que conservam em suas mentes, como ultimo e derradeiro pensamento, o beijo nunca dado, na boca que mais amou... Todos unidos, em uníssono, gritem, com toda a força e fôlego de suas vidas:
“Espere! Eles não te amam como eu te amo!”
O Diagrama de Venn para não misturar bebidas
quarta-feira, julho 14, 2010
Bonecas para adultos solitários
"[...] Criar uma imagem consiste em ir retirando do objeto todas as suas dimensões, uma a uma: o peso, o relevo, o perfume, a profundidade, o tempo, a continuidade e, é claro, o sentido".
Jean Baudrillard
Conheça Matt McMullen e suas "garotas de plástico".
Esplendoroso Anti-Herói
terça-feira, julho 13, 2010
(Cleveland, 8 de Outubro de 1939 — 12 de Julho de 2010 )
Ele me ensinou que uma vida medíocre pode ser bem complicada. Agradeço a você, meu velho e bom amigo! Durma com Deus!