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Kevin Hayes: humanidade sem filtros

sábado, agosto 31, 2013

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Apesar de ter uma conta no Instagram, não me agrada muito a ideia corrente dos nossos tempos do “envelhecer fotos é cool”. Para piorar, há um incomodo interior por gostar dessa coisa do “vintage”, das saudades de tempos nunca vividos.

Sim, participo ativamente, mas tenho consciência que é só uma moda, uma brincadeira coletiva com amigos e desconhecidos. Tenho ciência que tudo isso vai ser visto no futuro como as calças bocas de sino dos anos 70, ou os shortinhos de lycra masculinos dos 80. Sei que envelhecer fotos é deixá-las datadas, típicas da era smartphone. Ao final vamos rir disso tudo no futuro. Em conversas de churrasco de quintal, em fins de semana, com nossos filhos ao colo, vamos dizer: “Quão ridículos nós fomos”. 

Fotografias realmente clássicas, daquelas que vivem no subconsciente da humanidade, aproveitam o que a realidade emite, sem muitos efeitos, na pura e simples necessidade de captar o momento como ele se dá.

Pode ser dos anos 20 ou 60, mas elas foram imortalizadas pelo olhar do operador da câmera e luz, muita luz, seja do sol ou do flash mesmo. E em termos de foto, gosto do luz, do flash revelando as pessoas e seus defeitos.

Por estas razões, me maravilho com a beleza bruta exibida nas fotos do fotógrafo estadunidense Kevin Hayes. Ele preza o humano sem recortes ou efeitos, elevando o cotidiano (e até o que se convencionou chamar de feio), ao patamar da arte.

Ruas, crianças, senhoras nuas, mulheres gordas, strippers, desconhecidos (sóbrios e bêbados), objetos, cantos despercebidos... Para Hayes, todas as coisas tem vida, tudo é motivo de inspiração, tudo é sagrado.

 

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+ http://thedirtiestlittlerainbow.blogspot.com.br

       http://instagram.com/thedirtiestlittlerainbow

Você conhece o Manhattanhenge?

quarta-feira, novembro 14, 2012

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Fotografia, vinho e disco de vinil, tem algo em comum: são objetos de culto. Nas três modalidades, os seus amantes buscam informações sobre o que consomem. Quem, onde e como foi produzido, é o mínimo de perguntas que esses apreciadores fazem ao se depararem com seus objetos de adoração.

No caso de fotos deste blog, particularmente sempre busco saber de sua história e dar o devido crédito. Com elas, sempre conheço um lugar sem nunca ter ido. É uma viagem de dados e informações, mas o suficiente para saber o quanto o mundo é grande e quanto ainda não conhecemos.

Com a foto acima, aconteceu algo diferente. Não consegui descobrir o autor, mas o lugar e a situação. Respectivamente: New York City e o Manhattanhenge.

Não seria “Manhattan”? Sim, é a mesma ilha, mas com um acontecimento bem interessante: a cada dois anos, o sol se alinha com as ruas 4, 23, 34, 42 e 57, transformando o entardecer em um espetáculo da natureza com um dedinho do concreto do homem.

A origem do nome é a junção das palavras Manhattan mais Stonehenge, aquele monumento druida famoso do sul da Inglaterra composto por grandes esculturas de pedra localizadas em circunferências concêntricas. Esse momento da foto se deu em julho deste ano, sendo amplamente fotografado pelos nova-iorquinos.

O que quero finalmente dizer é: eu nunca soube desse fenômeno e só fui descobri-lo por um acaso. Mas enfim, nunca é tarde para aprender alguma coisa.

Outras fotos feitas pelas pessoas no mesmo dia, aqui na busca do Flickr: http://migre.me/bQJxB








Foto do dia: caranguejos com conchas pintadas

segunda-feira, março 05, 2012

deniac_Balikpapan-Indonesia_yuli_seperi                                                  Foto: Yuli Seperi/Getty Images
 
No meio da manhã, a imagem rodava meio mundo. Com ela, as peculiaridades estranhas que as centenas de povos desse planeta oferecem. Claro que “estranho” é meu modo ignorante de taxar o que não entendo sobre outra cultura. De qualquer maneira, ela ficou gravada na cabeça por todo o dia.

O motivo não foi só pela sua característica engraçada/exótica que, de certa forma, maltrata os pequenos crustáceos transformando-os em palhacinhos do mar. O real pretexto para vê-la com outros olhos, foi a dúvida de como podemos viver para sempre no mesmo lugar, na mesma casa, no mesmo quintal.

Tantas pessoas, tantos costumes, tantos idiomas para serem descobertos, aprendidos...
É presunção não querer trabalhar amanhã e preferir estar barganhando caranguejos com conchas pintadas com um comerciante do mercado local de Balikpapan, na Indonésia?




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