A arte de amar de Ovídio

sexta-feira, outubro 06, 2006



"É para os pobres que eu componho esse poema, porque, pobre, eu amei; quando eu não não podia dar presentes, dava belas palavras."

Por R$10,00, você pode preencher o espírito. 

Diaba

segunda-feira, outubro 02, 2006



filme_o_diabo_veste_prada

As luzes brilham, refletem nos olhos bem abertos na escuridão do cinema. Projetado por uma hora e meia, um mundo que muitos jamais verão por dentro, e que se desenrolara como um sonho coletivo. Muitos jamais sentirão na ponta dos dedos, as marcas famosas, os preços exorbitantes. Peças de roupa que remetem a arte, que dão poder só em vesti-las. 

Mas, macacos me mordam, por que eu me deslumbro? Talvez por ser um pobretão que se fascina com luzes, garotas bonitas e seus vestidos fascinantes. Pensando dessa forma, todo mundo é pobretão, afinal, quem não se deslumbra? 

Meu grande problema é aspirar por esse mundinho glorioso e bonito, que está longe ou mais que impossível de ser vivido. O fantástico está na distancia que esse tipo de coisa burguesa, de como está longe do que sou. Mas é um lugar interessante. 

Neste filme, talvez a direção tenha sido apagada, talvez o final seja o que todos esperam, o que o casal que sai para se distrair no shopping e comer pipoca com Coca-Cola dentro da sala escura espera. Mas por que sempre a arte tem que gritar mais alto? Por que sempre se espera que a arte brilhe acima de tudo? A arte cinematográfica não funciona com este filme pelo simples fato do mundo da moda e do glamour brilhar mais que isso tudo. 

Particularmente, gosto mesmo é de ver mais uma vez o brilho das ruas de Manhattan, dos flashes das câmeras, dos fotógrafos de moda, das luzes de Paris. Hipnotiza. Faz sonhar acordado por toda a projeção. Refrigera a vida. Diverte na medida certa, sem a necessidade de ser arte, de ter uma grande direção. 

É só um saquinho com doces coloridos e açucarados que se dissolvem rápido na boca, e logo é esquecido. 

E quem disse que isso não é bom?

Antes/Depois

sábado, setembro 30, 2006

Cada vez mais, acredito nessa máxima: " O antes é bem pior do que o agora. Prefira sempre o agora" ; )

Frank Black - Fast Man Raider Man

quinta-feira, setembro 28, 2006


Blue grass, soul e R&B fazem cada vez mais a cabeça do velho Frank. Parece que caiu nas profundas águas do Mississipi. Essa percepção me veio quando estava lavando pratos e coloquei para tocar os acordes de "Fast Man/Raider Man".

Projetando pensamentos na louça branca, ouvia o refrão da primeira faixa: 

"Heaven's boys protect you/I am almost there/If your poison gets you/I will be on time/If you sink to madness/Say a little prayer/If your poison gets you/I am down the line".

Gosto quando raridades como essas ocorrem. Quando um disco inteiro te faz pensar. Ou, ao menos, transforma-se na trilha adequada ao momento. 

Injetei Frank Black em sua veia, deixei sua voz de gênio criador do Pixies come suas canções enigmáticas fazer o resto do seu dia algo suportável. Deixei a melodia encantar a vidinha tosca pelos ouvidos.

Uma quase "satisfação" realizada.





Sade, de Senno Knife

quinta-feira, agosto 24, 2006


Comprei ontem. Comecei a lê-la no ônibus. Tive que parar e guardar. As pessoas começaram a reparar na estranha revistinha preto e branco, com desenhos bonitinhos de garotas em posições grotescas, amarradas, sendo torturadas. 

Não quis me passar por trabalhador japonês pai de família que lê mangá no metrô.

:::

"Sade é totalmente desenhado no estilo shoujo (mangá para garotas), com cenas de erotismo e de sadomasoquismo. A edição, disponível nas bancas, é dividida em cinco partes: A Noite do Baile de Máscaras, Uma História Trágica e Justine, todas inspiradas em contos de Sade; A Casa das Atrocidades, dos Irmãos Grimm, e A História de “O”, de Pauline Réage".


Fetiche móvel

quinta-feira, agosto 17, 2006

A mobilidade e a praticidade oferecidas pela tecnologia atual é usada, principalmente, por fetichistas mais afoitos.








Despedida do emprego

segunda-feira, agosto 14, 2006



Era só um dia qualquer. Mas era um dia raro, estava chegando ao trabalho com um entusiasmo inédito. Estava realmente feliz, cantarolando "Break The Night With Colour", do Richard Ashcroft. Uma hora depois dessa imagem, eu seria demitido do trabalho... Isso seria paranormalidade?

Encontro digitado

sexta-feira, agosto 04, 2006

"Acho que a comunicação via digitação era muito mais confortável... Conduzimos o nosso encontro sem falar. Trocávamos de fone de ouvido periodicamente, teclávamos, pedíamos mais cerveja, vinho e comida... A garçonete achou que fôssemos loucos".

Amanda Palmer em http://www.dresdendolls.com/diary

Sempre novas maneiras de fazer a mesma coisa.

Ponha no google: couple-surfing

Feed Reader

quarta-feira, agosto 02, 2006

Nova idade, novos conhecimentos, novos vícios: rss, feed readers. Alguém me ajude...

http://www.feedreader.com/?fromfr

A substância de Dot Allison

sexta-feira, julho 28, 2006

Dot Alisson - Substance - Felix The Housecat


Dot Allison é ex-integrante da "One Dove", banda tranquilona dos primórdios do Trip Hop. Apesar de talentosa, passou despercebida por muito tempo pela crítica, fazendo algumas participações em projetos como o  "Death in Vegas", dos produtores Richard Fearless e Tim Holmes.

O caso é que ela só "vingou" de verdade ao lançar seu primeiro trabalho, "We Are Science", de 2002. Mas só neste ano (2006), conheci suas composições, ou melhor, os seus timbres sintéticos que estão dentro do movimento musical da moda em Nova York, o chamado “Electroclash”.


Algo moderno nas harmonias e nas letras me chamou a atenção. Esta canção, em particular, tem tocado constantemente em meus headphones, definindo meu entusiasmo pela a artista.


      


Ouví isso andando por aí, com  olhar perdidão, através da janela de um ônibus, na tentativa de ser uma espécie de flâneur cibernético, essas coisas que a gente quer ser e nunca consegue…

De qualquer modo, Dot Alisson é uma grata surpresa.

Dot Allison - Substance
Don't rescue me
When I play with with fire
Don't need to know
Is this desire
We hold back words
Our eyes are giving away
Deny the past
We've come to radiate
In need of some substance
In need of some substance
A little's less than nothing
In need of some substance
The sun might set
Tonight could be the night
And if thats the case
You'll get on all right
But there's no point
In spoiling for a fight
Because we're blinded by
The darkest ray of light
 
+ http://www.dotallison.com/

Curtir