RJD2 é balanço pesado, que flerta com as variações do hip-hop, trip-hop, soul music, ruídos eletrônicos e tudo mais o que se pode fazer com duas pick-ups.
É música para as ruas, para os grandes centros urbanos, para quem se locomove com trilha sonora, esquecendo-se dos engarrafamentos, das multidões nas calçadas e sendo levado à andar sobre grooves alucinantes.
Drop out, man!
Myspace: http://www.myspace.com/rjd2
Duas garotas perdidas na vida, sem escrúpulos ou moral, com “encosto” de Nick e Mallory Knox, doidas por sexo com desconhecidos e que se esbaldam em uma trip alucinada pela noite, recheada com muitas drogas, roubos e assassinatos. Esse é o mote de Baise-Moi, uma produção independente francesa, sem frescuras e que pega pesado.
As personagens, poderiam ser tranqüilamente as namoradinhas de Alex Delargue, tamanho é o gosto delas por ultra-violência. As tórridas cenas de nudez são uma violência visual à parte: não faltam púbis sendo desmatadas, vulvas menstruadas, masturbação masculina, muitos fellatios e blow jobs.
Com o filme, me veio duas certezas: A primeira é que sexo explícito nos agride muito mais que cenas de mortes. Uma família assiste sem constrangimentos um Rambo estraçalhar centenas de homens de uma só vez. Mas um close de uma glande adentrando uma vagina é uma imoralidade sem precedentes. Um fato que torna nós, seres humanos, realmente bichos muitos estranhos nesses aspectos.
A segunda certeza pode até parecer “cristã”, mas talvez seja uma verdade crucial, assim como é a gravidade: em um universo em que tudo é permitido, o horror é uma conseqüência inevitável.
Trailer Oficial:
O silêncio é algo inerente aos objetos. Claro, sem vida não há movimento. E sem movimento não há atrito. E sem atrito não há som. E nem ao menos como o vento, os objetos são. Uma solidão permanente e calada.
O livro, em específico, é o charme da solidão. Junto à esse isolamento tão sexy, há o silêncio necessário das letras impressas. A relação quase “simbiótica” entre humano e livro, que só é completa quando há o silêncio. A leitura é como se fosse um micro orgasmo da relação entre mente, livro e o silêncio.
Alguém, em algum lugar do mundo, percebeu que a solidão é necessária. Essa pessoa é Hugo Miguel Costa, um livreiro português, de Portimão (que também mantém o Café dos Loucos). O patrício descobriu que, ao menos na companhia culta e prazerosa da multidão ‘orgiástica’ de uma boa biblioteca, o silêncio dos livros é algo à ser contemplado!
Em um pequeno mundo de cristal liquido, sorria graciosamente. Um sorriso de apenas um segundo ecoando pela eternidade. Sorria por estar presa em milésimos de segundos congelados no tempo, sem a preocupação, sem pensar na falta de bens, sem o peso invisível de tudo aquilo que ainda lhe faltava na vida. Era a mais pura alegria que repousava no universo de seu cristal liquido, no fundo do bolso da calça. Também um seguro e confortável mundo à parte.
Mas, mesmo a boca e os olhos que juntos riem, que se acendem na noite escura, brilhando incandescentes como pirilampos de neon, mesmo esses olhos e bocas jamais conseguirão esconder as marcas que um coração encharcado de saudades possui. E o eterno sorrir contaminou-se novamente. E a vida árdua tomou conta novamente de cada partícula eletrônica sua.
Assim, sem pensar duas vezes, desejou profundamente que o lítio parasse de agir. E como tudo aquilo que se deseja fortemente acontece, a bateria chegou em sua carga mínima e finalmente, desligou-se.
نهاية
Trilha: 1 - Johan Soderqvist - Then We Are Together
2 - Per Gessle - kvar I Min Bil
[Caso não entende porríssima nenhuma do que eu disse, leia o texto]
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Você acreditaria se eu te dissesse que dois atores mirins, em seus 12 ou 13 anos cada, conseguem passar mais veracidade, elegância e (pasmem) sexualidade, conferida à situação do amor-impossível-entre-uma-pessoa-comum-e-um-ser-das-trevas? E se eu te dissesse que eles fazem isso de forma infimamente superior ao que muitos blockbusters que invadem nossas tvs, blogs, twitters e mente, sugerem?
A grande mídia, poderosa que é, através dos seus excessos, nos impõem pela repetição, uma falsa arte que só sobrevive devido à osmose. Uma mentira repetida diversas vezes, que torna-se uma verdade absoluta. E assim, o mito, nasce sempre da repetição!
É o seguinte:
A estupidez, a violência e a corrupção são alguns dos diversos elementos que tornam a “maldade homo sapiens” em algo que está no patamar de gerar o verdadeiro medo e terror no interior das almas inocentes. É o caso do filme “Deixe Ela Entrar” (Let the Right One In, 2008).
O monstro, não é uma garota estranha que ataca pessoas para sugar-lhes o sangue. O mostro, é a covardia de um bando de meninos, que sem nenhum motivo maior, escolhe um “xucro” entre os muitos pequeninos do playground, para lhe aplicar sovas e humilhações, dia após dia.
Por isso:
Se tudo que lemos ou assistimos deve ter consigo um fundo moral para nos auxiliar na dura tentativa do que pode-se chamar de vida, atrevo-me a conceber o seguinte fundo ético à película em questão: A maldade humana, sempre estará acima de qualquer monstro, seja ele de origem sobrenatural, alienígena ou resultado de uma mutação químico/cientifica.
E só para acresentar, deveras, digo hoje:
Desde “Carrie, a estranha”, nunca tinha visto um final tão visceralmente apoteótico quanto esse!
E por esse motivo, sozinho, no escuro do quarto, fiz “Clap, Clap, Clap!!!!”.